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	<title>No Trânsito &#187; Fórmula 1</title>
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	<description>Carros de luxo &#38; Cia.</description>
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		<title>2011 abriu asas e voou</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 04:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A volta do KERS, a inovadora asa traseira móvel e os pneus menos resistentes trouxeram para a Fórmula 1 a volta das ultrapassagens. É hora de olhar no retrovisor, analisar os fatos, os pilotos, as equipes e tentar imaginar o que vem em 2012. Ah, e tem imagens inéditas. A FIA deu asas pra quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A volta do KERS, a inovadora asa traseira móvel e os pneus menos resistentes trouxeram para a Fórmula 1 a volta das ultrapassagens. É hora de olhar no retrovisor, analisar os fatos, os pilotos, as equipes e tentar imaginar o que vem em 2012. Ah, e tem imagens inéditas.<span id="more-9596"></span></p>
<p><strong>A FIA deu asas pra quem sabe voar</strong></p>
<p>Quando as equipes apoiaram a volta do KERS para 2011, sabiam que isto apenas não seria possível para proporcionar o que a Fórmula 1 mais sentia falta nos últimos anos: as ultrapassagens. E o caminho encontrado pela FIA foi proporcionar aos carros ajustes aerodinâmicos dinâmicos, uma verdadeira ferramenta de ataque, auxiliada pela impossibilidade de defesa na mesma moeda por parte do atacado. Nasceu então a asa traseira móvel, com suas regras de abertura e fechamento em locais pré-determinados de cada circuito.</p>
<div id="attachment_9608" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano07.jpg" alt="" title="aultimadoano07" width="650" height="442" class="size-full wp-image-9608" /><p class="wp-caption-text">Nem sempre o segundo piloto é quem mais sofre</p></div>
<p>Confesso que, no começo, achei um tanto artificial, mas depois gostei e acho que esta mudança nas regras vem para ficar, assim como também acredito que a regra será aprimorada. O KERS, o outro recurso, não se mostrou tão eficiente assim com a adoção da asa móvel. É um componente caro e que deixou muitos pilotos insatisfeitos durante as provas, com seu funcionamento irregular. No entanto, acredito que este sistema fique até 2013, pelo menos, já que em 2014 os atuais 2.4 V8 serão substituídos pelos 1.6 V6 turbo.</p>
<p>Os pneus merecem um capítulo à parte. Eu que brinquei tanto que o sindicato dos “borracheiros” uma hora entraria com representação por melhores condições de salário e segurança, até tinha minhas razões. Os pneus Pirelli, que começaram esfarelando-se em poucas voltas nos primeiros GPs, realmente, influenciaram no resultado de algumas provas. Ao longo do ano, foram melhorando um pouco, tirando a imagem de “produto de baixa qualidade” como chegaram alguns a comentar. Ainda assim, foram nada mais que 1.111 pit-stops realizados durante a temporada, quase 60 por corrida. Cláusulas sindicais ainda devem ser reivindicadas (esta última palavra me tiraria do “Soletrando”)&#8230;</p>
<div id="attachment_9601" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano02.jpg" alt="" title="aultimadoano02" width="650" height="411" class="size-full wp-image-9601" /><p class="wp-caption-text">Esse menino vai longe...</p></div>
<p>O único piloto que nem se preocupou muito com asa móvel, KERS ou pneus foi Sebastian Vettel. Mais maduro que em 2010, Vettel aprimorou a técnica matadora de humilhar os adversários no Q3 e foi, de novo, recordista em vários quesitos. A juventude lhe consagrou o mais jovem bi-campeão, enquanto as 15 poles em uma só temporada lhe fizeram o maior de todos os tempos, só pra citar alguns dos recordes quebrados. Merecidamente, bicampeão mundial, e ponto final.</p>
<p>Já o vice, Jenson Button, também fez uma linda temporada. Com atuações de gala como no Canadá, Button foi muito superior a ele próprio em 2009, quando foi campeão. Deixou Hamilton para trás dentro da própria McLaren e seu estilo suave de pilotar, com certeza, angariou mais alguns milhares de fãs pelo mundo.</p>
<p>Fernando Alonso foi ao limite em 2011. Focado o tempo todo, Alonso logo percebeu que o pódium era o máximo, e por lá esteve 9 vezes, uma delas com vitória, e mais quatro vezes bateu na trave, chegando na quarta posição. Foi, de longe, muito superior ao companheiro Felipe Massa, o que deixa claro que Alonso fez a diferença na Ferrari, tirando leite de pedra por algumas vezes. E por falar em segundo piloto&#8230;</p>
<div id="attachment_9599" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano01.jpg" alt="" title="aultimadoano01" width="650" height="441" class="size-full wp-image-9599" /><p class="wp-caption-text">O engenheiro de Felipe Massa, Bob Smedley, dando dicas ao brasileiro</p></div>
<p>A imprensa italiana massacrou Felipe Massa, dizendo que o brasileiro foi decepcionante na temporada, que isso, que aquilo, e tem, em parte, razão. Massa não deu, em nenhum momento, indício de força para combater Alonso. Nos treinos, quase nunca largou na frente do espanhol, mas nas corridas&#8230; Sua melhor colocação foi o quinto lugar, por seis vezes. Não subiu ao pódium nenhuma vez, não venceu, e ainda esteve envolvido por várias vezes em acidentes e polêmicas com Lewis Hamilton, outro que deixou a desejar. O inglês, que ficou sem o pai como empresário e sem a namorada como consolo, perdeu o foco e vários pedaços do McLaren ao longo do ano, mas se re-encontrou, ao que parece, no final da temporada.</p>
<p><strong>A decepção, a revelação e um possível adeus</strong></p>
<p>Mas na opinião deste blogueiro colunista, no entanto, acredito que ninguém decepcionou mais que Mark Webber. Com um foguete nas mãos, o mesmo de Vettel, o australiano não pôde ser considerado nem um coadjuvante em 2011. Fez apenas três dobradinhas com o companheiro durante todo o ano, e só venceu na última etapa porque a equipe contou uma “historinha pra Bull dormir” e Vettel deixou Webber vencer. Parece em real fim de carreira, que pode ser em 2012, embora já esboce o discurso de que nunca esteve tão maduro.</p>
<div id="attachment_9603" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano03.jpg" alt="" title="aultimadoano03" width="650" height="435" class="size-full wp-image-9603" /><p class="wp-caption-text">A difícil vida de Rubens Barrichello</p></div>
<p>E fim de carreira é o que parece ser o destino de Rubens Barrichello, exceto pela vontade dele mesmo. Com sua temporada comprometida pela péssima construção do carro da Williams, Barrichello teve como momentos mais brilhantes as idas ao Q2 e os míseros quatro pontos conquistados na marra, ou seja, quase nada comparado ao que já fez e pode fazer. Sua pior temporada na carreira, porém, pode ter sido também a última, já que sua permanência na equipe Williams não está confirmada e há alguns pretendentes endinheirados para a mesma. Barrichello até tem procurado patrocínio em algumas empresas no Brasil, o que para muitos é humilhante e desnecessário, mas este gesto pode ser visto também como uma atitude de quem sabe que é capaz de continuar e é, sem sombra de dúvida, melhor que muitos que lá estão.</p>
<p>Bom, e de vez em quando aparece um cara que chama atenção, não é? No final de 2009 foi Kamui Kobayashi, com suas atuações em Interlagos e Abu Dhabi, e este ano a revelação veio do México. Sergio “Ligeirinho” Pérez, estreante, mostrou que é rápido, muito rápido, mas como todo jovem, precisa de tempo. Sofreu um grave acidente nos treinos de Mônaco e isso deve ter freado um pouco seu ímpeto. Apesar disto, seu nome foi ventilado nos lados de Maranello, para 2013 é verdade, já que tanto ele como Kobayashi serão mantidos na Sauber para o ano que vem. Vamos conferir o que o latino consegue, já que este ano o companheiro japonês foi muito superior na classificação geral. Dos demais estreantes (Paul Di Resta, Pastor Maldonado, Daniel Ricciardo e Jerome D’Ambrosio), somente o escocês da Force India conseguiu bons resultados, muito pelo seu talento e outro tanto pelo crescimento inegável da equipe indiana, a sexta força do ano.</p>
<div id="attachment_9606" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano05.jpg" alt="" title="aultimadoano05" width="650" height="421" class="size-full wp-image-9606" /><p class="wp-caption-text">Hamilton fez questão de não se mostrar abalado em nenhum momento</p></div>
<p>Quero discorrer (nossa!) também comentários sobre as equipes Mercedes e Lotus-Renault. A primeira ainda não tem um carro vencedor, fato, o que não preocupa Michael Schumacher, mas já começa a colocar em dúvida a carreira de Rosberguinho, que segue atrás de seu primeiro triunfo. Eu mesmo não acreditava que isso demoraria mais de duas temporadas completas desde sua chegada ao time prateado. Além disso, as comparações com Nick Heidfeld, o alemão que foi chamado às pressas para substituir Robert Kubica no começo do ano, e que também nunca venceu na Fórmula 1, são inevitáveis, mas o filho de Keke quer mostrar que pode vencer mais que as cinco vitórias do pai obteve. Agora, falar em título é mais complicado, embora o pai tenha ganho o seu no ano em que venceu apenas uma corrida (como isso mudou!). E quanto à Lotus-Renault, que convidou Heidfeld a se retirar depois de onze corridas e abriu chance para Bruno Senna, simplesmente, se perdeu na temporada e muito antes disto. Começou com dois pódiuns, um de Petrov e outro do próprio Heidfeld, nas duas primeiras etapas, mas não evoluiu nada durante o ano. Ao contrário, retrocedeu, quase sendo ultrapassada pela Force India na classificação geral.</p>
<p><strong>2012 e seus catorze títulos</strong></p>
<p>E continuando a falar da Lotus-Renault, que ano que vem será apenas Lotus, veio a maior surpresa até agora para a temporada 2012; a volta de Kimi Raikkonen, campeão de 2007 pela Ferrari. Depois de se aventurar pela sua paixão, as provas de rali, Raikkonen volta ao volante de um Fórmula 1 despertando incertezas de fãs e adversários. Claro que isto dependerá muito do carro a ser desenvolvido, mas ninguém coloca um campeão do mundo em uma “cadeira elétrica” por puro marketing. A dúvida é de como será o recomeço do finlandês, se mais fácil ou tão difícil quanto de outros que tentaram o retorno, não é Schumacher? Para companheiro de Kimi, a Lotus contratou Romain Grosjean, que já esteve por lá em 2009, substituindo Nelsinho Piquet. Saiu, foi campeão por onde passou, inclusive a GP2 deste ano, e retorna para a alegria dos franceses, que agora têm de volta um piloto para torcer. Quem nos lê sempre deve lembrar que citei a &#8220;entressafra francesa&#8221; na coluna “Le fonds de la fosse” há um ano. Mais recentemente, na coluna “Missão Impossível”, sobre o GP da Bélgica, disse que Grosjean era favorito à vaga na Lotus para 2012. Pena que aqui não valia pro bolão, mas tudo bem.</p>
<div id="attachment_9604" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano04.jpg" alt="" title="aultimadoano04" width="650" height="435" class="size-full wp-image-9604" /><p class="wp-caption-text">Olha ele aí, o cachorro que chamou a Hispânia para um racha no GP da India</p></div>
<p>Pois é, e já que Schumacher não resolve parar, por que não chamar então outro cara, digamos, mais experiente? Foi o que fez a Hispania, fechando com o eterno piloto de testes da McLaren, Pedro de La Rosa, para ocupar um de seus cockpits. Pode ser uma boa alternativa para as equipes menores, principalmente se o time técnico também puder contar com profissionais vindos de times mais experientes.</p>
<p>Com poucas vagas em aberto, alemães e britânicos devem continuar dominando a competição. Espanhóis e finlandeses devem ter mais de um piloto para torcer, enquanto a turma do “filho único”, que já inclui japoneses, suíços, mexicanos e venezuelanos, agora também deve contar com os brasileiros. Felipe Massa deve ser o único representante do Brasil na Fórmula 1, o que é uma péssima notícia para os fãs, em geral, da categoria. Sem alguém que lute por vitórias, como aconteceu este ano, os patrocinadores somem, a televisão diminui o investimento, e pode até ser que vamos ficar órfãos de algumas transmissões. Não imediatamente, já ano que vem, mas talvez em 2013.</p>
<div id="attachment_9607" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano06.jpg" alt="" title="aultimadoano06" width="650" height="411" class="size-full wp-image-9607" /><p class="wp-caption-text">Glock, tenha certeza, o Brasil te ama</p></div>
<p>Eu já disse que minha torcida não é única por brasileiros na pista. Apesar de ter Piquet como meu maior ídolo, Senna (o Ayrton, claro) como sinônimo de vitórias e Barrichello ter me levado às lágrimas tanto de alegria quanto de frustração, não acho que Felipe Massa tenha calibre, hoje,  para brigar lá na frente. No começo deste ano até disse que 2011 seria seu último ano na Ferrari, exceto se fosse campeão e Luca di Montezemolo se naturalizasse brasileiro. Errei. Errei como espero estar errando nesta previsão também, embora eu continue achando muito difícil para um verdadeiro fã da Fórmula 1 ficar impassível diante de tantos talentos juntos como tivemos este ano e teremos para o ano que vem. Serão nada menos que 14 títulos na pista, seis campeões do mundo, e todos eles conquistados, coincidentemente, desde o ano da morte de Ayrton Senna. Os outros títulos foram de Damon Hill (96), Jacques Villeneuve (97) e Mika Hakkinen (98/99). Faz tempo&#8230;</p>
<p>Apesar disto, conto com vocês para me ajudarem a testemunhar e escrever mais este capítulo ano que vem.</p>
<p>Um forte abraço à todos, boas festas à vocês e seus familiares, e um ano repleto de realizações.</p>
<p>Até 2012!<br />
<img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano2011.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Saída à australiana</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 09:16:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Webber, enfim, venceu a sua na temporada, contando com um “pequeno problema” de Vettel, mas foi Button quem se sagrou vice-campeão, como era esperado. E a lona se fechou pela última vez neste ano. Homenagens e mais homenagens A chegada da Fórmula 1 à São Paulo foi um verdadeiro festival de homenagens aos pilotos brasileiros. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Webber, enfim, venceu a sua na temporada, contando com um “pequeno problema” de Vettel, mas foi Button quem se sagrou vice-campeão, como era esperado. E a lona se fechou pela última vez neste ano.<span id="more-9497"></span></p>
<p><strong>Homenagens e mais homenagens</strong></p>
<p>A chegada da Fórmula 1 à São Paulo foi um verdadeiro festival de homenagens aos pilotos brasileiros. Ayrton Senna foi homenageado pelos vinte anos do tricampeonato por Barrichello e por Hamilton, que mudaram a pintura de seus capacetes por este motivo. No caso de Barrichello, a homenagem também foi ao designer Sid Mosca, falecido neste ano, e que foi o responsável pela pintura do casco de grandes campeões. Bruno Senna também fez questão de lembrar o tio e suas conquistas. Massa também foi homenageado pelos 10 anos de carreira e pela 100ª corrida pela Ferrari.</p>
<div id="attachment_9508" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil04.jpg" alt="" title="gpbrasil04" width="650" height="487" class="size-full wp-image-9508" /><p class="wp-caption-text">Clima de festa serve pra isso. Massa e Hamilton zeram as disputas, pelo menos até março</p></div>
<p>Mas a maior homenagem do dia foi para os trinta anos do primeiro título mundial de Nelson Piquet, com direito a toda irreverência do tricampeão dos anos 80. A bordo do mesmo Brabham BT49 de 1981, o macacão com patrocínios da época, o mesmo capacete, alguns dos mesmos mecânicos daqueles tempos, tudo isto remeteu os fãs a uma época que muitos dos presentes não viveram e só conheciam por filmes e fotos antigas. E o toque irreverente do grande Nelson foi, durante as voltas que deram, sacar uma bandeira de seu clube do coração, o Vasco da Gama, em pleno autódromo paulista e em clima de decisão no futebol brasileiro com o Corinthians. No carro, com as trocas de marcha ainda na alavanca, o capacete ficava para fora do cockpit e os pés do piloto quase na mesma direção do aerofólio dianteiro. Dentro dele, o maior ídolo deste que vos escreve, a quem o esporte a motor do Brasil deve muito.</p>
<div id="attachment_9500" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil01.jpg" alt="" title="gpbrasil01" width="650" height="433" class="size-full wp-image-9500" /><p class="wp-caption-text">Piquet foi homenageado e andou em seu Brabham de 1981</p></div>
<p>Mas o treino oficial foi o habitual, com pequenas exceções. A primeira delas foi a Hispania, aquela equipe que mostrou um projeto de carro feito para andar na ponta, no caso, a ponta dos fundos do grid. Conseguiu a proeza de colocar seus dois carros, de Liuzzi e Ricciardo, à frente dos carros da Marussia Virgin, pela primeira vez no ano. Barrichello foi outra exceção, conseguindo colocar a fraca Williams de 2011 em um ótimo 12º lugar no grid, dadas as limitações do carro. Quem também teve um ótimo desempenho foi Bruno Senna, colocando a Lotus Renault em nono, logo atrás de Sutil e sua Force India. Schumacher conseguiu entrar para o Q3 mas preferiu não fazer volta e se contentar com a décima posição.</p>
<p>Vettel, que já havia igualado o recorde de 14 poles na mesma temporada do inglês Nigel Mansell, deixou Button, Hamilton, e até seu companheiro Webber sentirem a possibilidade da pole nos treinos livres, e até no Q1 e Q2, mas que quando foi pra valer, Vettel se isolou em mais um recorde na carreira, obtendo a 15ª pole no ano, a 30ª na carreira. Seu companheiro Webber dividiu com ele a primeira fila, deixando os dois McLaren de Button e Hamilton logo atrás. Alonso fez o que pode e abriu a terceira fila, só que ao invés de Massa, era Rosberg quem estava ao seu lado, pois o brasileiro não passou da sétima posição. </p>
<p>Surpresas seriam possíveis se viesse a chuva prometida para o treino oficial. Ela não chegou, então todos esperaram que ela viesse no domingo, sem falta.</p>
<p><strong>Na seca</strong></p>
<p>Da chuva mesmo, só vieram as nuvens. Com isso, Vettel largou bem e deixou Webber e Button brigarem mais atrás. Alonso ganhou a posição de Hamilton logo na descida do “S” do Senna, enquanto Schumacher abria caminho no meio do grid. Quem largou muito mal foi Barrichello, que foi parar na vigésima posição depois de uma escolha errada da relação de marchas visando a chuva que não veio, e o brasileiro acabou perdendo todo o trabalho do sábado em alguns metros. </p>
<div id="attachment_9503" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil02.jpg" alt="" title="gpbrasil02" width="650" height="487" class="size-full wp-image-9503" /><p class="wp-caption-text">A largada, desta vez, não teve toques</p></div>
<p>Aos poucos os carros iam se assentando na pista e Alonso já apertava Button, enquanto Schumacher chegou em Senna e tentou ganhar a posição do brasileiro ao final da reta dos boxes. Os carros se tocaram duas vezes. A primeira quando Schumacher deu uma pequena guinada para tentar forçar a freada de Senna, o que não aconteceu, e a segunda quando Senna tocou, de leve, na roda traseira esquerda da Mercedes do heptacampeão do mundo. Senna ficou com o bico avariado enquanto Schumacher teve um pneu furado, ambos tendo suas corridas comprometidas. Senna ainda levou, injustamente em minha opinião, um drive-thru, por ter sido considerado responsável pela manobra que praticamente tirou Schumacher da prova.</p>
<p>O momento mais empolgante da prova aconteceu quando Alonso pressionava Button e fez uma ultrapassagem por fora, na subida do Laranjinha, um lugar praticamente impossível de alguém ultrapassar. Ao que parece, Button não quis brigar com Alonso naquele momento da prova e foi o primeiro a ir aos boxes, enquanto Vettel começava a polêmica da prova. Pelo rádio, o bicampeão era advertido pela equipe para poupar a 1ª e 2ª marchas para não ficar sem carro no final da prova. A polêmica veio quando Vettel, depois de ser ultrapassado por Webber, começou a virar no mesmo ritmo do australiano, o que levantou a suspeita de que o problema no câmbio não era tão grave assim.</p>
<p>Quem não conseguiu disfarçar os problemas foi a Marussia Virgin de Glock, que na saída do pit-stop teve uma roda solta, numa clara demonstração que a Hispania realmente pode surpreender ano que vem e perder a ponta dos fundos do grid.</p>
<div id="attachment_9505" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil03.jpg" alt="" title="gpbrasil03" width="650" height="433" class="size-full wp-image-9505" /><p class="wp-caption-text">Pelo menos aqui, cadeiras para todos, o que não deve acontecer com cockpits para o ano que vem</p></div>
<p>Mais uma rodada de pit-stops e é a vez de Button atacar Massa, o único que se mantinha por mais tempo na pista tentando fazer uma parada a menos que os demais e até se aproveitar da chuva, que ameaçou, ameaçou, mas não caiu. Button deixou Massa para trás, ou melhor, para Hamilton, e o torcedor já esperava mais uma briga cheia de lances entre os protagonistas da maior rivalidade do ano. Até voltaram de suas paradas para troca de pneus juntos, mas Hamilton foi obrigado a abandonar a prova com problemas no câmbio, de verdade. Assim, Sutil e Rosberg, que fizeram ótimas corridas com direito a troca de posições entre ambos. Empurrados pelo motor Mercedes presente nos dois carros, ambos herdaram a posição de Hamilton, com vantagem para Sutil ao final da prova. Duas posições atrás, chegou seu companheiro Paul Di Resta, em oitavo, deixando claro que a Force India pode sim brigar mais na frente em 2012.</p>
<div id="attachment_9510" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil05.jpg" alt="" title="gpbrasil05" width="650" height="487" class="size-full wp-image-9510" /><p class="wp-caption-text">Webber e Vettel fizeram apenas a terceira dobradinha na temporada</p></div>
<p>Webber e Vettel na frente, Alonso em terceiro. Foi então que Button voltou de sua última parada e recebeu pelo rádio a informação que Alonso estava na alça de mira e que deveria fazer voltas de treino. Missão dada é missão cumprida, e Button ganhou a posição de Alonso para consolidar com toda justiça o vice-campeonato de 2011.</p>
<p><strong>Parece que faltou algo</strong></p>
<p>Sem mais surpresas e com poucas ultrapassagens, o GP do Brasil deste ano viu a vitória de Webber, sua primeira na temporada, mas que não foi suficiente nem para chegar ao terceiro lugar no mundial de pilotos. Nem mesmo a “miguelada” de Vettel ajudou. Webber fez também a melhor volta da prova. Massa foi apenas o quinto pela sexta vez na temporada em que fechou sem subir ao pódium.</p>
<div id="attachment_9512" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil06.jpg" alt="" title="gpbrasil06" width="650" height="493" class="size-full wp-image-9512" /><p class="wp-caption-text">Button não achou tão importante, mas foi vice merecidamente</p></div>
<p>Eu esperava mais da corrida em si, mas foi natural ver a dobradinha da Red Bull com a McLaren de Button (já que Hamilton abandonou) e os Ferrari de Alonso e Massa nas primeiras posições. A decisão equivocada da direção de prova, de liberar a asa móvel apenas na reta oposta, diminuiu muito as disputas e deixou uma sensação de que o campeonato não foi tão emocionante, o que não é verdade. </p>
<p>As colunas das corridas de 2011 ficam por aqui. Foram ao todo 19, acompanhando a temporada mais longa de todos os tempos. Usei quase todo meu caderninho azul, onde fiz as anotações mais importantes, às vezes, totalmente ilegíveis depois de alguns minutos. Eu prometo voltar ainda com um balanço do ano, as perspectivas para 2012, a dança dos cockpits, os números finais de uma temporada que teve inúmeras ultrapassagens, milhares de pit-stops, recordes quebrados e mais alguns leitores conquistados com este espaço da velocidade dentro deste blog que cresce sem parar.</p>
<p>A gente se vê ainda este ano.<br />
Um grande abraço!</p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil2011.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Voltando a sorrir</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 16:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recordista de poles na mesma temporada, Vettel abandonou logo na largada, deixando o caminho livre para Hamilton vencer mais uma e, ao que parece, espantar a má fase. A pole e o recorde Depois de um ambiente mais modesto na Índia, a Fórmula 1 se reencontrou com a ostentação que lhe é mais comum em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recordista de poles na mesma temporada, Vettel abandonou logo na largada, deixando o caminho livre para Hamilton vencer mais uma e, ao que parece, espantar a má fase.<span id="more-9430"></span></p>
<p><strong>A pole e o recorde</strong></p>
<p>Depois de um ambiente mais modesto na Índia, a Fórmula 1 se reencontrou com a ostentação que lhe é mais comum em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos com uma sexta-feira praticamente idêntica à indiana, ou seja, com os carros da McLaren na frente e os da Ferrari logo atrás. A sexta-feira foi diferente, porém, para Vettel, que bateu no treino livre. Alonso fez o mesmo, mas nada que danificasse tanto assim seus carros. </p>
<p>Para Vettel, a pole significaria igualar o recorde de largar mais vezes na frente na mesma temporada, obtido por Nigel Mansell na temporada de 1992 com sua Williams mágica. Mas, falando em Willimas, quanta diferença daquela máquina campeã de quase vinte anos atrás e da Williams de hoje. Primeiro foi Pastor Maldonado, que, por estourar o limite de motores para a mesma temporada, estava punido com dez posições no grid e qualquer posição pior que um décimo segundo lugar no Q2 significaria a última fila para o carro do venezuelano, ele foi apenas o décimo sétimo. Mas, como desgraça pouca é bobagem, coube ao brasileiro Rubens Barrichello, que teve problemas no motor da outra Williams, amargar a última posição no grid, a pior de toda sua longa carreira e a pior da equipe em trinta e seis anos. Nem a Hispania foi tão ruim.</p>
<p>No Q2, ficaram Renault, Toro Rosso, Sauber e a Lotus de Kovalainen, sem novidades. E da mesma forma que no GP da India, a Force India ficou com a quinta fila, com Sutil e Di Resta. Os dois Mercedes na quarta fila, com Rosberg superando Schumacher de novo. Também em dupla, a terceira fila ficou com a Ferrari, Alonso e Massa nesta ordem. Só que Webber não conseguiu colocar a Red Bull na primeira fila e ficava com a quarta posição. Para continuar o emparceiramento, Vettel teria de ser terceiro. Button fez o seu papel e tomou a ponta no final. Hamilton, muito bem todo o final de semana, superou o companheiro por míseros nove décimos. Cronometro zerado e lá veio Vettel estragar a brincadeira de novo, deixando todos para trás, igualando o recorde de Mansell que citamos no início e, de quebra, igualando o número de poles de Juan Manoel Fangio, vinte e nove na sua ainda curta carreira.</p>
<p>Expectativa de várias ultrapassagens pela liberação da asa móvel em dois pontos da pista e de uma corrida mais movimentada do que no ano passado, a que decidiu o título.</p>
<p><strong>Com a faca nos dentes</strong></p>
<p>Se a pole de Vettel é previsível, sua excelente largada também é, e o bicampeão nem olhou pelo retrovisor para saber se vinha alguém. Na verdade, nem deu tempo. Na segunda curva, um pneu traseiro furado jogou Vettel para fora da pista, como se abrisse caminho para uma primeira volta realmente infernal. Todo mundo próximo e Alonso parte para cima de Button para assumir a terceira posição, que logo seria a segunda. Rosberg comete um pequeno erro e seu companheiro Schumacher desce metade da reta oposta lado a lado para decidirem na curva quem seguia na frente, com vantagem para o mais experiente. </p>
<div id="attachment_9437" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu02.jpg" alt="" title="gpabu02" width="600" height="388" class="size-full wp-image-9437" /><p class="wp-caption-text">Largada disputada, menos para Vettel, que abandonaria duas curvas à frente</p></div>
<p>Vettel se arrastava para trazer o carro aos boxes, o que acabou conseguindo, mas todo o esforço foi em vão porque a suspensão não agüentou tanto esforço e sucumbiu. Quem nos lê aqui sabe que eu sempre falei que Vettel não era a mesma coisa se tivesse três rodas apenas. Pois é. Brincadeiras à parte, fazia tempo que Vettel ficava de fora de uma prova.</p>
<div id="attachment_9435" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu01.jpg" alt="" title="gpabu01" width="600" height="356" class="size-full wp-image-9435" /><p class="wp-caption-text">Vettel se arrasta para os boxes, mas o esforço foi em vão</p></div>
<p>Hamilton, que não tinha nada a ver com isso, começou a abrir, seguido por Alonso, Button, Webber e Massa. Só que Alonso queria apagar a sensação ruim com a qual saiu de Abu Dhabi ano passado e começou a fazer as melhores voltas da prova no início, deixando Button bem para trás. Tão para trás que Button, já com o rendimento abaixo do esperado, encontrou Webber no retrovisor e travaram uma disputa de gente grande. Primeiro Webber consegue a ultrapassagem, mas Button recupera-se logo em seguida. Começava a ficar claro, neste momento, que o festival de ultrapassagens esperado não seria tão grandioso, mas ainda assim mais divertido que no ano anterior.</p>
<p>Massa vinha tirando diferença para Button, só que foi o primeiro dos ponteiros a fazer o pit stop. Na volta seguinte, Hamilton e Alonso pararam juntos, sem trocarem de posição. Depois veio Button e, de repente, Red Bull na ponta com Webber. Ainda que não tão ruim quanto a classificação da Williams, a Red Bull teve um final de semana também atípico. Além do problema de Vettel, na primeira parada do australiano, a equipe teve problemas e a troca durou quase seis segundos a mais que o normal. Isso deve ter deixado Webber mais ligado, pois ele voltou andando rápido.</p>
<div id="attachment_9439" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu03.jpg" alt="" title="gpabu03" width="600" height="340" class="size-full wp-image-9439" /><p class="wp-caption-text">Webber voou, e a melhor volta da prova foi seu prêmio de consolação</p></div>
<p>Alonso ameaçava Hamilton, mas só no cronômetro, diferente de Massa, por exemplo, que colou em Button. Com a demora em ultrapassar o inglês, Webber chegou nessa briga e Massa deu uma mãozinha para ele, errando na entrada da reta oposta e perdendo a posição para o piloto da Red Bull. Só que Massa conseguiu se recuperar na curva seguinte. Mais um pouco e ambos chegaram em Maldonado, e o venezuelano conseguiu atrapalhar ambos, saiu da pista, voltou em cima de Webber e conseguiu tomar um drive-thru por barbeiragem, quer dizer, por ignorar bandeira azul. Barrichello, por sua vez, estava se recuperando bem na prova, chegou a andar em nono. </p>
<div id="attachment_9441" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu04.jpg" alt="" title="gpabu04" width="600" height="333" class="size-full wp-image-9441" /><p class="wp-caption-text">Barrichello fez uma boa prova, mas deve ficar a pé ano que vem</p></div>
<p>Hora de Webber mostrar que tem o melhor carro e as melhores voltas da prova começa a ser dele, que consegue enfim ultrapassar Button quando Massa já tinha feito sua segunda parada. Rosberg também vinha bem na prova, chegou a estar em terceiro e deu muito trabalho para Webber por causa do potente motor Mercedes que não dava a vantagem necessária para quem vinha atrás mesmo com a asa traseira aberta. </p>
<p><strong>Hamilton parece que se reencontrou</strong></p>
<p>Na fase final da prova, Webber continuava fazendo as melhores voltas, e ganhou a quarta posição de Rosberg quando este foi para os boxes. Só que Webber precisava de mais uma parada para troca de pneus porque não havia usado dois tipos diferentes dos mesmos, e o fez na penúltima volta. Foi superado por Button, que teve problemas no KERS durante a prova, mas ajudado em se manter na quarta posição porque Massa errou sozinho e rodou, perdendo precioso tempo para poder chegar ao menos no quarto lugar. Webber ainda conseguiu fazer a melhor volta do domingo.</p>
<div id="attachment_9442" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu05.jpg" alt="" title="gpabu05" width="600" height="400" class="size-full wp-image-9442" /><p class="wp-caption-text">Alonso fez o que podia e levou a Ferrari ao segundo lugar</p></div>
<p>Alonso terminou o domingo dizendo que fez o melhor que pode e garantiu um excelente segundo lugar, muito pela manobra forte sobre Button logo no começo da corrida. Hamilton, enfim, chegou a sua terceira vitória na temporada e, com isso, empatou neste quesito com seu companheiro de equipe. Curiosamente, mesmo com o triunfo, Hamilton está fora da briga pelo vice-campeonato, que agora se concentra entre Button, Alonso e Webber apenas, com chances maiores para estes de maneira respectiva.</p>
<div id="attachment_9443" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu06.jpg" alt="" title="gpabu06" width="600" height="370" class="size-full wp-image-9443" /><p class="wp-caption-text">Hamilton venceu praticamente de ponta a ponta, o que o deixou, digamos, mais leve</p></div>
<p>Uma corrida com emoções pontuais, apesar de belas disputas, mas infelizmente aquém da primeira volta alucinante. Agora só restam 71 voltas para o final do campeonato, e serão percorridas em São Paulo no final de novembro. A expectativa é sempre de festa, já que pouca coisa está em disputa, e essa mistura de descontração de uns e necessidade de mostrar resultado de outros visando 2012, além do traçado seletivo de Interlagos, podem ser os ingredientes certos para um encerramento de temporada em grande estilo. Estaremos lá.</p>
<p>Um abraço! </p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/chamadaabudhabi.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Contrastes que nada mudam</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 19:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
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		<category><![CDATA[GP da Índia]]></category>
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		<description><![CDATA[O GP da Índia estreou no calendário cheio de expectativas, mas nada de concreto mudou. Vettel continua quebrando recordes, Button sendo o melhor do resto e Massa e Hamilton se enroscando. Confira. A Fórmula 1 em choque Mais um país na lista, pista nova, choque cultural. Foi assim que a Fórmula 1 chegou pela primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O GP da Índia estreou no calendário cheio de expectativas, mas nada de concreto mudou. Vettel continua quebrando recordes, Button sendo o melhor do resto e Massa e Hamilton se enroscando. Confira.<span id="more-9362"></span></p>
<p><strong>A Fórmula 1 em choque</strong></p>
<p>Mais um país na lista, pista nova, choque cultural. Foi assim que a Fórmula 1 chegou pela primeira vez em Nova Déli, capital da India, para a realização da antepenúltima etapa de 2011. Além do aspecto cultural, a categoria mais importante do automobilismo ultrapassou mais uma barreira geográfica, interessada na emergente economia local e no potencial populacional de 1,2 bilhões de habitantes, ainda chocada também pelas mortes do piloto inglês Dan Wheldon, na Indy, e do italiano Marco Simoncelli, na MotoGP. Os pilotos prestaram várias homenagens para ambos ao longo de todo o final de semana.</p>
<div id="attachment_9370" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/pilotosedirigentes.jpg" alt="" title="pilotosedirigentes" width="550" height="367" class="size-full wp-image-9370" /><p class="wp-caption-text">Pilotos e dirigentes homenageiam Wheldon e Simoncelli com um minuto de silêncio</p></div>
<p>Voltando ao aspecto cultural, os pilotos se depararam com uma realidade que não estão acostumados. Os relatos, dos mais diversos, davam conta de uísque para fazer gargarejo após alimentação, uso de água mineral para escovar os dentes, e até de uma família morando onde a uma das equipes iria trabalhar. Sujeira cheiro forte também, além da presença de animais ao entorno do circuito. Destes, dois cachorros resolveram entrar na pista durante os treinos da sexta. Diz a lenda que, se completassem a volta, fariam tempos tão bons quanto os da Hispania. Tirando a maldade, ambos foram prontamente retirados pelos fiscais de pista.</p>
<p>A pista suja, resultado do pouco tempo de conclusão das obras e pela poluição local, deixou os carros mais “dançantes”, trazendo um desafio a mais aos pilotos. Só que nem isso fez com que as críticas fossem maiores que os elogios, pois todos consideraram a pista muito boa e desafiadora, além de veloz. Um alento à Hermann Tilke, o mesmo que projetou vários dos autódromos da temporada, quase sempre criticados.</p>
<p>Nacionalista, a Force India queria andar bem em casa. A Hispania até trocou o italiano Vittantonio Liuzzi pelo indiano Narain Karthikeyan, para compor o clima, mas a Lotus não quis entrar na onda indiana e não permitiu ao outro indiano da Fórmula 1 e seu piloto reserva, Karun Chandhok, participar do GP em sua terra natal, uma pena. Com tudo pronto e em seus lugares para o espetáculo, quem mostrou força foram Hamilton e Massa, que dominaram a sexta-feira. Mal sabiam que chamariam atenção no domingo também. Só que Hamilton, assim como Sergio “Ligeirinho” Perez, foram punidos cada um em três posições no grid por desrespeitarem uma bandeira amarela durante os treinos.</p>
<p>Quem também tinha que mostrar serviço era Petrov, que também já havia sido penalizado em cinco posições no grid pelo acidente com Schumacher na Coréia. E o russo até que terminou na frente o Q1, no que seria seus “quinze minutos de fama” ao longo do final de semana. No Q2, Petrov foi eliminado, juntamente com seu companheiro de equipe Senna. Schumacher, outro eliminado, reclamou do equilíbrio do carro, que não pode ser totalmente corrigido pela equipe por falta dos equipamentos que ficaram retidos na alfândega. Di Resta também não conseguiu levar a Force India ao Q3, causando um pouco de decepção na torcida, mas nada que fizesse faquir deitar em cama de pregos.</p>
<p>Quem andou bem, de novo, foram os carros da Toro Rosso. Buemi e Alguerssuari largaram respectivamente em nono e décimo, e optaram por não abrirem volta no Q3 para economizarem pneus. A outra Force India, de Sutil, conseguiu uma boa oitava colocação, mas também decepcionou um pouco a torcida quando fez a mesma opção da Toro Rosso em não abrir volta na fase final do treino. Rosberg foi o sétimo.</p>
<p>Lá na frente, Vettel fez a pole com facilidade e caminha para a quebra do novos recordes. Hamilton, no cronômetro, foi o segundo, mas devido à punição largaria apenas em quinto, deixando a primeira fila para a Red Bull com Webber largando ao lado de Vettel. Alonso e Button formaram a segunda fila, enquanto Massa, na sua última tentativa de melhorar a posição no Q3 e já com o cronômetro zerado, acertou uma região desnivelada além da zebra, no miolo do circuito, e quebrou a suspensão dianteira direita, não conseguindo, portanto, nada além da sexta posição no grid.</p>
<p><strong>Sem sustos</strong></p>
<p>Uma curiosidade da pista indiana é que não havia o lado sujo ou o lado limpo da reta na hora da largada. E, como tudo era sujeira, muita gente patinou um pouco e acabou se tocando na freada das primeiras curvas, dentre eles Barrichello, Kobayashi, Glock e Trulli. No meio da confusão, Buemi e Alguerssuari caíram algumas posições, enquanto Schumacher já aparecia em oitavo. Petrov também caiu para o fundo do pelotão.</p>
<div id="attachment_9368" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/emnenhumgp.jpg" alt="" title="emnenhumgp" width="550" height="275" class="size-full wp-image-9368" /><p class="wp-caption-text">Em nenhum GP tivemos uma fila tão indiana no começo da prova</p></div>
<p>Vettel segurou o ataque de Webber na largada e quem se aproveitou foi Button, que tomou a segunda posição do australiano. As investidas de Webber e as defesas de Button nas voltas seguintes pareciam confirmar a previsão de que a corrida seria cheia de ultrapassagens, que acabou não se confirmando.</p>
<p>A começar pelo próprio Vettel, que só não fazia a melhor volta da prova quando resolvia trocar de música no MP3. Button, por sua vez, chegou a se livrar de Webber, mas não o suficiente para ameaçar Vettel. Alonso tentou acompanhar Webber, só que também não conseguia se aproximar o suficiente. Massa vinha logo atrás.</p>
<p>Pouco mais distante, os dois carros da Toro Rosso se recuperavam na prova, superando Senna e Sutil. O alemão da Force India foi, inclusive, o primeiro a parar para troca de pneus, enquanto as primeiras brigas começavam no fundo do grid, com Di Resta, Perez e Petrov andando muito próximos, mas nada digno de nota.</p>
<p>Quando Alonso, Webber e Hamilton foram para a troca de pneus, voltaram embolados com Schumacher, o que acabou favorecendo o Felipe Massa que, quando fez sua parada, ganhou a posição de Alonso. O brasileiro fazia boa prova, no mesmo ritmo de Alonso e brigando por um lugar no pódium, até que surgiu em seu retrovisor ele, Lewis Hamilton.</p>
<p>O inglês vinha se aproximando perigosamente e chegou em definitivo na grande “reta tobogã”, só que ainda sem condições de ultrapassagem. Logo em seguida, porém, Hamilton colocou o carro lado a lado com o brasileiro, e tinha a preferência da próxima curva. Massa pensou diferente e achou que Hamilton tinha que evitar o choque. Resultado: novo toque entre ambos, com prejuízos iguais nos carros que perderam alguns pedaços, mas não o suficiente para tirá-los da prova. Já os comissários não entenderam inocência de ambos e puniram Felipe Massa com um drive-thru. Na minha visão, Massa ignorou a presença de Hamilton e foi o inglês quem, em princípio, teve maior prejuízo no carro ficando com o bico caído e tendo sua corrida prejudicada. Dizem que ambos chegaram a sorrir antes da prova, mas este novo incidente entre ambos começa a minar, em definitivo, qualquer relação mais amistosa, embora ambos neguem.</p>
<p>A vaca, quer dizer, a corrida de Felipe Massa (com todo respeito à religião local) foi pro brejo de vez quando o brasileiro, já com o carro recuperado, repetiu o erro do treino e acertou outra vez a região além da zebra, quebrando agora a suspensão do lado esquerdo e abandonado a prova em definitivo. Aliás, a prova teve vários abandonos. Além de Massa, Buemi, Maldonado, Kobayashi e Glock “comeram” menos poeira neste final de semana.</p>
<div id="attachment_9369" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/massateve.jpg" alt="" title="massateve" width="550" height="355" class="size-full wp-image-9369" /><p class="wp-caption-text">Massa teve um final de semana frustante na India</p></div>
<p>Por falar nisso, Petrov parecia por vezes em um rally, levantando poeira da área de escape e escorregando como nunca. Chegou a mirar Sutil e Perez na briga por pelo menos um ponto, mas teve de se contentar com a décima primeira posição, à frente se Senna que era o melhor brasileiro na prova e marcava pontos até a duas voltas do final, quando teve de obedecer o regulamento e trocar os pneus.</p>
<div id="attachment_9367" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/alonsoconseguiu.jpg" alt="" title="alonsoconseguiu" width="550" height="373" class="size-full wp-image-9367" /><p class="wp-caption-text">Alonso conseguiu mais um pódium, que já é além do limite da Ferrari</p></div>
<p>Button chegou a fazer algumas voltas mais rápidas, só que Vettel respondia sempre, o que impossibilitou qualquer briga entre ambos. Alonso foi quem conseguiu superar Webber depois da segunda parada e teve direito a champanhe no final, deixando o australiano apenas em quarto, cada vez mais distante da luta pelo vice-campeonato. Schumacher superou Rosberg e conquistou um excelente quinto lugar. Hamilton foi sétimo, Alguerssuari o oitavo, Sutil conseguiu arrancar alguns aplausos com a nona posição para a Force India e Perez, nosso “Ligeirinho”, marcou mais um ponto em seu ano de estréia.</p>
<div id="attachment_9371" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/tambemnolimite.jpg" alt="" title="tambemnolimite" width="550" height="390" class="size-full wp-image-9371" /><p class="wp-caption-text">Também no limite da máquina, Schumacher conquistou excelente quinto lugar</p></div>
<p><strong>De quebra, mais um recorde quebrado</strong></p>
<p>Vettel continua aniquilando recordes e parte para o maior número de vitórias e poles em uma só temporada. Hoje, bateu o recorde de maior número de voltas na liderança em uma só temporada, com 711, quebrando o recorde de Nigel Mansell de 692 voltas na temporada de 1992. Na carreira, Vettel já é o 12º, com 1.357 voltas na liderança na carreira. Schumacher, o recordista, tem 5.111. Será que Vettel chega lá? Tem tudo para isso.</p>
<p>No campeonato, Button caminha para ser o vice-campeão e Alonso mostra que com todas as dificuldades da equipe, ainda consegue, no braço, fazer a diferença. Para o campeonato, o fato dos os três primeiros colocados do campeonato serem de equipes diferentes é sempre bom para a competição.</p>
<p>Eu não sei se o fato da corrida ter começado mais cedo aumentou um pouco o sono de quem assistiu. De concreto, a prova em si frustrou muito quem esperava uma verdadeira festa de ultrapassagens e disputas na veloz pista de Buddh. Talvez o clima de consternação do final de semana, que teve até um minuto de silêncio em homenagem aos pilotos Dan Wheldon e Marco Simoncelli, e que citamos no começo da coluna, não fosse o mais propício mesmo para festas, mas tenho certeza que a melhor homenagem à ambos seria uma corrida cheia de lances e disputas.</p>
<p>Não tem problema, fica para a próxima. Em solo indiano, fica para o ano que vem, até porque o circuito indiano parece ser um daqueles que vem para ficar.</p>
<p>A gente se vê no lusco-fusco de Abu Dabhi.</p>
<p>Um abraço.<br />
<img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/chamadagpindia2011.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Retrato de 2011</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 09:50:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia do Sul 2011]]></category>
		<category><![CDATA[GP Coreia do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[GP da Coreia do sul]]></category>
		<category><![CDATA[Red Bull campeã 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase a foto oficial, o GP da Coréia teve Vettel voltando a vencer, com Hamilton, Webber, Button e Alonso embolados logo atrás e Massa um pouco mais distante. Assim também tem sido o campeonato. O destaque ficou por conta de Hamilton, que ressurgiu. Hamilton quebra a hegemonia de poles da Red Bull Muito contestado nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase a foto oficial, o GP da Coréia teve Vettel voltando a vencer, com Hamilton, Webber, Button e Alonso embolados logo atrás e Massa um pouco mais distante. Assim também tem sido o campeonato. O destaque ficou por conta de Hamilton, que ressurgiu.<span id="more-9222"></span></p>
<p><strong>Hamilton quebra a hegemonia de poles da Red Bull</strong></p>
<p>Muito contestado nas últimas atuações. Esse era o Hamilton que chegou para o GP da Coréia do Sul, ameaçado de ser repreendido pela FIA, de correr sob vigilância, etc. Só que, debaixo daquele capacete amarelo, ainda tem muito talento, e isso ficou comprovado no final de semana, especialmente no treino de sábado. Os treinos anteriores tiveram chuva.</p>
<p>Hamilton se mostrou, pela primeira vez na temporada, que era candidato sério à pole position, só que a responsabilidade de quebrar a hegemonia da Red Bull era bem grande. O inglês, porém, não se intimidou. Aliás, Button e Hamilton mostravam que os carros da McLaren estava forte em Yeongam, e ambos fizeram os melhores tempos no Q2.  </p>
<p>Quem não conseguiu vaga no Q3 foi Schumacher, com um modesto 12º tempo, enquanto Rosberg conseguiu um bom sétimo posto. E os outros “coadjuvantes” do Q3 foram Petrov, que voltou a andar bem à frente de Senna, e os dois carros da Force India, com Paul di Resta na frente de Sutil. Detahe: Alguerssuari e Buemi, ambos da Toro Rosso, largaram à frente e atrás de Schumacher, respectivamente. Depois vamos falar mais da filial da Red Bull.</p>
<p>Voltando para o Q3, os protagonistas trataram de mostrar para que vieram. Massa, por exemplo, chegou falando grosso, admitindo a má fase na primeira metade da temporada, mas se dizendo confiante o suficiente para andar no mesmo ritmo ou até mesmo à frente de Alonso. E conseguiu, de novo. O espanhol foi apenas sexto, com o brasileiro em quinto.</p>
<p>Assim, sobraram os McLaren e os Red Bull para a disputa da pole. Webber, definitivamente, não consegue andar no ritmo de Vettel, e ainda teve que amargar os dois carros da McLaren à sua frente. Button não conseguiu nada melhor que o terceiro lugar, porque Hamilton tratou logo de fazer o melhor tempo no início do Q3. Vettel, em uma última tentativa, conseguiu pular à frente, mas Hamilton vinha esfacelando o tempo do alemão. E não deu outra. Por respeitáveis pouco mais de dois décimos de vantagem, Hamilton foi até agora o único piloto não rubro-taurino a marcar a pole position em 2011, e isso levou 16 etapas.</p>
<div id="attachment_9225" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/foto1coreia.jpg" alt="" title="foto1coreia" width="550" height="277" class="size-full wp-image-9225" /><p class="wp-caption-text">Largada com Hamilton e Vettel na frente</p></div>
<p>Diferentemente de Vettel, que comemora cada pole e cada vitória, Hamilton saiu do carro sem sequer sorrir, demonstrando uma frieza bem diferente daquela alegria de garoto que costumava demonstrar quando atingia um bom resultado. Talvez porque Hamilton soubesse que apenas a pole não era suficiente para alegrar seu final de semana. E não é que o inglês estava certo&#8230;</p>
<p><strong>Disputando centímetros</strong></p>
<p>Bastaram alguns metros após a largada para que o mais novo bicampeão mundial voltasse para seu lugar de costume, em uma manobra apertada, mas eficiente. Por falar em aperto, a briga entre o terceiro e sétimo lugares, com Button entre as Ferraris, Webber abrindo caminho sobre o inglês e Rosberg dando sufoco na turma da frente, já foi de arrepiar. Mas tinha mais.</p>
<div id="attachment_9227" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/foto2coreia.jpg" alt="" title="foto2coreia" width="550" height="331" class="size-full wp-image-9227" /><p class="wp-caption-text">Vettel tomou a ponta da prova no início e não largou mais. </p></div>
<p>Button, preso entre as Ferraris de Massa e Alonso, caiu para a sexta colocação, o que não era muito para o inglês acostumado com boas recuperações. Só que a pista da Coréia, além de estreita, tem uma sequência de curvas que dificulta a ultrapassagem, favorecendo a defesa da posição. Pra piorar, pingos de chuva na tela das câmeras mostravam que a corrida poderia ganhar ares de suspense.</p>
<p>Hamilton começava a descontar a diferença para Vettel, mas o alemão da Red Bull parecia ter reservas e não deixou com que a aproximação lhe fosse uma ameaça. O mesmo não dava pra dizer da briga entre os carros da Ferrari. Ambos, Massa e Alonso, pareciam tirar mais do que o carro permitia, e por várias vezes estiveram muito próximos. Como a briga não se definia, Button e Rosberg chegavam perigosamente. Alonso se segurava fritando os pneus.</p>
<p>Na primeira rodada de pit-stops, a Mercedes devolve Rosberg na frente de Button, quando ambos entraram juntos para o pit. Na frente é modo de dizer, porque ambos saíram lado a lado no pit Lane, mas Rosberg pulou à frente com uma “estilingada” logo após o trecho controlado. Empolgação demais, Rosberg deu uma pequena escapada e Button tomou-lhe a posição. Só que não acabou por aí. Rosberg ainda teve sangue frio para se recuperar sobre Button na longa reta oposta.</p>
<div id="attachment_9229" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/foto3coreia.jpg" alt="" title="foto3coreia" width="550" height="310" class="size-full wp-image-9229" /><p class="wp-caption-text">O carro de Schumacher, atingido pelo foguete russo.</p></div>
<p>A janela inicial de pit-stops não foi boa para os carros vermelhos de Massa e Alonso, que voltaram atrás de Button e Rosberg. Pode-se dizer que também não foi boa para Schumacher e Petrov. Quando ambos voltaram para a pista, Petrov errou a freada do final da reta oposta e acertou a roda traseira direita de Schumacher, tirando ambos da prova, e promovendo a entrada do safety-car. Aqui vale uma nota para a total falta de preparo dos fiscais sul-coreanos, que demoraram muito para retirar os destroços dos carros de Schumacher e Petrov. </p>
<p>Voltando para a prova, na re-largada, Button, que era quarto, forçou sobre Webber, mas sem sucesso. Rosberg, Massa, Alonso e Alguerssuari (olha a Toro Rosso aí) completavam os oito primeiros. E a corrida seguia sem mudanças até que Massa e Alonso ultrapassam Rosberg, que imediatamente decide ir para os boxes com os pneus bem desgastados. Lá na frente, os três primeiros andavam próximos, com Hamilton mais atacado por Webber do que atacando Vettel.</p>
<div id="attachment_9231" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/foto4coreia.jpg" alt="" title="foto4coreia" width="550" height="310" class="size-full wp-image-9231" /><p class="wp-caption-text">Massa ficou boa parte da prova na frente de Alonso, mas o espanhol terminou na frente do brasileiro</p></div>
<p>E depois da segunda parada, com pouco mais da metade da prova, um dos duelos mais bonitos e duradouros dos últimos tempos. Hamilton foi duramente atacado por Webber, que por várias vezes esteve lado a lado com o inglês. Só que Hamilton, desta vez, deu uma aula de defesa e segurou o australiano até o final da prova. Com isso, Button se aproximava. Alonso havia ganhado a quinta posição de Massa nos boxes, e não largou mais. Inclusive, com pista livre, Alonso fez seguidamente as voltas mais rápidas da prova e conseguiu chegar em Hamilton, Webber e Button, mas faltando algumas voltas, pelo rádio, admitiu que não tinha como alcançar posição melhor. Os quatro chegaram a estar separados por pouco mais de dois segundos. Webber até chegou a ganhar a posição de Hamilton, mas o inglês retomou a posição na freada seguinte, depois da reta oposta.</p>
<p><strong>Red Bull é campeã</strong></p>
<p>No final das contas, não houve precipitações atmosféricas suficientes capazes de trazer alguma nova perspectiva para a corrida. E, enquanto todos aguardavam o que iria sair da briga pela segunda posição, Vettel cruzou a linha de chegada com certa folga, nesta que foi sua primeira vitória depois da consagração do bicampeonato. Hamilton foi o segundo colocado, andando bem e se defendendo como nunca de Webber. Fez uma ótima corrida e tinha a melhor volta da prova até a última passagem, quando Vettel resolveu tirar-lhe o doce.</p>
<div id="attachment_9233" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/foto6coreia.jpg" alt="" title="foto6coreia" width="550" height="312" class="size-full wp-image-9233" /><p class="wp-caption-text">Webber tentou a dobradinha, mas Hamilton não deixou.</p></div>
<p>Lembram que eu falei da dupla da Toro Rosso? Pois é. Alguerssuari chegou a andar em terceiro, com um pit-stop a menos, mas no final ultrapassou Rosberg e conseguiu um ótimo sétimo lugar, atrás apenas das três grandes. E Buemi foi nono, logo atrás de Rosberg. Paul di Resta também fez boa prova e terminou na décima posição.</p>
<p>Com o resultado, a Red Bull vence o campeonato de construtores, como esperado, enquanto que a McLaren e a Ferrari devem confirmar a segunda e terceira posições na classificação final. Já na briga pelo vice-campeonato de pilotos, Button tem 222 pontos, Webber 212, Alonso 209 e Hamilton 196, ou seja, 26 pontos separam o segundo e o quinto colocado faltando 75 pontos em disputa. É capaz de Hamilton “atrapalhar” o vice-campeonato de Button, e o título acabar nas mãos de Webber. Alonso depende muito do carro, e não parece disposto o suficiente para compensar as limitações da Ferrari no braço, como se diz.</p>
<p><div id="attachment_9232" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/foto5coreia.jpg" alt="" title="foto5coreia" width="550" height="400" class="size-full wp-image-9232" /><p class="wp-caption-text">A dupla Vettel e Webber garante o título para a Red Bull</p></div><br />
Está chegando o GP do Brasil, mas antes tem a estréia do GP da India e o lusco-fusco do GP de Abu Dhabi.<br />
Estaremos lá!</p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/chamadagpcoreia.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Somos tão jovens</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 13:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Autódromo de Suzuka]]></category>
		<category><![CDATA[GP do Japão 2011]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
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		<category><![CDATA[Vettel bi-campeão]]></category>
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		<description><![CDATA[Vettel se sagra bicampeão da categoria no palco de Suzuka, onde vários títulos históricos foram decididos. Bastou um terceiro lugar, mesmo com a vitória de Button, para o precoce alemão fazer história, de novo. Button não queria deixar Jenson Button dominou os três treinos livres no Japão e mostrava que faria a sua parte para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vettel se sagra bicampeão da categoria no palco de Suzuka, onde vários títulos históricos foram decididos. Bastou um terceiro lugar, mesmo com a vitória de Button, para o precoce alemão fazer história, de novo.<span id="more-9179"></span></p>
<p><strong>Button não queria deixar</strong></p>
<p>Jenson Button dominou os três treinos livres no Japão e mostrava que faria a sua parte para tentar o improvável adiamento da decisão do título. Mas não é que na hora do treino oficial, para alegria dos espectadores presentes em Suzuka, o Q1 foi liderado por&#8230; Kamui Kobayashi! Mesmo sabendo que aquilo era ilusório, Kobayashi escolheu pneus macios e teve sua pequena fama, em casa. Em segundo, ficou Adrian Sutil, da Force India, também tirando proveito do momento. Quem conseguiu um feito também foi Rosberg, que com problemas hidráulicos no Mercedes, ficou apenas com o 23º lugar no grid.</p>
<p>Quem passou sufoco foi Bruno Senna. Depois de uma batida no treino livre da manhã de sábado, Senna não sabia se teria o carro em condições para o treino, mas conseguiu chegar ao Q3. Aliás, Kobayashi, Schumacher, Senna e Petrov, que chegaram ao Q3, abriram mão de suas voltas rápidas e largaram respectivamente entre o sétimo e décimo lugares.</p>
<p>Lá na frente, as grandes Red Bull, Ferrari e McLaren mostravam suas forças. Webber, foi apenas o sexto colocado. Massa conseguiu superar Alonso e ficou com a quarta posição. Com o cronômetro quase zerado, Hamilton assumiu a ponta e mostrava que a McLaren realmente estava forte. Mas Vettel é inexplicável. O atual campeão conseguiu superar o britânico em 0.151 segundos e aguardou alguns outros segundos para poder saber se seria pole, porque Button vinha fechando a sua e o tempo do inglês era tão bom quanto o de Vettel. Tão bom, mas não o suficiente para fechar a frente do alemão. Para Button, faltou ser um centésimo mais rápido. Vettel foi então para seu lugar habitual, fazendo até o momento 12 das quinze poles da temporada e mantendo a hegemonia da Red Bull.</p>
<p>O que me chamou atenção ao final do treino foram as reações antagônicas de Hamilton e Button ao lado de Vettel. Button cumprimentou e brincou com Vettel, sorriu, estava absolutamente conformado com o resultado. Tranqüilo e esportivamente maduro, como um grande campeão. Hamilton, por sua vez, era a imagem do desconforto e até de certa arrogância. Hamilton sabia que poderia ter conquistado a pole mas admitiu um pequeno erro na volta rápida, o suficiente para lhe tirar o humor e deixá-lo “avulso” na tradicional foto dos três mais rápidos do treino.</p>
<p><strong>Com cabeça e com talento</strong></p>
<p>Eu preciso confessar que, depois de muitos anos, tantos que nem lembro quantos exatamente, não tive como assistir o GP do Japão por motivos totalmente alheios à minha vontade e, por isso, peço desculpas por não conseguir trazer para vocês o que sempre procuro escrever, o resumo da corrida e o meu ponto de vista. Assim, depois de apenas ler o que aconteceu e de quase perder até o resumo da emissora principal, vou vender o peixe que comprei.</p>
<div id="attachment_9182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/gpjapao1.jpg" alt="" title="gpjapao1" width="550" height="412" class="size-full wp-image-9182" /><p class="wp-caption-text">Button força na largada, mas Vettel não deu moleza</p></div>
<p>Na largada, Button obrigou Vettel a fechar-lhe a porta, o que acabou deixando Hamilton em uma posição mais confortável para deixar o companheiro para trás. Mas, não muitas voltas depois, Button recuperou a posição sobre Hamilton assim como Alonso também superou Massa. Por falar em ultrapassagem, Kobayashi fez uma daquelas dignas de valer o ingresso sobre Alguerssuari, da Toro Rosso, mas foi apenas este seu grande momento na prova, não conseguindo corresponder à expectativa do sétimo lugar no grid e terminando apenas na décima terceira posição, exatamente uma à frente do próprio Alguerssuari. Seus companheiros de equipe também foram protagonistas do GP. Sergio “cada vez mais Ligeirinho” Pérez conseguiu um brilhante oitavo lugar, depois de ter largado em décimo sétimo. Já Buemi, parceiro de Alguerssuari, vinha bem na nona posição, mas, ao que parece, os mecânicos da Toro Rosso esqueceram de apertar a roda dianteira direita do carro do suíço logo depois da primeira parada de pit-stop. Sem uma das rodas, Buemi abandonou.</p>
<div id="attachment_9185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/gpjapao3.jpg" alt="" title="gpjapao3" width="550" height="417" class="size-full wp-image-9185" /><p class="wp-caption-text">Hamilton e Massa se encostaram de novo. A rivalidade só faz aumentar</p></div>
<p>Em mais um capítulo da rivalidade Massa x Hamilton, ambos voltaram a se tocar, só que desta vez Massa perdeu um pequeno pedaço da asa dianteira. Este pedaço da asa ficou caprichosamente no meio da pista, provocando a entrada do safety-car e juntando todo o grid de novo. Vettel continuava na ponta, com Button em segundo e Alonso em terceiro. Enquanto isso, Rosberg fazia boa corrida de recuperação e conseguiu chegar em décimo, apenas dezesseis segundos atrás de Schumacher, que foi o sétimo, e cinco segundos atrás de Pérez, o oitavo. Em nono chegou Petrov.</p>
<div id="attachment_9184" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/gpjapao2.jpg" alt="" title="gpjapao2" width="550" height="412" class="size-full wp-image-9184" /><p class="wp-caption-text">Alonso foi discreto, mas chegou perto do vencedor Button</p></div>
<p>Button fazia por merecer um resultado melhor e, quando Vettel foi para o último pit-stop (o terceiro), o inglês aproveitou para fazer voltas rápidas e conseguiu voltar à frente de Vettel quando este fez sua parada. Alonso também se aproveitou do momento e ganhou a posição de Vettel, que caiu para terceiro, mas a posição era mais que suficiente para garantir o bicampeonato. Webber, Hamilton e Massa completaram os seis primeiros.</p>
<p><strong>A segunda é sempre melhor</strong></p>
<p>Eu costumo dizer que ser bicampeão é mais importante do que ser campeão. Um campeonato pode vir num lance de sorte, num ano atípico, em uma condição especial. Ainda que de grande importância, o título único é degrau, enquanto o bicampeonato já pode ser considerado escada. É a confirmação de que o talento, a técnica, a coragem e a competência daquele piloto não são apenas passageiras.</p>
<div id="attachment_9187" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/gpjapao4.jpg" alt="" title="gpjapao4" width="550" height="412" class="size-full wp-image-9187" /><p class="wp-caption-text">Doze títulos mundiais nesta foto, que se tornariam treze ao final da prova</p></div>
<p>Vettel é um fenômeno, um “monstro” como eu escrevi há algumas colunas atrás. Aos 24 anos de idade, se tornou o mais jovem bicampeão mundial da categoria. Superou Alonso, que por sua vez havia superado Schumacher, sendo os três mais jovens bicampeões da categoria. Já coleciona inúmeras poles, uma quantidade enorme de pódiuns, outra tanta de vitórias. </p>
<p>Ao contrário do ano passado, quando errou muito, mostrou-se às vezes um pouco afobado, imaturo, o título de 2011 vem com sobras de supremacia. Não há dúvidas que o título do ano passado fez muito bem ao jovem alemão. Mas é inegável que a temporada de domínio deste ano deixou todos resignados perante o talento do alemãzinho. A começar pelo seu companheiro Webber, que muitos torceram ano passado, chegou a admitir que sua chance de ser campeão mundial já passou. Button, para mim o melhor “do resto”, está guiando como nunca, melhor até que quando foi campeão, tem um excelente carro, mas sabe de suas limitações. Alonso, ao contrário da atitude do ano passado, foi cumprimentar Vettel antes mesmo deste sair do cockpit da Red Bull depois da prova. Apenas Hamilton está destoando um pouco deste grupo, mas são estes que vão disputar o vice-campeonato de 2011.</p>
<div id="attachment_9188" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/gpjapao5.jpg" alt="" title="gpjapao5" width="550" height="310" class="size-full wp-image-9188" /><p class="wp-caption-text">Button venceu a terceira do ano e segue rumo ao vice campeonato</p></div>
<p>Até onde Vettel vai chegar? Não sei. Certo mesmo é que será longe. Para nós, resta ter a certeza de sermos privilegiados de poder acompanhar o nascimento e ascensão de um garoto simpático, irreverente, que dá nomes de mulheres aos seus carros, e que tem nos gestos de comemoração de suas conquistas a imponência de exibir o número 1 na mão direita. Viva Vettel, legítimo campeão mundial de 2011.</p>
<p>Hei, mas ainda não acabou a temporada, certo?! Na Coréia tem mais.<br />
Um abraço e até lá. </p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/10/gpjapao2011.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>O jovem de milhões de watts</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 10:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Cingapura 2011]]></category>
		<category><![CDATA[F1]]></category>
		<category><![CDATA[GP de Cingapura 2011]]></category>
		<category><![CDATA[Vettel 1 ponto]]></category>
		<category><![CDATA[Vettel um ponto]]></category>

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		<description><![CDATA[Vettel só não saiu de Cingapura com o título matematicamente decidido por falta de um ponto apenas. Na pista, ele passeou, Button foi ótimo, Hamilton voltou a ser Hamilton e até Schumacher voou, literalmente. Confira. Ataque em pares Sebastian Vettel pisou na pista de Cingapura tentando evitar o favoritismo, mas não conseguiu. Enquanto os jornalistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vettel só não saiu de Cingapura com o título matematicamente decidido por falta de um ponto apenas. Na pista, ele passeou, Button foi ótimo, Hamilton voltou a ser Hamilton e até Schumacher voou, literalmente. Confira.<span id="more-9083"></span></p>
<p><strong>Ataque em pares</strong></p>
<p>Sebastian Vettel pisou na pista de Cingapura tentando evitar o favoritismo, mas não conseguiu. Enquanto os jornalistas alardeavam a festa programada pela Red Bull, tiravam seu companheiro Mark Webber do sério com perguntas desnecessárias, e ainda insistiam em dizer que Ferrari e McLaren já tinham jogado a toalha, Vettel foi para a pista iluminada fazer o que mais sabe, que é acelerar.</p>
<p>O alemão não teve o mínimo trabalho para conquistar mais uma pole na temporada. Nem deve ter prestado atenção nas zebras que se soltavam pela pista, com a sujeira ou com os muros que a cada volta tinham mais intimidade com os compostos Pirelli. Foi simplesmente arrasador e colocou diferença confortável sobre Webber. O australiano conseguiu, ao menos no treino oficial, mostrar que quer brigar pelo vice-campeonato, esperando uma certa ajudinha da equipe (leia-se Vettel).</p>
<p>McLarens em terceiro e quarto lugares, desta vez com Button sendo mais eficiente que Hamilton e abrindo a segunda fila. O emparelhamento das equipes seguiu com Alonso e Massa na terceira fila, com o asturiano superando o brasileiro em quase um segundo. Os dois Mercedes logo atrás, sempre com Rosberg na frente de Schumacher. E para fechar os dez primeiros, os dois carros da Force India, com Sutil e Di Resta prometendo marcar pontos.</p>
<p>As cinco primeiras filas com suas duplas de pilotos lado a lado, evidenciando o fator equipamento na ordem das equipes e o fator talento na ordem de cada uma, com seus pilotos em melhor fase superando seus companheiros de equipe. De destaque mesmo, apenas o vôo de Kamui Kobayashi sobre a zebra tirando quase todas as rodas do chão e batendo na proteção na sequência, ficando com uma modesta 17ª posição no grid. Seu companheiro Sergio “Ligeirinho” Peréz, só como comparação, conseguiu um ótimo 11º lugar, a frente de Rubens Barrichello da Williams. </p>
<p>Desta vez, promessa de temporal no domingo na hora da largada, e isso mudaria tudo. Havia até uma possibilidade de suspender a corrida em caso de chuva forte, pois a visibilidade seria muito pequena com o brilho dos holofotes. </p>
<p><strong>Apenas uma ronda noturna</strong></p>
<p>Apesar da elevadíssima umidade e do calor, não avisaram São Pedro em tempo e as torneiras celestes não foram abertas no domingo. Resultado: Vettel só precisou se preocupar em contornar a primeira curva na frente para deixar a briga entre os demais. E foi o que ele fez. </p>
<div id="attachment_9086" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/cingapura01.jpg" alt="" title="cingapura01" width="550" height="310" class="size-full wp-image-9086" /><p class="wp-caption-text">Vettel vai embora na largada </p></div>
<p>Na estreita pista cingapuriana, passar ileso na chicane ao final da reta dos boxes é quase impossível. Rosberg, por exemplo, foi lá fora e voltou na frente de Massa, mas a direção de prova entendeu como manobra limpa do alemão mais novo da Mercedes, que não precisou devolver a posição. Webber e Hamilton largaram muito mal. Webber, na verdade, ficou para trás em relação a Button e segurou Hamilton que vinha logo atrás, fazendo o inglês cair para a oitava posição. Por falar em Hamilton, o inglês foi um dos protagonistas da prova, e não por suas ultrapassagens apenas. Hamilton tinha melhorado o comportamento do início da temporada, mas na Bélgica já tinha se precipitado com Maldonado nos treinos e com Kobayashi na corrida. Na Itália, foi aquela disputa acirrada com Schumacher. Mas Hamilton teve nova recaída. Nos treinos já havia demonstrado impaciência com Massa e ultrapassou o brasileiro na volta lenta, sem muita justificativa. Bradou aos quatro cantos que não estava na Fórmula 1 para fazer número, e sim para vencer apenas, citando inclusive que não queria ficar como Barrichello, por exemplo.</p>
<p>Caindo para oitavo, justamente atrás de Schumacher (de novo), Hamilton desta vez não precisou de muito esforço para ultrapassar o alemão, se valendo da abertura da asa traseira. Em seguida, foi a vez de Hamilton ultrapassar Rosberg, já assumindo assim a 6ª posição. Pouco mais à frente, Button, Alonso, Webber e Massa começavam a se embolar na pista, mas era Hamilton que vinha atrás de pelotão e parecia naqueles seus dias de showman. Na verdade, quase isso.</p>
<div id="attachment_9088" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/cingapura02.jpg" alt="" title="cingapura02" width="550" height="344" class="size-full wp-image-9088" /><p class="wp-caption-text">Massa e Hamilton esquentaram ainda mais o clima de Cingapura</p></div>
<p>Logo após a ultrapassagem de Webber sobre Alonso, o espanhol foi para os boxes e logo atrás vieram Massa e Hamilton juntos. Na volta para a pista, porém, Hamilton tentou onde não dava e acabou tocando o lado esquerdo do bico do McLaren no pneu traseiro direito de Massa. Bico quebrado pra um, pneu furado para outro. Comprometimento certo para a prova de ambos. Com uma volta de pneu furado com sua Ferrari, Massa perdeu muito. Hamilton teve que trocar o bico e foi penalizado com um drive-thru. Ao final da prova&#8230; Bem, ao final da prova eu conto o que aconteceu.</p>
<p>Uma briga aqui, outra ali, e a classificação da prova mostrava Paul Di Resta com a sua Force India na terceira posição. Ainda que sem fazer nenhum pit-stop até aquele momento, Di Resta mostrava que a Force India vem se desenvolvendo bem, no entanto, sem milagres. Tanto que Alonso, após seu pit-stop, chegou e passou por Di Resta sem nenhuma dificuldade, até porque o escocês foi o único entre os dez primeiros do grid a largar com pneus macios, e não os super macios como os demais top ten. Mark Webber tomou o terceiro lugar de Fernando Alonso, pois os carros vermelhos estavam sentindo muito o desgaste de pneus. E Schumacher vinha em boa corrida, de novo. Andou em quinto, chegou a fazer até a melhor volta em determinado momento, estava voando, e voou, literalmente. Tudo porque Rosberg, que atacava Sutil, foi na sujeira e acabou tomando uma ultrapassagem de Pérez, só que Rosberg não se deu por vencido e jogou duro para retomar a posição, chegando a tocar roda com o mexicano que teve que sair da pista. Ao retornar, Pérez virou presa fácil para o velho Schumacher, só que o alemão errou na aproximação ao carro da Sauber e o toque roda com roda fez com que Schumacher decolasse e acabasse no muro, provocando a entrada do safety-car.</p>
<div id="attachment_9091" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/cingapura03.jpg" alt="" title="cingapura03" width="550" height="288" class="size-full wp-image-9091" /><p class="wp-caption-text">Schumacher aterrisou com segurança após voar quando tentava ultrapassar Pérez</p></div>
<p>Era metade da corrida e mais da metade do grid já tinha tomado uma volta de Vettel. </p>
<p>A entrada do safety-car provocou várias idas aos boxes. Webber, por exemplo, havia perdido a posição para Alonso, mas conseguiu retomar seu lugar no pódium sem muita dificuldade. E uma briga interessante, entre Di Resta, Rosberg, Sutil, Hamilton e Pérez. Hamilton estava agora pilotando como gente grande, tentando se redimir da besteira do começo, e foi passando um por um até assumir a quinta posição. </p>
<p>Entre uma briga e outra, Kobayashi também tomou um drive-thru, sem afetar em nada a cotação do dólar. Assim, nada poderia tirar a vitória de Vettel, mas sempre tem um homem do pirulito no meio do caminho para trazer emoção para a prova. </p>
<p>Com Button, Webber, Alonso e Hamilton fazendo mais uma parada para troca de pneus, Vettel fez o mesmo para evitar surpresas, só que teve uma. Lá na saída dos boxes, onde ficam as equipes pequenas, estava Jarno Trulli e sua Lotus sendo liberados para voltar à pista e, por pouco, Trulli não acerta o carro de Vettel. Sem culpa para o italiano, mas o responsável pelo pirulito quase se torna peça chave na decisão do título deste ano.</p>
<div id="attachment_9093" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/cingapura04.jpg" alt="" title="cingapura04" width="550" height="383" class="size-full wp-image-9093" /><p class="wp-caption-text">Button fez outra excelente prova e agora é o vice líder do mundial</p></div>
<p>A vantagem de Vettel era suficiente para que o alemão ligasse o ar condicionado do seu Red Bull para enfrentar o calor de Cingapura. Talvez por isso Button começou a tirar a diferença nas últimas sete voltas. A tensão aumenta quando Vettel chega em três retardatários, e ainda teve Alguerssuari no muro nas últimas voltas, mas a noite era tranqüila para o (quase) bicampeão do mundo. Porém, vale destacar a excelente prova de Button e seu segundo lugar. O inglês está sendo constante e rápido o suficiente para se manter na vice-liderança da competição e hoje foi o responsável por estragar a festa completa de Vettel. Webber completou o pódium. Alonso chegou em quarto muito atrás, quase um minuto depois de Vettel. Destaque para os carros da Force India, com o sexto lugar de Di Resta e o oitavo lugar de Sutil. Rosberg foi sétimo, Massa ficou em nono e Pérez completou em décimo.</p>
<div id="attachment_9094" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/cingapura05.jpg" alt="" title="cingapura05" width="550" height="366" class="size-full wp-image-9094" /><p class="wp-caption-text">Ótima corrida da Force India, com Di Resta (foto) em sexto e Sutil em oitavo</p></div>
<p><strong>Resta um</strong></p>
<p>Os dois assuntos ao final da corrida: a briga pelo vice-campeonato e a briga entre Hamilton e Massa. Briga porque Massa estava furioso e foi tirar satisfações com Hamilton enquanto o inglês dava entrevistas. Os tapinhas (fortes) no braço do inglês e o sinal de positivo com a frase “good job” foram ríspidas, o que mostra que o brasileiro não engoliu o toque do inglês na briga do início da prova. Aliás, a briga começou no sábado, como dissemos. Mas não dá pra tirar o mérito do inglês no restante da prova. Hamilton teve uma parada para trocar o bico e um drive thru contra si. Massa teve que se arrastar com o pneu furado até os boxes. Quando ambos estavam com suas devidas mecânicas e funilarias em dia, Massa estava duas posições à frente de Hamilton, que era apenas o décimo nono. Ao final, Massa foi nono, Hamilton quinto. Deixo as conclusões para vocês.</p>
<div id="attachment_9095" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/cingapura06.jpg" alt="" title="cingapura06" width="550" height="365" class="size-full wp-image-9095" /><p class="wp-caption-text">Festa do pódium, com show pirotécnico</p></div>
<p>Na briga pelo vice-campeonato, Button, Alonso e Webber com respectivos 185, 184 e 182 pontos, ainda vão longe nesta disputa. Hamilton está com 168 pontos e pode almejar posição melhor que o quinto lugar no campeonato. Méritos, todos aqui tem. Button por mostrar que mesmo com um carro inferior aos da Red Bull, não vê em Mark Webber um problema. Alonso por tirar mais que a Ferrari pode lhe dar. Webber, que precisa melhorar as largadas, por ser o único a bater em três oportunidades este ano. </p>
<div id="attachment_9096" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/cingapura07.jpg" alt="" title="cingapura07" width="550" height="362" class="size-full wp-image-9096" /><p class="wp-caption-text">Agora só falta um ponto para o bi de Vettel</p></div>
<p>Para Vettel ser o mais jovem bi-campeão da história da Fórmula 1, resta apenas um ponto. Isto significa que Button tem que vencer todas as próximas cinco etapas do mundial e Vettel não pode marcar mais nenhum ponto, que na prática quer dizer não chegar entre os dez primeiros nas mesmas cinco etapas restantes. O Japão, portanto, deverá ser palco da consagração do jovem monstro do automobilismo mundial, que o destino achou por bem adiar em duas semanas, só pra não ser ainda mais precoce. </p>
<p>Nós estaremos atentos, madrugada à dentro, para testemunhar tudo, mesmo que à distância.<br />
Até lá!<br />
<img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/gpcingapura2011.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Spettacolo</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 02:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Arrojo, técnica, respiração presa por alguns momentos. Uma corrida de gente grande, vencida pelo monstro que a Fórmula 1 criou em tão pouco tempo. Vettel é 10 Calor em Monza e todo mundo de olho nos potentes motores Mercedes, que podiam jogar os carros da McLaren e da própria Mercedes lá na frente. E na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arrojo, técnica, respiração presa por alguns momentos. Uma corrida de gente grande, vencida pelo monstro que a Fórmula 1 criou em tão pouco tempo.<span id="more-8961"></span></p>
<p><strong>Vettel é 10</strong></p>
<p>Calor em Monza e todo mundo de olho nos potentes motores Mercedes, que podiam jogar os carros da McLaren e da própria Mercedes lá na frente. E na sexta-feira deu pinta de McLaren, com Hamilton fazendo o melhor tempo do dia. Só que ninguém combina com Vettel&#8230;</p>
<p>Depois de um Q1 e Q2 sem muitas surpresas, sobraram os carros da Red Bull, da Ferrari, da McLaren, da Mercedes e da Lotus Renault para o Q3, ou seja, a lógica. Bruno Senna fez um Q2 bastante competente, conseguiu a vaga entre os dez primeiros por míseros seis milésimos e resolveu não abrir volta para poupar pneus para a corrida. Desta vez não superou seu companheiro Vitaly Petrov, que assim como Senna fez na Bélgica, conseguiu o sétimo posto no grid. Os dois Mercedes deixaram um pouco a desejar, com Schumacher colocando sete décimos sobre Rosberg, mas isso talvez tenha sido resultado da escolha do próprio Rosberg pelos pneus médios, o único com este “calçado” no Q3 além de Senna. Oitavo e nono lugares para os prateados.</p>
<p>Massa disse que errou na última tentativa, o que poderia ter lhe dado não mais que o quarto lugar no grid, mas teve mesmo que se contentar com a sexta posição, logo atrás de Webber, que disse que também não fez a volta como gostaria. Parece não ser possível mesmo Webber e Massa andarem no mesmo ritmo de Alonso e Vettel. E faz tempo&#8230; </p>
<p>Por falar em Alonso, tirando leite de pedra, o asturiano conseguiu um quarto lugar. Com doze centésimos a menos poderia ter chegado ao segundo posto, só que como falamos no início, os carros McLaren se dão muito bem na pista de Monza, e na disputa interna, desta vez o melhor foi Hamilton, já que Button, como se sabe, pode largar lá atrás que nem se importa muito. Vettel?&#8230;</p>
<p>Bom, Vettel estava com a pole garantida, já que todos tinham fechado suas voltas, mas, ao que parece, Vettel enfim achou alguém que pode superá-lo: ele mesmo!</p>
<p>Nada menos que a décima pole do ano, quase meio segundo sobre Hamilton, Com 1’22’’275, a média de Vettel foi de 253,47 km/h para percorrer os 5793m. Brincando um pouco de física, Vettel fechou a volta 31,7m antes de Hamilton. Só para se ter uma idéia, se esta média fosse mantida na corrida, Vettel cruzaria a linha de chegada mais de 1600 m à frente do segundo colocado. E quem queria ser o segundo colocado?</p>
<p><strong>No limite extremo da velocidade</strong></p>
<div id="attachment_8963" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/gpitalia201101.jpg" alt="" title="gpitalia201101" width="550" height="242" class="size-full wp-image-8963" /><p class="wp-caption-text">Largada de gente grande, todo mundo lado a lado.</p></div>
<p>Monza proporciona algo especial para a Fórmula 1, que é a longa reta e a freada da primeira chicane onde os pilotos chegam prá lá dos 300km/h. Mas a emoção mesmo começou já no apagar das luzes vermelhas. Hamilton foi pra cima de Vettel e ambos rasgaram a reta praticamente tocando rodas, enquanto Alonso mostrava toda sua vontade e engoliu os dois carros, mais Button, contornando a chicane na frente. A torcida foi à loucura, mas antes que se pudesse comemorar algo, um de seus conterrâneos tratou de esparramar o espaguete logo de cara. Vitantonio Liuzzi veio lá do fundo do grid se esbarrando no pelotão até perder totalmente o controle do carro e vir pela grama deslizando até acertar em cheio o carro de Petrov. Rosberg também ficou na batida e, por fecharem a pista, safety-car já na primeira volta.</p>
<div id="attachment_8965" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/gpitalia201102.jpg" alt="" title="gpitalia201102" width="550" height="291" class="size-full wp-image-8965" /><p class="wp-caption-text">O estrago logo na largada que provocou a entrada do safety-car.</p></div>
<p>Barrichello e Kobayashi também foram afetados no acidente, mas conseguiram retornar à prova. Na última fila, D’Ambrósio nem largou, e como ninguém percebeu, ele já se encaminhou para a cantina mais próxima, saindo à francesa. Lá na frente, Alonso, Vettel, Hamilton e&#8230; Schumacher! O alemão veio do oitavo lugar no grid para o quarto, e ao que parecia, hoje era seu dia de tomar champanhe.  </p>
<p>Com a saída do safety-car, Vettel vai para cima de Alonso e, com duas rodas na grama, faz uma ultrapassagem de tirar o fôlego dos presentes e a paciência dos tifosi ao redor do mundo. Ultrapassagem tecnicamente perfeita e corajosa do piloto da Red Bull. Também inspirado, Schumacher passa por Hamilton e nesta altura era o carro melhor colocado entre os que usam motor Mercedes atualmente. </p>
<div id="attachment_8967" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/gpitalia201103.jpg" alt="" title="gpitalia201103" width="550" height="228" class="size-full wp-image-8967" /><p class="wp-caption-text">Massa e Webber se estranham, e o australiano levou a pior</p></div>
<p>Como falei no bloco anterior, sobre o treino, Webber e Massa não conseguem andar no ritmo de seus companheiros de equipe. Pior ainda é os dois acabarem se estranhando, como aconteceu na tentativa de Webber ultrapassar o brasileiro. O australiano perdeu o bico do carro e Massa parou virado ao contrário na chicane, porém ambos seguiram. Ou melhor, Webber, seguiu até encontrar o muro na curva parabólica, traído pela asa dianteira que ficou presa embaixo das rodas na freada anterior. Massa teve que repensar a tática.</p>
<div id="attachment_8970" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/gpitalia201104.jpg" alt="" title="gpitalia201104" width="550" height="350" class="size-full wp-image-8970" /><p class="wp-caption-text">Sem a asa dianteira, Webber achou a barreira de proteção da curva Parabólica.</p></div>
<p>E tudo isso já tinha acontecido ainda sem a liberação do uso da asa móvel!  Depois da permissão do uso, Hamilton começa a atacar Schumacher, e ambos proporcionaram uma verdadeira guerra de gerações. Como ambos possuem o mesmo motor em seus carros, embora Hamilton chegava melhor nas curvas, Schumacher dava uma verdadeira aula de defesa e não deixava o inglês assumir o terceiro lugar. Depois de várias voltas, Hamilton consegue a ultrapassagem na marra, mas não demorou nem uma volta para que Schumacher se recuperasse e devolvesse Hamilton para o quarto lugar. Como em algumas vezes, rodas muito próximas, e Schumacher espreme Hamilton além da pista, o que fez com que o inglês colocasse duas rodas na grama. Hora então do bote de Button, que acompanhava a briga de perto e ganhou a posição do companheiro de equipe com facilidade. Será que seria assim também com Schumacher? </p>
<p>A fase de Button é realmente especial, e o inglês pareceu nem se esforçar demais para conseguir ultrapassar Schumacher de maneira sempre elegante e por fora, o que parece estar virando marca registrada deste rapaz. Eu fico imaginando o que não deve ter passado na cabeça de Hamilton ao ver Button chegar e passar Schumacher sem muitos problemas, enquanto ele ficou preso por voltas atrás do alemão. Para os torcedores, a imagem que vai ficar é dos três carros descendo a reta dos boxes, por mais de uma vez, como se fossem um só. De arrepiar!</p>
<p>Seguiram então as primeiras paradas para troca de pneus e só assim para a transmissão mostrar Vettel, que já abria muito para o segundo colocado Alonso. Schumacher havia parado primeiro, logo depois de ser ultrapassado por Button, e quando foi a vez de Hamilton parar, o carro número 3 da McLaren voltou para a pista novamente atrás de Schumacher. Desta vez, a briga não durou muito e Hamilton, finalmente, conseguiu deixar Schumacher para trás. Só que Button já pressionava Alonso na briga pelo segundo lugar. Ninguém podia tirar os olhos da pista!</p>
<p>Quem fazia boa corrida era o mexicano Sergio Pérez, mas o Sauber o deixou na mão faltando dez voltas para o final, quando ele ocupava a sétima posição. Também com destaque, Alguerssuari e Di Resta, que vinham logo atrás de Pérez e herdaram o sétimo e oitavo lugares respectivamente. Enquanto o mexicano encostava o carro, Barrichello e Button quase se tocam na entrada dos boxes. Isso porque Barrichello abriu para Button passar, mas como o inglês diminuiu para entrar para a segunda troca de pneus, Barrichello iria fazer o mesmo e teve que jogar o carro para a entrada dos boxes para não passar direto. Por sorte e experiência de ambos, os ex-companheiros de Brawn não tiveram nenhum problema.</p>
<p>Depois de Button, foi a vez de Alonso, Hamilton e Vettel fazerem suas segundas paradas. Button então encontrou Alonso pelo caminho, mas nem o espanhol e os milhares de torcedores da Ferrari conseguiram parar o inglês, que assumiu a segunda posição. Na verdade, a segunda posição na pista era de Schumacher, mas faltava para ele mais uma troca de pneus. Depois de fazê-la, Schumacher voltou colado em Hamilton, mas sem a mesma ação do começo da corrida. Tanto que foi Hamilton que começou a tirar diferença para Alonso, e ambos cruzaram com menos de meio segundo de diferença.</p>
<div id="attachment_8971" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/gpitalia201105.jpg" alt="" title="gpitalia201105" width="550" height="357" class="size-full wp-image-8971" /><p class="wp-caption-text">Primeiros pontos de Bruno Senna na Fórmula 1. O brasileiro terminou em nono.</p></div>
<p>Schumacher acabou em quinto, em uma corrida em que ele diz ter se divertido muito. Massa, apesar dos problemas com Webber, foi sexto. Pela primeira vez na carreira, Bruno Senna marcou pontos, terminando em uma boa nona posição, com direito a bela ultrapassagem sobre Buemi, usando o vácuo, a asa, o KERS, e toda parafernalha que teve de se habituar em pouco tempo.</p>
<p><strong>Monstro</strong></p>
<p>Agora a verdade é que Vettel pode ser bi-campeão já na próxima etapa, nas ruas de Cingapura, dependendo de uma combinação de resultados. Com oito vitórias em treze etapas, só falta definir matematicamente, porque são 112 pontos de vantagem para Alonso, o segundo, com apenas 150 pontos em jogo. Pelo vice-campeonato, aí sim a briga é boa, com Alonso, Button, Webber e Hamilton separados por míseros 14 pontos.<br />
E saber que cinco anos atrás, em Monza&#8230;</p>
<div id="attachment_8972" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/gpitalia201106.jpg" alt="" title="gpitalia201106" width="550" height="367" class="size-full wp-image-8972" /><p class="wp-caption-text">A enorme torcida de Monza fez sua tradicional invasão de pista após a corrida.</p></div>
<p>Foi há exatos cinco anos que Schumacher anunciou sua retirada das pistas de Fórmula 1, justamente após vencer o GP da Itália de 2006. Nesta prova, aliás, Raikkonen foi segundo e Kubica o terceiro (ambos fazendo falta). Acho que ninguém poderia imaginar que, em apenas cinco curtos anos, a Alemanha viesse a ter um novo bi-campeão do mundo. Muito menos que esse bi-campeão do mundo tivesse vencido sua primeira prova há exatos 3 anos, justamente em Monza 2008. Menos ainda porque este alemãozinho de que falamos só estreou em 2007, substituindo Kubica, no GP dos Estados Unidos daquele ano, pela Sauber. É muito, muito pouco tempo para o tanto que este menino já realizou. Vettel é mesmo um monstro!</p>
<p>A gente se vê em Cingapura.<br />
Um grande abraço!&#8217;<br />
<img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/09/chamadagpitalia2011.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Missão impossível</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 18:36:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[F1]]></category>
		<category><![CDATA[GP DA BELGICA 2011]]></category>
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		<description><![CDATA[Deram um Red Bull na mão do Tom Cruise e o “top-gun” até que se saiu muito bem. Será que acharam o cara que vai parar Vettel? Brincadeiras à parte, essa missão, ao menos em 2011 e em meu ponto de vista, não tem mais como ser revertida. Heidfeld sai de cena Depois de algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deram um Red Bull na mão do Tom Cruise e o “top-gun” até que se saiu muito bem. Será que acharam o cara que vai parar Vettel? Brincadeiras à parte, essa missão, ao menos em 2011 e em meu ponto de vista, não tem mais como ser revertida.<span id="more-8866"></span></p>
<p><strong>Heidfeld sai de cena</strong></p>
<p>Depois de algumas semanas de férias, assunto é o que não faltava no paddock chuvoso de Spa-Francorchamps na sexta-feira de treinos para o GP da Bélgica. Um dos assuntos era a comemoração de 20 anos de carreira na Fórmula 1 de Michael Schumacher, que estreou em 1991 exatamente no GP belga, substituindo na ocasião um piloto da casa, Bertrand Gachot que, acreditem, foi preso dias antes por brigar com um policial. Como comemoração, muita festa, um Schumacher empolgado com um capacete folhado a ouro, reluzente, e que iria brilhar também durante a corrida como veremos à seguir.</p>
<p>Como diz a chamada, até Tom Cruise, astro de Hollywood, andou de Red Bull nos Estados Unidos e deixou o ex-piloto da equipe David Coulthard impressionado, não apenas pela sua velocidade, mas também pela consistência que o jovem senhor de quase 50 anos de idade mostrou durante sua experiência com o “brinquedo”. Mas nenhum assunto era maior que a substituição de piloto do carro número 9 da Lotus-Renault. Nick Heidfeld, ao que parece, se esqueceu de colocar o carro no seguro contra incêndio e, depois do incidente da Hungria, acharam uma cláusula em seu contrato para pedirem-lhe gentilmente para que cedesse lugar para Bruno Senna, piloto reserva da equipe. Em princípio, apenas para a corrida belga, depois se especulou até o final da temporada, mas de certo mesmo é que Bruno Senna correrá também, pelo menos, o GP da Itália. Heidfeld entrou com processo contra a Lotus-Renault para tentar voltar, mas eu acho mesmo é que pode pintar uma boquinha para Romain Grosjean, praticamente campeão da GP2 e também um dos reservas da equipe. Vamos ver&#8230;</p>
<p>Confesso que não vi o treino, mas soube dos “melhores momentos”. E piores também. Dentre os piores, a idéia da Mercedes de presentear Schumacher com um triciclo. Mandaram o alemão para a pista e, de repente, uma das rodas resolveu se soltar, fazendo com que o carro batesse e o piloto abandonasse o treino prematuramente para largar em último. Como choveu mas parou, a pista secava aos poucos e, com a situação difícil, apareceu o talento e a perspicácia de alguns. Dentre eles, Alguerssuari e Senna. O espanhol conseguiu um excelente sexto lugar com sua Toro Rosso, e o brasileiro, ainda se acostumando com o carro, a asa móvel, o KERS, etc, um fantástico sétimo posto. </p>
<p>Na frente, Vettel, sem piedade. Logo em seguida, Hamilton, mesmo tendo se esfregado em Maldonado no Q2. Webber, aniversariante do sábado, ficou sem o presente da pole, mas pelo menos a Red Bull lhe deu um contrato renovado para 2012. Massa, de novo, ficou à frente de seu companheiro Alonso fechou a segunda fila com Rosberg logo atrás. Alonso foi apenas oitavo. Perez e Petrov completaram a quinta fila. Tenho que citar Button, e vocês vão entender o porquê depois. O inglês ficou apenas com a 13ª posição na largada. </p>
<p><strong>Pista de verdade, corrida de verdade</strong></p>
<p>Faz tempo que eu não via uma primeira curva um pouco mais confusa, com gente se tocando, pedaço de carro voando, enfim, coisas de corrida. Na Bélgica, a La Source é praticamente garantia de aproximação entre os iguais, e não foi diferente desta vez. Webber deu uma “engasopada” feia na hora que as luzes vermelhas se apagaram. Pronto, estava formada a confusão. E justamente os dois protagonistas do treino se deram mal. Bruno Senna acertou Jaime Alguerssuari, tirando o espanhol da prova e causando um verdadeiro caos para quem vinha atrás. Muita gente espalhou, se tocou, e um dos prejudicados foi Button, que caiu ainda mais para o fundo do grid.</p>
<div id="attachment_8879" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/gpdabelgica201105.jpg" alt="" title="gpdabelgica201105" width="550" height="292" class="size-full wp-image-8879" /><p class="wp-caption-text">Rosberg (esq) foi muito arrojado para escapar da confusão na largada e fechar a primeira volta na frente</p></div><br />
Lá na frente, Nico Rosberg aproveitou a situação e faz uma excelente largada pulando para a ponta. Alonso foi outro que largou muito bem e pulou para o quarto lugar. Logo depois, passou por Hamilton e assumiu o terceiro lugar. Senna, nesta altura, já tinha ido para os boxes trocar o bico quebrado e dado adeus à possibilidade de fechar a corrida na zona de pontos. E não era só com Rosberg que a Mercedes se orgulhava. Schumacher já era 13º. A corrida já era quente. </p>
<p>Vettel reassumiu a primeira posição da prova sobre Rosberg e com mais algumas voltas, na quarta para ser mais exato, mesmo giro em que Webber foi para a sua primeira parada nos boxes com Button acompanhando, só que o inglês também aproveitou para trocar o bico do carro, avariado na largada. Neste momento da prova, Massa e Alonso já chegavam em Rosberg, e Hamilton vinha logo atrás tirando terreno. Era notório que Massa tinha mais carro que Rosberg, mas o brasileiro demorou demais para ultrapassar o alemão. Resultado: Alonso tomou a posição de Massa e, na mesma manobra, Hamilton também ultrapassou o brasileiro.  Assim como Webber, Vettel também apresentou bolhas nos pneus e foi para os boxes, na mesma hora em que Alonso logo ultrapassou Rosberg e assumui a ponta da corrida. Hamilton também passou pelo alemão na volta seguinte.</p>
<p>E será que ninguém ia se atrever na Eau Rouge? Claro, mas só quem sabe. Alonso volta dos boxes de sua primeira parada e decide ir para cima de Webber na temida Eau Rouge. Os poucos fios de cabelos que separaram as rodas deram a exata dimensão de quem são esses caras que pilotam uma máquina nestas condições.</p>
<p><div id="attachment_8872" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/gpdabelgica201102.jpg" alt="" title="gpdabelgica201102" width="550" height="346" class="size-full wp-image-8872" /><p class="wp-caption-text">Webber, Alonso e a Eau Rouge. Só pra quem tem muito sangue frio</p></div>
<p>Depois das primeiras paradas, Schumacher, Massa e Button apareceram juntos, não só porque os que largaram mais atrás vinham em franca recuperação, como também porque Massa foi um dos mais prejudicados na primeira rodada de paradas. Em contrapartida, Alonso fazia as melhores voltas consecutivamente. Só que circuitos de verdade também dão sustos quando o erro acontece, e quem errou desta vez, ou voltou a errar depois de algum tempo, foi Hamilton. Já não bastasse o pequeno enrosco com Maldonado nos treinos, como dissemos, o inglês vinha trocando de posição com Kobayashi até que, no final da reta após a Eau Rouge, Hamilton não deu espaço para o japonês e os carros se tocaram. Pior para o súdito da Rainha, que bateu de frente no guard-rail e deu uma “apagadinha” de leve, mas sem conseqüências maiores. A maior delas foi mesmo o safety-car e a corrida de todos para a troca de pneus durante a estadia do mesmo na pista.</p>
<div id="attachment_8875" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/gpdabelgica201103.jpg" alt="" title="gpdabelgica201103" width="550" height="361" class="size-full wp-image-8875" /><p class="wp-caption-text">Hamilton assusta a todos com batida forte e depois disse que não se lembrava direito do que aconteceu</p></div>
<p>O sol brilhava na volta 17 quando o safety-car resolve deixar a pista para Alonso, Vettel, Weber, Massa, Rosberg e demais pilotos subirem a Eau Rouge a 300km/h. Massa, que tanto havia demorado para ultrapassar Rosberg no começo da prova, viu o alemão lhe mostrar como ele deveria ter feito. E a movimentação causada pelas ultrapassagens continuava. Vettel, por fora, sobre Alonso, foi uma dessas que serviu para mostrar todo o talento do alemão campeão do mundo, que muitos críticos já davam como decadente depois do jejum de vitórias das últimas etapas.</p>
<p>Eu disse no começo que Schumacher estava muito motivado, e para comprovar isso, o heptacampeão vinha já na sétima colocação. Também incrivelmente bem colocado e logo atrás estava de Schumacher estava Button, que queria tirar a cereja do bolo de 20 anos de carreira do alemão de qualquer jeito. Sutil, andando no circuito que a Force India mais gosta, aparecia em sexto, mas não deve ter visto a linda ultrapassagem de Button sobre Schumacher, por fora, sempre com sutileza e elegância. Só que o inglês queria, e podia, mais.</p>
<p>Ainda antes da metade da prova, Button ultrapassa Sutil também por fora e já estava em sexto. Com o excelente rendimento do carro McLaren, Button lembrava outras provas de recuperação e vinha fazendo o dele. Encontrou Massa e Rosberg pelo caminho e não tomou conhecimento. O que se sabia pelo rádio das equipes é que os três primeiros, Vettel, Webber e Alonso, apresentavam bolhas nos pneus, o que enchia Button de esperança e mantinha a Rainha acordada visto que Hamilton já não estava mais no páreo.</p>
<p><strong>Button e Schumacher valeram o ingresso</strong></p>
<p>Os ponteiros foram para mais uma parada. Vettel teve tempo de recuperar a posição sobre Button antes de o inglês optar por mais um pit-stop. Alonso perdeu a segunda posição para Webber faltando sete voltas para o final e viu o sonho do pódium começar a se despedaçar com a aproximação de Button. Pouco mais atrás, na melhor corrida desde que voltou da aposentadoria, Schumacher ultrapassaou o companheiro Rosberg e fechou a prova na quinta posição, dando um presente ao público e a si mesmo nas comemorações do final de semana.</p>
<div id="attachment_8877" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/gpdabelgica201104.jpg" alt="" title="gpdabelgica201104" width="550" height="258" class="size-full wp-image-8877" /><p class="wp-caption-text">Schumacher teve mais motivos para guardar boas lembranças do circuito belga</p></div>
<p>E o Button? O papo dele agora era com Alonso e a briga pelo pódium nas últimas voltas poderia causar até um improvável brinde de champanhe para Schumacher. Que nada. Button ultrapassou Alonso, adivinhe por onde? Por fora de novo. E foi assim, comendo pelas beiradas, literalmente, que Button conquistou um lugar no pódium e fechou a corrida de maneira brilhante. Ele mesmo, após o banho de champanhe, admitiu que não fossem os problemas na largada, poderia ter brigado até pela vitória.</p>
<div id="attachment_8870" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/gpdabelgica201101.jpg" alt="" title="gpdabelgica201101" width="550" height="340" class="size-full wp-image-8870" /><p class="wp-caption-text">Button vai se tornando especialista em corridas difíceis. Nesta, ainda teve de lidar com a falta do retrovisor direito, arrancado na confusão da largada</p></div>
<p>Sutil foi o sétimo e Massa apenas o oitavo, prejudicado com uma parada extra devido a um furo no pneu dianteiro depois daquele que seria seu último pit-stop. Completando os pontos, Petrov e Maldonado. O venezuelano, aliás, marcou seu primeiro ponto na categoria. Bruno Senna foi apenas o 13º, mas seu saldo no final de semana é positivo para quem praticamente nunca andou em um Fórmula 1 de verdade.</p>
<p>Apesar do domínio da Red Bull de novo neste ano, esta foi apenas a segunda dobradinha da equipe na temporada. Mas os dois pilotos que mereceram o destaque do domingo não são da mesma equipe. Não há dúvida que Button e Schumacher mostraram como sair de um evento, de um verdadeiro espetáculo, aplaudindo seus protagonistas de pé, com a sensação de ter valido cada centavo do preço do ingresso. Dois campeões, duas gerações diferentes, dois estilos totalmente diferentes, mas o mesmo espírito de ir até o limite enquanto puderam.</p>
<p>E a briga continua pelo campeonato, quer dizer, pelo vice-campeonato, continua. Vettel pode até sair de férias mais uma vez e voltar em algumas semanas pois, quando voltar, é só caprichar um pouquinho na redação para, de novo, para continuar tirando nota máxima. </p>
<p>A gente se vê no templo sagrado de Monza!<br />
Um abraço e até lá.</p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/gpdabelgica2011.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Quem ri em segundo, ri melhor.</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 09:31:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
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		<category><![CDATA[acidente heidfeld]]></category>
		<category><![CDATA[Budapeste]]></category>
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		<category><![CDATA[GP da Hungria 2011]]></category>
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		<description><![CDATA[Na dança húngara, Button celebra sua segunda vitória na temporada e ainda se mantém vivo na disputa pelo campeonato, o vice, claro. Hegemonia de poles, mas por muito pouco. A falta de guard-rails praticamente é o que diferencia o circuito de Hungaroring de circuitos de rua de baixa velocidade, como o de Mônaco por exemplo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na dança húngara, Button celebra sua segunda vitória na temporada e ainda se mantém vivo na disputa pelo campeonato, o vice, claro.<span id="more-8561"></span></p>
<p><strong>Hegemonia de poles, mas por muito pouco.</strong></p>
<p>A falta de guard-rails praticamente é o que diferencia o circuito de Hungaroring de circuitos de rua de baixa velocidade, como o de Mônaco por exemplo. Só que baixa velocidade nem sempre é sinônimo de pouca emoção. E assim foi o final de semana na Hungria, que começou com uma bela disputa no treino classificatório.</p>
<p>Aniversariante na sexta-feira, Alonso e a Ferrari se mostravam fortes de novo, mas a vitória na Alemanha parece que revigorou as forças do time inglês da McLaren, com Hamilton se mantendo entre os primeiros e Button não tão distante quanto em corridas anteriores. Massa andava mais discreto do que Alonso, como de costume, mas embolado sempre entre os seis primeiros que, claro, tinham também os dois carros da Red Bull.</p>
<p>E os serviços meteorológicos ao redor do mundo não andam lá essas coisas. Do calor acima dos 30°C previsto, temperaturas na casa dos vinte e alguma coisa e muito, muito vento. Quem não precisa de vento para cair para o fundo do grid são as equipes pequenas, que desta vez foram acompanhadas por Sébastien Buemi, da Toro Rosso, que além de ter conseguido apenas o 18º tempo, ainda foi punido com a perda de cinco posições pelo acidente com Nick Heidfeld, da Renault, em Nürburgring.</p>
<p>No Q2, Pastor Maldonado, da Williams, nem quis marcar tempo, tamanha a “confiança” em se classificar por último neste segundo round do treino. Seu companheiro Barrichello não foi além de um décimo quinto lugar, deixando Jaime Alguerssuari, da Toro Rosso, entre ambos. Os  dois Lotus Renault, de Petrov e Heidfeld, não conseguiram mostrar bom desempenho e ficaram apenas em 12º e 14º apenas (vale dizer que Bruno Senna andou na sexta-feira no lugar de Heidfeld, cuja batata começa a assar). A Force India e a Sauber, que ficaram contidas com Paul Di Resta e Kamui Kobayashi intercalados entre os Lotus Renault, sorriram com Adrian Sutil e Sergio “Ligeirinho” Pérez, oitavo e décimo colocados no grid. Mercedes? Ah, claro, Rosberg na frente de Schumacher, como sempre. </p>
<p>E a briga dos seis primeiros foi muito, muito boa. Alonso foi o melhor no Q1 e no Q2, seguido sempre de perto por Hamilton e Button. Os dois carros da Red Bull, discretos, se alternavam com Massa na terceira fila. No Q3, todos deixaram para o final para saírem juntos dos boxes, enfileirados. Era quase certo que a pole ficaria com Alonso ou Hamilton, o que quebraria a hegemonia de dez poles da Red Bull este ano, já que Webber não passou mesmo do sexto lugar. Hamilton tinha a pole até poucos segundos do final do treino, quando Alonso sequer igualou os tempos do Q2. Mas Vettel tinha um pouco mais a oferecer, e com 0.163s de vantagem, deixou o inglês para trás e garantiu mais uma pole para si e para a Red Bull. Button melhorou e conseguiu o terceiro tempo e, pela primeira vez neste ano, Massa foi mais rápido que Alonso na classificação, ainda que por insignificantes quinze milésimos. A briga entre eles estava apenas começando.</p>
<p><strong>Quer dançar comigo?</strong></p>
<p>A pista da Hungria já fica bem suja normalmente, o que se agrava se chover apenas um pouquinho. E foi o que aconteceu. A largada, dada com pista molhada, fez com que todos decidissem pelos pneus intermediários. Vettel e Hamilton dividiram a primeira curva de forma limpa, com Button logo atrás. Alonso aproveitou o lado limpo de sua quinta posição no grid para passar por Massa sem esforço. Webber, no mesmo lado sujo de Massa, também ficou um pouco e já era pressionado por Rosberg e Schumacher. E todo mundo fazendo drift, no verdadeiro sabão em que se encontrava a pista húngara.</p>
<div id="attachment_8567" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/foto01hungria.jpg" alt="" title="foto01hungria" width="500" height="375" class="size-full wp-image-8567" /><p class="wp-caption-text">Largada com pista úmida e muito escorregadia </p></div>
<p>Hamilton era pressão total sobre Vettel, e ambos estiveram por várias voltas se arriscando ao toque por dividirem curvas lado a lado, sempre balançando muito. Briga de gente grande que tinha um espectador de luxo, Button, que mantinha distância segura da dupla de garotos. Rosberg já aparecia em quinto e se beneficiou de uma escapada de Alonso para subir para quarto. Logo em seguida, foi a vez de Vettel também escorregar e deixar para Hamilton pista livre, que o inglês aproveita bem nesta parte da prova.</p>
<div id="attachment_8569" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/foto02hungria.jpg" alt="" title="foto02hungria" width="500" height="309" class="size-full wp-image-8569" /><p class="wp-caption-text">Hamilton contou com o erro de Vettel para assumir a ponta, mas também errou depois</p></div>
<p>Alonso escapa de novo (ai se fosse Mônaco) e perde posição para Massa, mas se recupera sobre o companheiro de equipe na passagem seguinte pela reta dos boxes. O espanhol, nitidamente andando além do carro, ainda ganharia a posição de Rosberg nas voltas seguintes. O molho de Massa azeda de vez quando o brasileiro escapa e tem um pedaço da asa traseira avariado, mas volta para a pista, em nono. Tudo isso com pouco mais de dez voltas das setenta previstas era eletrizante.</p>
<div id="attachment_8570" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/foto03hungria.jpg" alt="" title="foto03hungria" width="500" height="309" class="size-full wp-image-8570" /><p class="wp-caption-text">Massa teve a corrida comprometida com a rodada e quebra da asa traseira</p></div>
<p>Como não chovia o suficiente, o trilho seco inspirou Webber e Massa a trocarem os compostos intermediários pelos super-macios. Button, depois Hamilton e Vettel, e finalmente Alonso, fazem o mesmo, o que permite à Schumacher liderar por alguns metros. </p>
<div id="attachment_8571" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/foto04hungria.jpg" alt="" title="foto04hungria" width="500" height="310" class="size-full wp-image-8571" /><p class="wp-caption-text">Heidfeld dá um salto em sua carreira de piloto</p></div>
<p>Button voltou com mais ação e ganhou a posição de Vettel, enquanto Webber ultrapassou Alonso e ficou com a quarta posição. Com os pneus aquecidos, no entanto, Alonso volta para cima de Webber enquanto Massa e Schumacher brigavam pela oitava posição. Disputas acirradas por posições e, de repente, as atenções se voltam para Nick Heidfeld. A batata do alemão, que já dissemos estar assando, queimou mais um pouco, literalmente, depois que o piloto deixou os boxes com um princípio de incêndio no carro, algo estranho em tempos sem reabastecimento. Ao parar o carro logo na saída dos boxes, Heidfeld foi rápido o suficiente para não sair queimado da terra húngara. Antes ainda do controle total das chamas, houve uma pequena explosão que chegou a ferir um dos bombeiros. Além de lentos em conter o fogo, os fiscais ainda conseguiram a proeza de arrastar o carro de Heidfeld para dentro dos boxes pela saída, estreitando a pista e, evidentemente, podendo causar um acidente totalmente tosco.</p>
<p><strong>Chama acesa, só a do piromaníaco.</strong></p>
<p>Pneus, eles foram usados ao extremo nas oitenta e cinco paradas para troca que aconteceram em Budapeste, recorde que deixou o sindicato dos “pistoleiros e piruliteiros” em alerta novamente, reivindicando aumento. Até porque coube aos pneus e seus respectivos trocadores a estratégia de subir ou cair nas posições de pista. Enquanto Hamilton, Alonso e Massa estavam calçados com os super-macios, Button, Vettel e Webber rodavam com os compostos macios, que apesar de mais duros, estavam com melhor desempenho. Isso fez com que Vettel ultrapassasse Alonso enquanto Button se aproximava de Hamilton.</p>
<div id="attachment_8572" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/foto05hungria.jpg" alt="" title="foto05hungria" width="500" height="351" class="size-full wp-image-8572" /><p class="wp-caption-text">Belas disputas durante a prova, como esta entre Webber e Schumacher</p></div>
<p>E palmas para a McLaren, de novo. A equipe inglesa deixou Button e Hamilton brigarem livremente, com direito a divisão de curvas e tudo mais. Sem interferir na pista, coube a Hamilton o erro que deu a liderança à Button na volta 47. A chuva voltou bem leve, mas o suficiente para o campeão de 2008 rodar sozinho e ver Button pular para a ponta. E desistir é um verbo que realmente não existe no dicionário de Hamilton, que ultrapassa novamente Button, que devolve para cima de Hamilton que, finalmente, deixa Button para trás. </p>
<p>A chuva leve provocou mais paradas nos boxes para adequação do calçado ao piso. Dentre tantos pits, um foi dantesco. Jerome D’Ambrosio conseguiu rodar dentro do pit-lane ao buscar os freios para entrar na posição adequada para a troca. A cena dos mecânicos correndo, como não foi trágica, foi digna de pastelão. Hamilton e Webber colocam pneus intermediários, mas a pista nem chega a molhar direito e ambos se vêem obrigados a mais uma troca. Para piorar a situação de Hamilton, o inglês foi punido com um drive-thru por girar o carro na pista de maneira perigosa quando perdeu a posição para Button.</p>
<div id="attachment_8573" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/foto06hungria.jpg" alt="" title="foto06hungria" width="500" height="347" class="size-full wp-image-8573" /><p class="wp-caption-text">Button foi quem melhor teve controle do carro em condições adversas</p></div>
<p>Assim como em sua primeira vitória na carreira, exatamente na Hungria, Button se manteve na ponta quase sem cometer erros e venceu em seu 200º grande prêmio da carreira com a postura de sempre. Alonso conseguiu uma ótima terceira posição e Hamilton chegou apenas em quarto. Webber roubou a seqüencia de quintos lugares de Massa, e deixou o brasileiro em sexto apenas, com o consolo de ter conseguido a melhor volta da prova. Paul Di Resta conseguiu um excelente sétimo lugar, assim como excelente foi o oitavo posto de Buemi, que largou em penúltimo. Rosberg e Alguerssuari completaram os dez primeiros. </p>
<p>Ah, esqueci de Vettel. Na verdade, deixei o alemão e seu segundo lugar na corrida para comentar por último. Como alguém pode achar que, faltando apenas oito etapas, alguém vai superar o atual campeão na sua briga pelo bicampeonato? A vantagem de Vettel para Webber, vice-líder, depois do GP da Alemanha, era de 77 pontos.  Vettel sai da Hungria com 85 pontos sobre Webber, 88 sobre Hamilton, 89 sobre Alonso e 100 a mais que Button. Considerando que Vettel vença mais uma ou duas corridas, no mínimo, das oito restantes, Webber, Alonso, Hamilton e Button começam já na próxima etapa, na Bélgica, a luta acirrada pelo vice-campeonato. Será que algum deles ainda sonha com o campeonato? Duvido. Só se pegaram o telefone do piromaníaco da Lotus-Renault.</p>
<div id="attachment_8574" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/foto07hungria.jpg" alt="" title="foto07hungria" width="550" height="204" class="size-full wp-image-8574" /><p class="wp-caption-text">Vettel pode ter dado o passo definitivo em busca do bicampeonato</p></div>
<p>A gente se vê no Spa mais próximo, no final de agosto. Um abraço e até lá!</p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/08/chamadagphungria2011.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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