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	<title>No Trânsito &#187; Fórmula 1</title>
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	<description>Carros de luxo &#38; Cia.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 19 May 2012 22:33:58 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O rebanho tem novo pastor</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 12:56:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[F1]]></category>
		<category><![CDATA[GP da Espanha 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Resumo do GP da Espanha 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um final de semana surpreendente, Pastor Maldonado derrota Fernando Alonso na casa do espanhol, dá um presente inesquecível para o patrão aniversariante Frank Williams e, de quebra, torna o início do campeonato o mais equilibrado desde 1983. Caracas! Foram três semanas de espera desde o GP do Bahrein, com direito a muitos testes, mudanças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um final de semana surpreendente, Pastor Maldonado derrota Fernando Alonso na casa do espanhol, dá um presente inesquecível para o patrão aniversariante Frank Williams e, de quebra, torna o início do campeonato o mais equilibrado desde 1983.<span id="more-10573"></span></p>
<p><strong>Caracas!</strong></p>
<p>Foram três semanas de espera desde o GP do Bahrein, com direito a muitos testes, mudanças aerodinâmicas nos carros e muita expectativa com relação a qual equipe foi mais eficiente na reformulação de seus bólidos. Nos testes coletivos em Mugelo, pista da Ferrari, a Lotus confirmou a boa fase e fez treinos que encorajaram a equipe e seus pilotos a buscarem a primeira vitória desta nova fase do time, afinal, haviam chegado em segundo e terceiro no GP do Bahrein. Mas quem despertava a atenção da maioria era a Ferrari e sua conhecida capacidade de se recuperar com mudanças mais drásticas no carro, o que, de fato, não aconteceu. O carro mudou com o novo pacote aerodinâmico, fato. Mudanças no chassis, no escapamento (de novo), aletas aqui e acolá. Alonso, no entanto, tratou de esfriar os ânimos da imprensa dizendo que este carro era apenas uma pequena evolução do anterior, mas ainda longe do que é o esperado por ele e pela equipe. Blefe?</p>
<p>Bom, vieram os treinos livres e a McLaren dominou a sessão da sexta-feira com o melhor tempo do dia, mas Alonso deu uma amostra de que o carro vermelho estava mais rápido que antes. Os carros de Vettel e Webber decepcionam um pouco, mas ficaram sempre entre os primeiros. Em resumo, basicamente tudo igual como antes, mas o sábado acabaria sendo de surpresas, e muitas.</p>
<p>Não que alguma das equipes pequenas passou para o Q2, não era essa uma das surpresas as quais eu me referia. O fato de Bruno Senna ter ficado de fora do Q2 foi uma delas, não foi tanto pelo resultado em si, mas sim pela diferença para seu companheiro de equipe, Pastor Maldonado, mas vamos deixar para falar do venezuelano mais para frente.</p>
<p>No Q2, a disputa foi simplesmente espetacular! Faltando um minuto para o encerramento, estavam fora Rosberg, Schumacher e Vettel, por exemplo. Aí foram fechando as voltas um a um os que estavam na pista. Massa tinha o décimo tempo, mas foi superado pela dupla da Toro Rosso (Ricciardo e Vergne) e da Force India (Di Resta e Hulkenberg). Já era décimo quinto quando a dupla da Sauber resolveu colocar os carros no Q3 e Perez cravou o terceiro tempo, com Kobayashi em sexto. Massa caiu então para décimo sétimo apenas. E quem estava quase ficando de fora do Q3 era a Mercedes, mas tanto Rosberg quanto Schumacher conseguiram seus lugares para a disputa da pole, o que tirou, de uma só vez, Button (que liderou um dos treinos livres da sexta, lembram?) e Webber. E no finalzinho, Maldonado também foi para o Q3, mas aí o venezuelano resolveu fazer o melhor tempo até então, com 1’22’’105. Claro que ninguém apostaria nele para a pole no Q3, mas&#8230;</p>
<p>Na hora em que valeu a pole, sempre alguns optam por guardar os pneus para a corrida. Foi o que aconteceu com desta vez com Kobayashi, o décimo, Schumacher, nono, e Vettel, decepcionante e surpreendentemente apenas o oitavo no grid. Rosberg, mesmo marcando tempo, não foi além de um sétimo lugar. Na terceira fila, Kimi Raikkonen e o mexicano Sergio Pérez, que voltou a andar bem. Na segunda fila, Fernando Alonso colocou a Ferrari lá na frente para delírio dos torcedores locais e surpreender até mesmo a equipe, a frente do bom Romain Grosjean. Sem surpresas, porém, a pole ficou com Lewis Hamilton, mas ao seu lado a primeira fila foi dividida com Pastor Maldonado, que deixou as comemorações do 70º aniversário do chefe Frank Williams mais festivas. Mas ainda tinha um bônus especial, uma cereja a mais no bolo do Tio Frank.</p>
<p>No retorno aos boxes logo após cravar a melhor volta, Hamilton não conseguiu levar o carro para o pátio fechado e infringiu o regulamento em alguns artigos, sendo punido e perdendo não só a pole, mas também todas as outras posições no grid. Aí, a festa venezuelana pode ser completa com a primeira pole da história de um venezuelano na Fórmula 1, a grande surpresa dos treinos. Alonso, com isso, subiu para a primeira fila, e as duas Lotus ocuparam então a segunda fila.</p>
<p>O que se esperava para a corrida espanhola era o quanto Maldonado poderia segurar a pole, se Alonso iria abrir caminho para mais uma vitória na temporada, se Vettel, Button, Webber e, principalmente, Hamilton se recuperariam na prova ou mesmo se Perez, Grosjean e Raikkonen conseguiriam vencer. Antes disso, feriado e busto na capital venezuelana para Maldonado, claro.</p>
<p><strong>A torcida bem que empurrou&#8230;</strong></p>
<p>Ter experiência é muito importante em uma largada com uma reta longa como na Cataluña. Alonso usou o que sabe e simplesmente manteve-se em trajetória reta e, mesmo pressionado por Maldonado, assumiu a ponta da prova para delírio da torcida. Quem também largou bem foi Raikkonen, que ganhou a posição de Grosjean, e Schumacher, que já aparecia em sexto. Massa também ganhou várias posições e já passava em décimo primeiro. O maior prejuízo ficou para Sergio Pérez, que teve um pneu furado e caiu para a última posição.</p>
<div id="attachment_10576" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/05/fotogpespanha201201.jpg" alt="" title="" width="600" height="400" class="size-full wp-image-10576" /><p class="wp-caption-text">Alonso, Maldonado e Raikkonen já se posicionaram a frente na largada</p></div>
<p>Hamilton levou três voltas para passar os carros da Hispania, Lotus e Marussia, começando a descontar o prejuízo imenso da pane seca do treino. Enquanto isso, o <em>showman</em> Kobayashi foi logo para cima de Button e logo atrás dele vinham Vergné, Massa e Webber, mas o australiano já se encaminhou para os boxes com apenas sete voltas completadas. O que parecia ser alteração de estratégia para que Webber não perdesse tanto tempo atrás dos oponentes foi logo se mostrando mesmo como falta de equilíbrio do carro da Red Bull, pois Vettel veio logo na volta seguinte.</p>
<p>Alonso, Maldonado e pouco mais atrás Raikkonen, dominavam a prova e abriam dos demais pilotos. Dos três, Alonso foi quem parou primeiro dos três para sua troca de pneus, e na volta seguinte foi a vez de Maldonado e Raikkonen entrarem juntos. Na pista, Grosjean estava atrás de Senna, já que o brasileiro ainda não havia feito sua parada e a ultrapassagem do francês teve direito a um pequeno toque e pedaço do bico da Lotus voando, porém sem nenhum prejuízo maior para ambos. Mais algumas voltas e é a vez de Schumacher chegar em Senna e ambos protagonizarem um acidente de trânsito comum. Senna estava no meio da pista, ao final da reta dos boxes e Schumacher se aproximou demais quando o brasileiro fez um pequeno movimento para a esquerda e freou para fazer a curva. Schumacher simplesmente abalroou (bonita esta palavra hein?!) o brasileiro e saiu acusando o piloto da Williams. Fim de prova para ambos.</p>
<div id="attachment_10578" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/05/fotogpespanha201202.jpg" alt="" title="fotogpespanha201202" width="600" height="379" class="size-full wp-image-10578" /><p class="wp-caption-text">Schumacher bate e reclama de Senna, ou seja, mudou a pilotagem mas não as reclamações</p></div>
<p>De repente, Webber cai muito de rendimento e é ultrapassado por vários pilotos até decidir ir para sua segunda parada para troca de pneus e troca também o bico da Red Bull, que parecia intacto. O mais rápido da prova, neste momento, era Sergio Pérez, e a disputa mais acirrada se dava em um grupo que tinha Di Resta e Vergné na frente de Massa e Hamilton (as disputas do ano passado entre ambos vieram a memória imediatamente) com Ricciardo logo atrás.</p>
<p>Mais uma rodada de pit-stop para alguns e, na frente, enquanto Maldonado fazia sua parada, Alonso perdia tempo precioso atrás da Marussia de Charles Pic. Resultado: Maldonado ganha a posição de Alonso quando o ferrarista foi para a sua segunda parada. Raikkonen assumiu provisoriamente a ponta, mas tinha ainda, pelo menos, mais uma parada a fazer. A corrida parecia mesmo ficar entre os três, mas apenas um terço havia sido realizado. Será que vinha mais surpresas por aí?</p>
<p><strong>&#8230; mas a festa foi sul-americana</strong></p>
<p>Várias brigas por posições espalhadas pela pista, mas era Massa e Hamilton que ainda vinham se pegando quando os comissários decidem punir o brasileiro e o alemão Vettel por excesso de velocidade na bandeira amarela causada pelo acidente de outro alemão com outro brasileiro, Schumacher e Senna, voltas antes. No reposicionamento, Rosberg, Button e Kobayashi aparecem na briga pelo sexto lugar. A corrida era ótima e na metade das 66 voltas, a liderança de Maldonado, com mais de sete segundos (!) para Alonso já impressionava e causava surpresa em todos. Isso porque não chovia, não teve safety-car, ninguém invadiu a pista, enfim, a diferença era consistente e construída por Maldonado, que estava mesmo apressado, mas seguro.</p>
<div id="attachment_10579" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/05/fotogpespanha201203.jpg" alt="" title="fotogpespanha201203" width="600" height="371" class="size-full wp-image-10579" /><p class="wp-caption-text">Muita disputa neste domingo, esta foi a tônica da corrida</p></div>
<p>Hamilton continuava “remando” e fez sua segunda e última parada apenas na 37ª volta, apostando em ter pneus para concluir a prova. Pérez não teve a mesma sorte e depois de um problema nos boxes acabou abandonando a prova.  Mas as paradas de box e o comportamento desigual dos carros estava proporcionando muitas disputas. Vergné, Di Resta, Massa e Button apareceram brigando por posições intermediárias com direito a “fritada” de pneus e pouco espaço entre os carros. Button foi quem se deu melhor na briga, ultrapassando Massa e Di Resta e se aproveitando da parada de Vergné.</p>
<p>A sorte de campeão Alonso, em despeito de toda sua competência, parecia começar a surgir quando Maldonado foi para sua última parada e perdeu preciosos segundos com um pequeno problema na roda traseira. O venezuelano voltou atrás de Raikkonen e conseguiu ultrapassar o finlandês quando Alonso já voltava de sua última parada. Raikkonen levou mais algumas voltas para parar, mas quando voltou estava arrasador, tirando mais de um segundo para a dupla da frente. A diferença entre Maldonado e Alonso caiu para pouco mais de um segundo. O público levantava a cada passagem do espanhol no ataque ao piloto da Williams que, a dez voltas para o final, tinha a possibilidade clara da primeira vitória na carreira.</p>
<div id="attachment_10580" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/05/fotogpespanha201204.jpg" alt="" title="fotogpespanha201204" width="600" height="371" class="size-full wp-image-10580" /><p class="wp-caption-text">Alonso, desta vez, foi quase perfeito, mas sai da Espanha como os mesmos pontos de Vettel na liderança do campeonato</p></div>
<p>Ainda teve tempo para mais algumas ultrapassagens de Vettel e Kobayashi, este último com todo o arrojo para cima de Rosberg para ganhar a quinta posição na prova, exatamente a posição de largada de seu companheiro Pérez. Vettel, por sua vez, ganhou a posição de Hamilton e, no final, ainda levaria também a posição de Rosberg, chegando em um discreto sexto lugar depois de também ter trocado o bico em uma das paradas como fizera seu companheiro Webber.</p>
<div id="attachment_10581" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/05/fotogpespanha201205.jpg" alt="" title="fotogpespanha201205" width="600" height="371" class="size-full wp-image-10581" /><p class="wp-caption-text">Kobayashi, que como Hamilton fez apenas duas paradas, deu seu show de arrojo e beliscou uma quinta ótima posição</p></div>
<p>Faltando três voltas para o final, Alonso perdeu rendimento para Maldonado e foi ficando como presa fácil para Raikkonen, que continuava tirando quase um segundo e meio por volta para o espanhol. Cruzou a linha de chegada a meio segundo de Alonso, mas não foi suficiente para ganhar a segunda posição do espanhol. Grosjean, discreto, acabou em quarto, mas ao menos saiu da Espanha como o mais rápido da prova, seguido de Kobayashi. Hamilton, bravamente, chegou a frente de Button na oitava posição e completando os dez primeiros, a Force India de Hulkenberg também levou seu pontinho para casa.</p>
<p><strong>Bolivarianos, podem comemorar!</strong></p>
<p>Para surpresa geral, Pastor Maldonado venceu e convenceu, como se diz no futebol, fazendo uma corrida consistente, suportando a pressão e demonstrando uma Williams totalmente diferente do carro lento do ano passado. A fase européia começou com Williams e Ferrari na frente, mas apesar disso, a Lotus me parece ser muito forte, pois chegou em terceiro e quarto lugares depois de estar presente no pódium da corrida do Bahrein. Ainda não venceu, é verdade, mas pode se tornar a próxima a ocupar o lugar mais alto do pódium já na próxima etapa, no dificílimo e todo particular circuito de Mônaco, o que poderá fazer o começo desta temporada ter seis vencedores diferentes e de equipes diferentes.</p>
<div id="attachment_10582" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/05/fotogpespanha201206.jpg" alt="" title="fotogpespanha201206" width="600" height="462" class="size-full wp-image-10582" /><p class="wp-caption-text">De bem com o chefe, Maldonado celebra vitória histórica</p></div>
<p>Por enquanto, a história tem sotaque latino e foi celebrada com uma demonstração de reconhecimento de Alonso e Raikkonen, que ergueram Maldonado nos ombros no lugar mais alto do pódium. Se subir ao pódium na 24a corrida da carreira é para poucos, mais difícil ainda é vencer nesta situação. A corrida perfeita de Maldonado acaba com todos os prognósticos sobre o campeonato e ratifica a imprevisibilidade que pode fazer deste não só o mais longo como o mais emocionante dos mundiais. E fica a pergunta: do que este Maldonado e esta Williams ainda serão capazes este ano? E a Venezuela, quem diria, está em festa com as comemorações da “Semana Bolivariana da Velocidade”.</p>
<p>Um abraço e até as ruas de Mônaco.         </p>
<p><em>P.S.: um incêndio de grandes proporções no box da Williams foi o anti-clímax da alegria da festa da equipe britânica. Prejuízo financeiro e alguns feridos parecem ter sido as únicas conseqüências.</em></p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/05/chamadagpespanha2012.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Vettel, but on the rocks</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 13:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Bahrein]]></category>
		<category><![CDATA[F1]]></category>
		<category><![CDATA[GP do Bahrein]]></category>
		<category><![CDATA[tensão]]></category>

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		<description><![CDATA[O final de semana mais tenso da categoria dos últimos anos teve, na pista, o reencontro de Sebastian Vettel com a vitória depois de boa disputa com Kimi Raikkonen. E o campeonato já é completamente outro. Tensão no ar Se não fosse pela Fórmula 1, acho que eu jamais teria ouvido falar do Bahrein. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O final de semana mais tenso da categoria dos últimos anos teve, na pista, o reencontro de Sebastian Vettel com a vitória depois de boa disputa com Kimi Raikkonen. E o campeonato já é completamente outro.<span id="more-10481"></span></p>
<p><strong>Tensão no ar</strong></p>
<p>Se não fosse pela Fórmula 1, acho que eu jamais teria ouvido falar do Bahrein. E foi pelos protestos contra a realização do GP neste final de semana, que talvez nunca se tenha falado tanto neste pequeno país do Golfo Pérsico.</p>
<p>O regime monarca é contestado pelo povo desde o início da chamada Primavera Árabe, em 2010, e que resultou no cancelamento do GP no ano passado. O governo vem reprimindo as manifestações e, claro, civis são mortos, gerando uma revolta mundial e temor de quem necessita trabalhar no país, seja em que atividade for. Acho que a Fórmula 1 não precisaria ser o combustível de mais revolta, de mais protesto e de mais mortes, mas é ela, a Fórmula 1, que usa o dinheiro como seu principal combustível, da maneira que lhe convém. E não é novidade a Fórmula 1 correr em regimes políticos “politicamente incorretos”. Na África do Sul era o apartheid, na América do Sul as ditaduras militares, na China o socialismo ditatorial. E os carros vão para a pista, para a alegria de Bernie Ecclestone. Sempre foi assim e acho que sempre será.</p>
<p>Geopoliticamente a parte, falamos agora dos treinos. Nos livres, de sexta-feira, era possível ver o que uma vitória pode fazer com um piloto. Rosberg foi o mais rápido do dia, colocou quase meio segundo sobre o segundo colocado e mais de um segundo sobre Schumacher, apenas o quinto. Entre eles, o ressurgimento da Red Bull, com Webber e Vettel, e a confirmação de Hamilton, sempre nas duas primeiras filas. A Ferrari na mesma, a Lotus sempre por ali no miolo junto com a Sauber, Daniel Ricciardo e sua Toro Rosso se intrometendo logo atrás dos dez primeiros.</p>
<p>Mas os treinos da tarde foram marcados pela ausência da Force India que, com receio dos protestos locais, preferiu voltar para o hotel mais cedo. Mecânicos da equipe indiana já haviam presenciado protestos e coquetéis molotov muito mais próximos que pela televisão. Alguns mecânicos nem foram, outros voltaram. Quando andou, pela manhã e com pneus macios, os indianos ficaram em terceiro com Di Resta e em sexto com Hülkenberg.</p>
<p>Mas embora Rosberg tenha feito os melhores tempos na sexta a tarde e no sábado pela manhã, na hora do treino oficial o alemão caiu demais, não conseguindo nada além de um quinto lugar. Resultado de certa forma ruim, mas nada comparado ao de seu companheiro Schumacher, que ficou no Q1 com a asa móvel imóvel e viu Heikki Kovalainen passar para o Q2. Completando os dez primeiros, atrás de Rosberg estavam cinco equipes diferentes, começando pela Toro Rosso de Ricciardo, seguido pela Lotus de Grosjean, a Sauber  de Perez, a Ferrari de Alonso e a Force India de Di Resta.</p>
<p>Lá na frente, o que se viu foi uma briga intensa entre Red Bull e McLaren, o que resultou no emparceiramento de Vettel com Hamilton na primeira fila e Webber e Button na segunda. Por menos de um décimo de segundo, Vettel voltou para o lugar de honra no grid, já usando o escapamento aperfeiçoado igual ao de Webber, e prometendo colocar mais emoção na prova já que, como nos lembramos, quando Vettel largou na frente, normalmente na frente chegou. E mais emoção prometida pelas corridas de Raikkonen, Schumacher e Maldonado (os dois últimos perderam cinco posições no grid por trocarem o câmbio de seus carros), que viriam do pelotão do fundo.</p>
<p>Poeira geral, tensão no ar e as luzes vermelhas se apagaram para que todos vissem uma corrida e tanto, cheia de alternativas e ultrapassagens.</p>
<p><strong>Agarre-me se puder</strong></p>
<p>Vettel sabia que tinha de se manter a frente para não ser afetado pelo desgaste excessivo de pneus de seu Red Bull e assim o fez. Embora a temperatura da corrida não fosse tão alta quanto o previsto, todos estavam acreditando em um desgaste muito grande dos compostos.</p>
<div id="attachment_10483" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/gpbahrein201201.jpg" alt="" title="gpbahrein201201" width="650" height="433" class="size-full wp-image-10483" /><p class="wp-caption-text">Poeira, levantou poeira. Assim foi a largada do tenso GP do Bahrein</p></div>
<p>Uma largada muito boa do pessoal que vinha de trás. Grosjean pulou para a quarta posição, seguido de Alonso em quinto, ambos ultrapassando Button, que já havia perdido posição para Webber. Raikkonen e Massa já contornavam em oitavo e nono, respectivamente. Pouco depois, Massa já vai com muita raça pra cima de Raikkonen e ganha a posição do finlandês. Grosjean faz o mesmo sobre Webber e já era terceiro. Rosberg, que caiu na largada, era atacado por Sergio Pérez e Paul Di Resta. Mas ninguém perdeu tanto na largada quanto Daniel Ricciardo. A boa corrida esperada pelo piloto da Toro Rosso foi prejudicada por uma avaria no bico do carro, derrubando o australiano para a décima sétima posição.</p>
<p>Raikkonen começa a render mais e se recupera sobre Massa, e o mesmo ocorreu com Grosjean, que foi para cima e passou por Hamilton. Mais algumas voltas, Raikkonen também deixou Button e Alonso para trás. Começo de prova arrasador da Lotus colocando seus dois pilotos entre os cinco primeiros.</p>
<div id="attachment_10485" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/gpbahrein201202.jpg" alt="" title="gpbahrein201202" width="650" height="310" class="size-full wp-image-10485" /><p class="wp-caption-text">A foto mostra bem a tônica da corrida, cheia de disputas</p></div>
<p>Não foi preciso mais que nove voltas para que o descanso dos mecânicos fosse interrompido pela procissão aos boxes. Dos principais colocados na prova, vieram primeiro Button, Rosberg e Massa. Na volta seguinte, Webber, Alonso e Hamilton, e é justamente o inglês quem mais perdeu tempo por causa de um problema na roda traseira. Não bastasse isso, na volta a pista, Hamilton foi ultrapassar Rosberg e foi parar no meio do Saara, empurrado pelo alemão, o que levou os comissários a analisarem o fato e decidirem por um veredito após a prova. Em minha opinião, isso é equivocado, pois ambos continuaram na prova e a falta da punição, se necessária, teria influencia direta no resultado da prova.</p>
<p>A corrida já era bem movimentada, e o que não faltavam eram ultrapassagens. Button ganhou a posição de Alonso e Raikkonen a de Webber. Mais alguns giros e o que se viu foi um bloco formado por Button, Alonso, Hamilton, Rosberg e Massa, brigando da sétima à décima primeira posição.</p>
<p>Vettel abria, Grosjean tentava alcançá-lo, mas era Raikkonen quem já aparecia em terceiro e tirando diferença para o companheiro de equipe. Neste momento, o finlandês tinha pneus macios depois do pit, já que largou em décimo segundo com intermediários. E boa corrida também fazia Maldonado, que já havia ganho dez posições desde a largada e estava a uma posição de marcar pontos. E, por falar em Maldonado, um dos inúmeros momentos de ultrapassagens foi exatamente a briga entre o venezuelano, Pérez e Di Resta, um querendo dar o “X” sobre o outro.</p>
<div id="attachment_10487" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/gpbahrein201203.jpg" alt="" title="gpbahrein201203" width="650" height="423" class="size-full wp-image-10487" /><p class="wp-caption-text">Massa fez uma corrida muito boa e amenizou as críticas, além de marcar seus primeiros pontos no mundial</p></div>
<p>Começou então a segunda rodada de pit-stops com Button, Massa e Rosberg, assim como da primeira vez, parando juntos. Raikkonen, ainda na pista, ultrapassou Grosjean e logo na volta seguinte foi para os boxes. Hamilton, de novo, teve problemas na sua parada e teve a corrida muito comprometida. Aliás, a McLaren não foi nem de perto a equipe das três primeiras etapas, andando sempre fora do pódium praticamente toda a prova.</p>
<p>Rosberg deve ter feito um curso rápido de defesa pessoal. Quando ele errou a entrada de umas das curvas, voltou lento para a pista e, para não perder a posição para Alonso, resolveu convidar o espanhol a procurar um oásis na área de escape, do mesmo que já havia feito com Hamilton. Jogou duro o alemão na pista barenita.</p>
<p>Hora de Maldonado abandonar com uma rodada, ocasionada por um furo no pneu traseiro. E uma curiosidade da prova: Di Resta apareceu na liderança da corrida pois tinha a estratégia de uma parada a menos que os demais, o que o fez aparecer também na transmissão da TV, mesmo contra a vontade de Bernie Ecclestone, que boicotou a equipe na transmissão do treino oficial por causa do abandono dos indianos no segundo treino livre. Ecclestone negou a represália, mas que aconteceu, aconteceu.</p>
<p>Terceira parada e Vettel e Raikkonen entram juntos no pit, separados por um segundo apenas. Voltam nas mesmas posições, mas quando todos achavam que Riakkonen iria para o ataque definitivo sobre Vettel, o bicampeão começou abrir vantagem novamente, o suficiente para sossegar o finlandês pouco mais afastado.</p>
<p><strong>Poeira no gelo</strong></p>
<p>Button, no final, teve um pneu traseiro furado e mesmo depois da troca resolveu abandonar. Isto é um expediente comum para os pilotos que usam desta estratégia para poderem ter a liberdade de mexerem no carro para a próxima etapa. Senna, por outros motivos, também abandonou no final.</p>
<div id="attachment_10489" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/gpbahrein201204.jpg" alt="" title="gpbahrein201204" width="650" height="433" class="size-full wp-image-10489" /><p class="wp-caption-text">Raikkonen fez uma corrida fantástica, não deu sossego a Vettel, e se disse frustrado com a chance de vencer desperdiçada</p></div>
<p>Depois de controlar o Homem de Gelo, Vettel venceu de ponta a ponta, com direito a melhor volta da prova e mostrando que é quase imbatível quando larga na pole. Bastou que o carro azul melhorasse um pouco para que o talento do bicampeão se transformasse em vitória, de novo. Assim que cruzou a linha de chegada, a equipe pediu para que ele parasse imediatamente o carro, o que foi atendido. Na seqüência, uma das imagens mais felizes de Vettel, voltando correndo a pé pelo pitlane e sorrindo muito. Ele já é, inclusive, líder do campeonato.</p>
<p>Mas o grande destaque da prova foi a equipe Lotus, com seus dois pilotos completando o pódium, confirmando a boa fase. Webber foi pela quarta vez no ano o quarto colocado, Rosberg ficou em quinto e Di Resta em sexto, com uma parada a menos. Alonso, Hamilton, Massa e Schumacher completaram os dez primeiros.</p>
<div id="attachment_10490" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/gpbahrein201205.jpg" alt="" title="gpbahrein201205" width="650" height="317" class="size-full wp-image-10490" /><p class="wp-caption-text">Grosjean pode comemorar o primeiro pódium da carreira depois de um início de campeonato ruim</p></div>
<p>Uma corrida excelente para o campeonato e para quem assistiu, com várias ultrapassagens, excelentes brigas, a volta forte da Red Bull e a confirmação do excelente carro da Lotus, colocando em foco a briga da Renault com a Mercedes pela supremacia dos motores. Sobre o campeonato, um começo diferente como não se via há quase trinta anos, com quatro vencedores diferentes de quatro equipes diferentes nas quatro primeiras etapas do ano.</p>
<p>A Fórmula 1 vai passar por alguns testes e entrar na fase européia, em Barcelona. A Ferrari já promete novo carro, e a corrida de Felipe Massa talvez lhe dê mais confiança na nova fase, embora muito longe, em pontos, de Fernando Alonso. A Lotus está se aproximando de voltar a vencer, coisa que Schumacher também quer. Hamilton precisa de uma vitória para se firmar como favorito, assim como Button, mas todos voltam a ter Vettel como o cara a ser batido. E então, já tem seu favorito para este ano?</p>
<p>Nós vamos acompanhar tudo de muito perto, como sempre, e trazer para você<br />
Um abraço e até a Espanha.</p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/chamadabahrein2012.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Enfim, Nico!</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 21:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[F1]]></category>
		<category><![CDATA[GP da China 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Brilhante nos treinos e na estratégia de uma parada a menos, Nico Rosberg desencantou na Fórmula 1 em um final de semana todo prateado, que ratificou a força da Mercedes em 2012, mesmo com o abandono de Schumacher por um erro no pit-stop. Pole com sobras Nas três semanas que separaram o GP da Malásia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brilhante nos treinos e na estratégia de uma parada a menos, Nico Rosberg desencantou na Fórmula 1 em um final de semana todo prateado, que ratificou a força da Mercedes em 2012, mesmo com o abandono de Schumacher por um erro no pit-stop.<span id="more-10396"></span></p>
<p><strong>Pole com sobras</strong></p>
<p>Nas três semanas que separaram o GP da Malásia do GP da China, praticamente todas as atenções estavam no que ainda vai acontecer, se acontecer, no GP do Bahrein. Dos pilotos, quem menos aproveitou o período de recesso foi Felipe Massa, que se viu massacrado pela imprensa italiana na primeira semana após o GP malaio. O brasileiro foi para Maranello trabalhar com a equipe para tentar melhorar seu desempenho já na China. A Ferrari trouxe vária atualizações aerodinâmicas para tentar resolver o problema se velocidade em reta, seu maior problema atualmente.</p>
<p>A Red Bull também trabalhou para tentar voltar a primeira fila do grid, e trabalhou nos carros de Vettel e Webber de maneira diferente; enquanto o bicampeão foi para a pista com o escapamento usado na Malásia, Webber utilizou uma configuração diferente.</p>
<p>E são os times prateados que parecem mesmo em estado de graça. A McLaren com seu bico tradicional e a Mercedes com um sistema de dutos do aerofólio dianteiro que realmente é de engenharia pura. Na prática, o que o time alemão realizou é a inversão do tradicional fluxo de ar da frente para a traseira do carro, fazendo com que seja aberta uma entrada de ar simultaneamente a abertura da asa traseira, e este fluxo de ar, que passa pela abertura da asa traseira, é conduzido até a asa dianteira por dutos internos, diminuindo o arrasto aerodinâmico por praticamente anular o downforce na asa dianteira. Esses engenheiros&#8230;</p>
<p>Michael Schumacher agora não precisa mais se preocupar em esconder a parte debaixo do bico do carro como fez na Austrália, já que a FIA aprovou o sistema, e o heptacampeão sabe, como poucos, usar de uma vantagem competitiva na pista. Os treinos livres foram dominados por ele, tendo sempre Hamilton por perto. Hamilton, contudo, perderia cinco posições no grid por causa de uma troca do câmbio e largaria, na melhor das hipóteses, em sexto. O inglês bem que tentou, mas com o segundo melhor tempo do treino oficial, Hamilton largou apenas em sétimo. Melhor para Webber (sexto), Button (quinto) e Raikkonen (quarto).</p>
<p>Para confirmar a boa fase da Sauber, Kobayashi colocou o carro suíço na terceira posição do grid, logo atrás de Schumacher. Até este último, todos favorecidos pela punição de Hamilton. Só que quando se faz a primeira pole position da carreira, ela tem que ser legítima, certo? Pois foi assim, com legitimidade, que Nico Rosberg conseguiu superar a todos, até com certa facilidade, em seu 110º GP e colocar a Mercedes na pole depois de mais de cinco décadas. Um feito e tanto e, provavelmente, a primeira fila mais germânica de todos os tempos. Era de se esperar Vettel nesta disputa, mas o escapamento velho o deixou apenas na 11ª posição, fora do Q3. Perez, Maldonado e Alonso completaram os dez peimeiros, enquanto Massa, ao que parece, não trabalhou o suficiente ou na coisa certa, ficando apenas em 12º.</p>
<p>Rosberg e Schumacher na primeira fila, Kobayashi e Raikkonen na segunda, Vettel fora do primeiro pelotão e promessa de uma grande corrida.</p>
<p><strong>Hoje ninguém me pega</strong></p>
<p>Disposto a vencer e sem demonstrar sentir-se pressionado, Rosberg largou muito bem e foi embora, enquanto Button pulou para a terceira posição. Kobayashi não conseguiu se segurar na frente e caiu para sexto. Alonso e Massa ganharam algumas posições. Massa foi ate tocado por Senna, que teve o bico da Williams um pouco danificado, mas sem grandes prejuízos para ambos. Quem ficou ainda mais para trás foi Vettel, caindo para décimo quarto na primeira volta.</p>
<div id="attachment_10398" class="wp-caption aligncenter" style="width: 629px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/1-Nico-Rosberg-largou-muito-bem-e-deixou-o-problema-para-Schumacher-segurar-os-carros-da-McLaren.jpg" alt="" title="1-Nico Rosberg largou muito bem e deixou o problema para Schumacher segurar os carros da McLaren" width="619" height="464" class="size-full wp-image-10398" /><p class="wp-caption-text">1-Nico Rosberg largou muito bem e deixou o problema para Schumacher segurar os carros da McLaren</p></div>
<p>Mais algumas voltas e Pérez já aparecia na frente do companheiro Kobayashi, e as câmeras de TV já focavam o mexicano na espera de uma repetição do que aconteceu na Malásia, mesmo sem chuva.</p>
<p>Com apenas sete voltas completadas, Webber abre os serviços de pit-stop, e logo demonstra que com sua estratégia não era tão ruim, já que começou girar muito rápido. Neste momento, Rosberg tinha mais de três segundos a frente de Schumacher e este parecia um verdadeiro escudeiro, segurando todo um pelotão. A parada mais disputada foi entre Hamilton e Raikkonen, que entraram juntos e saíram lado a lado no pit lane, com vantagem para o inglês que saiu a frente e ainda deixou Webber entre ele e Raikkonen logo na sequencia, em um retorno a pista super disputado.</p>
<p>Tudo ia bem para a Mercedes quando Schumacher fez sua parada para troca de pneus, primeiro que Rosberg, inclusive. O pneu dianteiro direito foi trocado, assim como os demais, mas o “homem da pistola” não se entendeu com o “homem do pirulito” e este último liberou o alemão antes do aperto da porca. Schumacher abandonou logo no retorno a pista, fechando com “chave de roda” seu final de semana, típico de um segundo piloto.</p>
<p>Voltadas as atenções para a pista e sem fazer sua parada, era Perez quem liderava a prova, mostrando bom equilíbrio da Sauber, e quando o mexicano foi para os boxes, a liderança caiu no colo de Massa, só que mesmo retardando a parada, Massa foi alcançado por Rosberg, já de calçados novos, e foi ultrapassado com facilidade.</p>
<div id="attachment_10400" class="wp-caption aligncenter" style="width: 629px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/2-Button-mesmo-largando-mais-atrás-era-apontado-como-favorito-mas-o-segundo-lugar-também-foi-ótimo-para-o-campeonato.jpg" alt="" title="2- Button, mesmo largando mais atrás, era apontado como favorito, mas o segundo lugar também foi ótimo para o campeonato" width="619" height="383" class="size-full wp-image-10400" /><p class="wp-caption-text">Button, mesmo largando mais atrás, era apontado como favorito, mas o segundo lugar também foi ótimo para o campeonato</p></div>
<p>Uma briga intensa entre Raikkonen e Alonso se travava enquanto Vettel vinha recuperando posições de forma consistente. Já era momento de uma segunda rodada de pit stops e as brigas se espalhavam pela pista. Button contra Maldonado, Massa segurando Hamilton e Webber, depois Button contra Vettel, Perez lutando muito com Hamilton e Webber, enfim, brigas que tornaram a prova disputadíssima depois de um inicio bem monótono. E Button era o grande favorito neste momento, pois girava mais rápido que Rosberg e se as estratégias fossem as mesmas, venceria ate com certa facilidade.</p>
<div id="attachment_10401" class="wp-caption aligncenter" style="width: 358px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/3-Massa-segue-sem-pontuar-e-desta-vez-chegou-até-a-liderar-a-prova.jpg" alt="" title="3-Massa segue sem pontuar, e desta vez chegou até a liderar a prova" width="348" height="464" class="size-full wp-image-10401" /><p class="wp-caption-text">Massa segue sem pontuar, e desta vez chegou até a liderar a prova</p></div>
<p>As brigas continuavam, com Pérez segurando Hamilton o quanto podia, mesmo a custa de muitas fritadas de pneus. E Massa, nesta altura em quinto, segurava uma fila com Raikkonen, Kobayashi, Vettel e Grosjean.</p>
<p>No momento mais tenso da prova, Webber erra a entrada da grande reta, sai da pista, e ao tocar na zebra toma um grande susto quando a frente do Red Bull levanta de maneira muito perigosa, quase levantando vôo literalmente. Não passou de um frio na espinha apenas e Webber continuou na prova sem maiores problemas.</p>
<p><strong>Os bens da Mercedes</strong></p>
<p>Button então vai para sua terceira parada e a equipe se atrapalha com o pneu traseiro esquerdo. O inglês perde mais de seis preciosos segundos, e volta pra pista disposta a recuperar terreno. Com a parada de seu principal oponente, Rosberg voltava para a ponta enquanto atrás dele vinham, em um bloco único, Raikkonen, Vettel, Button, Grosjean, Webber, Senna, Hamilton, Maldonado e Alonso. Obviamente, muita briga ainda era esperada, e começou com Alonso tentando para cima de Maldonado e saindo da pista, voltando perigosamente a frente de Pérez, mas o mexicano não quis nem saber em tirar o pé e passou Alonso. Quando todos chegaram em Grosjean, a briga entre eles teve direito a faísca e tudo.</p>
<div id="attachment_10402" class="wp-caption aligncenter" style="width: 629px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/4-Vettel-ainda-não-foi-nem-ao-pódium-em-2012-mas-mostrou-que-segur-competitivo.jpg" alt="" title="4- Vettel ainda não foi nem ao pódium em 2012, mas mostrou que segur competitivo" width="619" height="464" class="size-full wp-image-10402" /><p class="wp-caption-text">Vettel ainda não foi nem ao pódium em 2012, mas mostrou que segue competitivo</p></div>
<p>Raikkonen era segundo, com apenas duas paradas assim como Rosberg e Vettel, por exemplo, e já faltavam poucas voltas para o final. Só que quando se anda nestas condições, qualquer vacilo pode significar muito, e foi o que aconteceu. Vettel e Button passaram no erro do finlandês, que depois foi caindo, caindo, caindo, até chegar em um insignificante décimo quarto lugar.</p>
<p>E o que esperar de uma briga entre Perez e Kobayashi então? Ambos desceram a grande reta se espremendo, quase se tocaram na parte suja (aliás, põe sujeira nisso) mas o japonês mostrou o arrojo de seu cartão de visitas de anos atrás e passou Pérez.</p>
<p>Menos desastroso que Raikkonen, quem também não segurou a estratégia de duas paradas foi Vettel, que perdeu rendimento no final da prova e acabou ficando apenas com a quinta posição.</p>
<div id="attachment_10403" class="wp-caption aligncenter" style="width: 629px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/5-Brigas-intensas-durante-a-prova.-Nesta-Alonso-era-o-recheio.jpg" alt="" title="5- Brigas intensas durante a prova. Nesta, Alonso era o recheio" width="619" height="383" class="size-full wp-image-10403" /><p class="wp-caption-text">Brigas intensas durante a prova. Nesta, Alonso era o recheio</p></div>
<p>Mas o dia era mesmo de Rosberg. Com uma parada a menos que Button, o alemão venceu na base da estratégia e do equilíbrio da Mercedes. Sua primeira vitoria em seu 111º GP na carreira. Os pilotos da McLaren, Button e Hamilton, completaram o pódium da Mercedes, para alegria do diretor esportivo da marca alemã Norbert Haug. Webber e Vettel vieram logo atrás.</p>
<p>Destaque também para as excelentes provas de Grosjean, Senna e Maldonado, que marcaram importantes pontos para suas equipes. Grosjean, enfim, conseguiu tirar um pouco da pressão sobre os ombros com este resultado, valorizado pela queda de rendimento de seu companheiro Raikkonen no final já que ambos fizeram a mesma estratégia de duas paradas. Alonso foi o nono e Kobayashi completou os dez primeiros a frente se seu companheiro Pérez.</p>
<div id="attachment_10404" class="wp-caption aligncenter" style="width: 627px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/6-Mesmo-com-este-pequeno-erro-Bruno-Senna-vem-se-consolidando-na-equipe-e-começa-a-pegar-gosto-por-pontuar.jpg" alt="" title="6- Mesmo com este pequeno erro, Bruno Senna vem se consolidando na equipe e começa a pegar gosto por pontuar" width="617" height="421" class="size-full wp-image-10404" /><p class="wp-caption-text">Mesmo com este pequeno erro, Bruno Senna vem se consolidando na equipe e começa a pegar gosto por pontuar</p></div>
<p>A Mercedes venceu depois de 57 anos, e desde que assumiu o carro da equipe alemã, Rosberg foi constantemente superior a Schumacher. Mesmo voltando de aposentadoria, o heptacampeão era sempre esperado brigando por vitórias, mas Rosberg nunca baixou sua guarda e foi superior todo este tempo. É verdade, que Rosberg venceu sem Schumacher na pista, exatamente em um momento em que ele, Schumacher, se mostra mais acostumado ao carro e melhor preparado para brigar na frente, mas isso é o de menos. De uma vez só, Rosberg pôs fim ao jejum de poles e escreveu seu nome na galeria dos vencedores. Prometeu que esta será apenas a primeira de muitas, mas pode até sonhar mais alto se lembrar que seu pai, Keke Rosberg, quando foi campeão em 1982, venceu apenas uma etapa do campeonato. Isso, pelo menos, Rosberg já fez.</p>
<p>A Fórmula 1 tem agora Lewis Hamilton na liderança do campeonato com seus três terceiros lugares, seguido de Jenson Button e Fernando Alonso. Logo depois vem a dupla da Red Bull, com Webber a frente de Vettel e só então aparece Rosberg, em sexto.</p>
<p>No Bahrein, todas as atenções para a que a tensão política que vive o país não produza nada de negativo para os profissionais que lá trabalharão. Para mim, uma decisão equivocada da FIA, pois a Fórmula 1 só tem a perder com isso. De qualquer forma, que as brigas fiquem dentro da pista apenas.</p>
<p>Um abraço e até lá!</p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/04/chamadagpchina2012.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Emociona por isso</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 23:09:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Alonso]]></category>
		<category><![CDATA[GP da Malásia 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Hamilton]]></category>
		<category><![CDATA[Perez]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma inesperada vitória de Fernando Alonso e um improvável segundo lugar de Sergio Pérez colocam pimenta no campeonato, mexem com a classificação e trazem emoção para um campeonato que começa cheio de alternativas. Prata em alta Como aconteceu na primeira etapa na Austrália, os bólidos prateados de McLaren e Mercedes deram o tom dos treinos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma inesperada vitória de Fernando Alonso e um improvável segundo lugar de Sergio Pérez colocam pimenta no campeonato, mexem com a classificação e trazem emoção para um campeonato que começa cheio de alternativas.<span id="more-10317"></span></p>
<p><strong>Prata em alta</strong></p>
<p>Como aconteceu na primeira etapa na Austrália, os bólidos prateados de McLaren e Mercedes deram o tom dos treinos na pista de Sepang e, desde a sexta-feira, era fácil ver que a pole position ficaria com um dos carros destas duas equipes. A Red Bull ainda não tem um desempenho tão bom quanto do ano passado, mas isso não compromete tanto o time como se ouviu, por exemplo, sobre a Ferrari ao longo da semana passada.</p>
<p>Com um desempenho muito aquém do que a própria Ferrari imaginava para este início de temporada, a equipe decidiu trocar o chassi do carro de Felipe Massa e isentar o piloto sobre o que chamou de “desempenho incomum” da máquina do brasileiro em terras australianas, dando-lhe uma chance de se redimir e silenciar um pouco a imprensa italiana que já o aponta como sendo o maior problema da Ferrari. Foi feita inclusive uma enquete pela revista Autosprint que mostrou Rubens Barrichello, atualmente na Fórmula Indy, como o substituto ideal de Massa no time de Maranello. Pérez, Kobayashi e o aposentado Trulli também foram citados, mas o que realmente chama a atenção é que apenas 5% dos votantes acham que Massa deve ser mantido. É muito difícil, numa equipe onde o sangue ferve mais que o radiador, que o piloto tenha tranquilidade suficiente para não se deixar influenciar pelas “cornetadas” da imprensa. Pelo menos nos treinos, a mudança de chassi não mostrou a evolução esperada, apenas sinalizou uma melhora que, ainda assim, não rendeu para Massa uma posição melhor que a 12ª no grid, enquanto Alonso era o 8º. Mas a chapa do brasileiro ainda ia esquentar mais na quente e úmida Malásia.</p>
<p>Nas quatro primeiras filas, as quatro melhores equipes da temporada até agora, com a McLaren repetindo com Hamilton e Button a dobradinha de uma semana antes. Enquanto isso, Michael Schumacher parece estar mesmo decidido a complicar a busca da primeira vitória na Fórmula 1 de seu companheiro Nico Rosberg. O heptacampeão conseguiu uma excelente terceira posição no grid e dava pinta de que iria sim brigar pela vitória ou, pelo menos, pelo pódium. Webber ficou na frente de Vettel, o que não é muito comum, e Raikkonen ficou em quinto na classificação, mas perdeu cinco posições pela troca do câmbio do Lotus, “promovendo” assim Vettel, Grosjean, Rosberg, Alonso e Pérez em uma posição, largando, portanto, apenas em décimo. Bom resultado de Pérez, visto que seu companheiro Kobayashi foi apenas 17º.</p>
<p>Pastor Maldonado, que fez excelente prova na Austrália até bater sozinho, conseguiu ficar a frente da Ferrari, como havia dito que era possível nos dias que sucederam a abertura do mundial. Massa foi a vítima do venezuelano, e Senna ficou logo atrás do brasileiro, em 13º. Isto tudo aconteceu no seco, já que a chuva prevista para os treinos livre e oficial não deu as caras e guardou todas as forças para a corrida. E ela foi decisiva, como quase sempre.</p>
<p><strong>Água benzida sobre a Ferrari</strong></p>
<p>Com a pista molhada, todo mundo se calçou de pneu intermediário para o início da prova, e a previsão de mais água durante a realização da etapa malaia era grande, o que obrigaria o uso do pneu de chuva intensa.</p>
<div id="attachment_10319" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpmalasia201201.jpg" alt="" title="gpmalasia201201" width="650" height="433" class="size-full wp-image-10319" /><p class="wp-caption-text">Hamilton segurou a ponta na largada, ainda com pista apenas úmida.</p></div>
<p>Hamilton aprendeu como se manter na frente na largada e completou a primeira curva em primeiro, seguido por Button. Grosjean fez ótima largada, mas jogou a corrida fora logo nas primeiras curvas depois de parar na brita ao tocar em Schumacher, fazendo o alemão rodar e perder muitas posições. Com dois competidores fora e uma ultrapassagem, Alonso já aparecia em quinto e Maldonado já era sétimo. E foi logo no início da prova que Pérez fez uma escolha que influenciaria diretamente no resultado final. Seu companheiro, Kobayashi, já era nono.</p>
<p>A chuva chegava cada vez mais e mais forte, fazendo com que todos seguissem para os boxes para a troca. Quem não havia entrado nos boxes mas mesmo assim saiu de lá por causa da chuva intensa foi o safety car, interrompendo a corrida na sétima volta depois que Vettel, Rosberg e Pérez, entre outros, andaram passeando pela grama do circuito de Sepang. Depois de três voltas, a direção de prova decide pela interrupção da mesma até que a pista voltasse a ter condições mínimas para o reinício de prova.</p>
<div id="attachment_10321" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpmalasia201202.jpg" alt="" title="gpmalasia201202" width="650" height="431" class="size-full wp-image-10321" /><p class="wp-caption-text">Guarda-chuva é coisa do passado, a moda agora são as tendas. Pode chover que o churrasco tá garantido.</p></div>
<p>Nestes minutos de interrupção, vários pilotos conversavam entre si, e Alonso começava a sua tentativa de convencer todos de não voltarem e de a prova terminar ali, afinal, na condição da Ferrari hoje, o espanhol provavelmente estava pensando que mais valia um quinto lugar pela metade do que vários pontos voando. Mas a chuva deu uma trégua e o safety car voltou para a pista e, depois de mais três voltas, relargada com Hamilton, Button, Pérez, Webber, Alonso, Vettel, Vergné, Massa e Rosberg nas nove primeiras posições. O décimo era Narain Karthikeyan, com a HRT. Não acredita? Acho que ninguém acreditava mesmo, mas a explicação era a opção de não ter parado para a troca de pneus.</p>
<p>Já na relargada, muitos voltaram para os boxes para recolocarem os pneus intermediários. Alonso ganha a posição sobre os dois McLaren e quem apareceu na frente foi Sergio “Ligeirinho” Pérez, que ao voltar de sua parada se manteve em segundo. E os favoritos continuavam com problemas. Depois de Schumacher, que vinha se recuperando lá atrás, foi a vez de Button errar e ter o bico do carro avariado após bater na traseira da HRT de Karthikeyan, caindo várias posições.</p>
<div id="attachment_10323" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpmalasia201203.jpg" alt="" title="gpmalasia201203" width="650" height="487" class="size-full wp-image-10323" /><p class="wp-caption-text">Dominante nos treinos, a McLaren não traduziu em vitórias sua superioridade técnica.</p></div>
<p>Rosberg, Vettel e Raikkonen estavam muito próximos brigando pela quinta posição, e Rosberg perde ambas as posições e fica ameaçado por Webber. Nesta fase da prova, a vida de Massa, que já era difícil, ficou pior ainda com a saída de pista e a perda de posições para Di Resta e Vergné. Mais algumas voltas e o brasileiro decidiu ir para os boxes, o que o fez perder mais algumas posições, uma delas para Bruno Senna, que vinha em uma ótima recuperação depois da largada conturbada.</p>
<p>Era apenas metade da prova e a pista já havia praticamente secado. Com isso, Button voava lá no fundo do grid, mas muito longe dos pontos, e a primeira posição no campeonato estava ameaçada.</p>
<p>Alonso, com a pista ainda úmida, fazia boas voltas, mas surpreendentemente, Sergio Pérez respondia e começava a tirar a diferença. Até que alguém resolveu arriscar com pneus de pista seca. Daniel Ricciardo, da Toro Rosso, foi para a pista com “calçado liso” e começou a virar muito rápido, fazendo com que todos optassem então pelo pneu slick. Dos líderes, Alonso parou primeiro, pois já estava na mira de Pérez, muito ameaçado. Foi aqui que, em meu ponto de vista, Pérez perdeu a grande chance de assumir a ponta da prova, pois o desgaste de uma volta a mais de pneus intermediários fez com que o mexicano voltasse mais distante de Alonso na briga pela vitória.</p>
<p>Só que mesmo sem água, Pérez começou a “remar” tudo de novo e tirar a diferença para Alonso, já que, no seco, a Ferrari voltava a ser a problemática Ferrari das críticas dos tifosi. Mas a emoção começava a tomar conta de quem assistia a prova. Alonso ou Pérez se encaminhavam para uma vitória improvável e inesperada nesta altura da prova. Ainda deu tempo de Vettel ter um pneu furado por, assim como Button, ter encostado em um obstáculo da pista (leia-se HRT) e sair da zona de pontuação.</p>
<p>Faltando sete voltas para o final, à equipe Sauber tentou conter o garoto Pérez dizendo que os pontos eram de fundamental importância para a equipe. Embora neguem, sem dúvida, isso foi um balde de água fria que pode até ter desconcentrado o mexicano, e Pérez teve que ir buscar o carro na área de escape depois de uma saída inesperada. De prejuízo mesmo, só a perda tempo e a possibilidade de vitória ficar mais distante.</p>
<div id="attachment_10325" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpmalasia201204.jpg" alt="" title="gpmalasia201204" width="650" height="487" class="size-full wp-image-10325" /><p class="wp-caption-text">Sergio Pérez pôs o México de volta ao pódium depois de mais 40 anos</p></div>
<p>Na última briga da prova, Vergné, Hulkenberg e Maldonado lutavam pelas últimas colocações na zona de pontos, até que Maldonado, de novo na volta final, teve problemas. Desta vez, foi o motor Renault da Willians que o deixou na mão e deu um pontinho para Schumacher.</p>
<p><strong>Alegria e choro contido nos boxes</strong></p>
<p>Alonso levou a Ferrari para a bandeira quadriculada de maneira controlada e vibrou muito com a vitória na Malásia, mas a emoção foi dividida também com a equipe Sauber e o segundo lugar do valente Sérgio Perez. A vitória parecia certa, o que seria a primeira da Sauber, mas a segunda colocação e os dezoito pontos também foram muito importantes. Hamilton destoou, de novo, da alegria incontida dos dois primeiros colocados. Pela segunda vez seguida, Hamilton largou na pole e chegou em terceiro, e deu poucos sorrisos no pódium.</p>
<div id="attachment_10327" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpmalasia201205.jpg" alt="" title="gpmalasia201205" width="650" height="487" class="size-full wp-image-10327" /><p class="wp-caption-text">Melhor corrida de Bruno Senna na carreira e um excelente sexto lugar</p></div>
<p>Destaque também para as boas corridas de Raikkonen, que chegou em quinto, e de Bruno Senna, com uma importante sexta colocação para a Williams. Bruno ultrapassou vários adversários e fez muito, pois chegou a estar na última colocação da prova.</p>
<p>O campeonato mostra agora Alonso em primeiro lugar no mundial de pilotos, o que ninguém poderia esperar. Os carros da McLaren continuam fortes e a Mercedes se mostrou bastante combativa. Mas existem desapontamentos ainda, especialmente com Massa e, agora, Grosjean. Massa continua seu calvário, chegou apenas na décima quinta posição e viu Alonso vencer. O francês tem um excelente carro, treina bem, mas não conseguiu completar meia dúzia de voltas em duas corridas.</p>
<div id="attachment_10328" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpmalasia201206.jpg" alt="" title="gpmalasia201206" width="650" height="487" class="size-full wp-image-10328" /><p class="wp-caption-text">Alonso foi irrepreensível, contou com a sorte e levou a problemática Ferrari no braço atá a linha de chegada. </p></div>
<p>Mas a imagem do final de semana, para mim, é a da emoção contida de Peter Sauber, comemorando com a equipe um segundo lugar importante, histórico, tantas vezes desprezado por alguns torcedores. As lágrimas não caíram como a chuva, mas devem mudar o clima da equipe assim como a precipitação atmosférica o fez.</p>
<p>E, por falar em clima, é neste de “e agora, o que será que vai acontecer?”, que a Fórmula 1 segue para a China, disposta a mais surpresas e mais emoções.</p>
<p>Um abraço e até lá.</p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/chamadagpmalasia2012.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Não é bem assim</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 12:46:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Australia 2012]]></category>
		<category><![CDATA[F1]]></category>
		<category><![CDATA[GP Australia 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Não que a vitória de Jenson Button e o resultado em si da corrida tenham sido uma surpresa total, mas se eu vivesse apenas de minhas previsões, certamente, morreria de fome. Apostas e respostas Como se diz no futebol, treino é treino e jogo é jogo. Na Fórmula 1, os treinos do GP da Austrália [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não que a vitória de Jenson Button e o resultado em si da corrida tenham sido uma surpresa total, mas se eu vivesse apenas de minhas previsões, certamente, morreria de fome.<span id="more-10267"></span></p>
<p><strong>Apostas e respostas</strong></p>
<p>Como se diz no futebol, treino é treino e jogo é jogo. Na Fórmula 1, os treinos do GP da Austrália já fariam parte do “jogo”, o primeiro da temporada, e seriam comparados com as planilhas da pré-temporada. O ditado futebolístico, então, se confirmou em muita coisa.</p>
<p>A Red Bull não apareceu dominante na pré-temporada, é verdade, mas ninguém esperava que os rubrotaurinos continuariam discretos nos treinos. Na sexta-feira, como de costume, não fizeram suas avaliações sem se preocuparem com os primeiros tempos, mas quando chegou o treino oficial, nenhum dos carros alinhou na primeira fila, sequer na segunda. Correndo em casa, Mark Webber já havia dito em entrevistas que a tática para derrotar o bicampeão Sebastian Vettel em 2012 era tentar largar na frente dele. Certo, mas a idéia de Webber era partir da pole position, e não apenas da quinta posição, mais de sete décimos atrás do lugar esperado. Ao menos, ficou na frente de Vettel.</p>
<p>Outra previsão era a de que a Lotus poderia incomodar as grandes. Até aí, uma surpresa positiva, pois o time preto e dourado conseguiu colocar um carro na segunda fila, na terceira posição, só que a certeza era de que este carro teria Kimi Raikkonen ao volante, e não Romain Grosjean, seu parceiro de equipe. Nada contra o francês, que é veloz, mas Raikkonen não esperava conseguir apenas a 18ª posição no grid, que seria a 17ª com a punição de Sergio Perez, da Sauber.</p>
<p>No mesmo tom, as boas performances da Mercedes na pré-temporada deveriam ser confirmadas no grid, e foram, só que foi Schumacher quem superou, com certa folga, o compatriota Nico Rosberg, conseguindo a quarta posição no grid, deixando Rosberg apenas em sétimo. Nada muito incomum, principalmente se comparado ao gesto de Schumacher, no treino livre, quando saiu da pista e foi “ajudar” os fiscais a retirar o carro da caixa de brita. A “ajuda” tinha, na verdade, o objetivo de evitar que a parte inferior do bico do carro fosse fotografada, e que já havia sido alvo de protestos principalmente das concorrentes diretas. Agora, mal na foto mesmo ficou a Ferrari.</p>
<div id="attachment_10269" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpaustralia201201.jpg" alt="" title="" width="650" height="433" class="size-full wp-image-10269" /><p class="wp-caption-text">Assim começa 2012</p></div>
<p>Massa começou a temporada errando e ficando atolado no primeiro treino livre da temporada, ainda na sexta. Na imagem da transmissão, a cara do pai, Titônio Massa, nos boxes da equipe italiana, disse tudo. Uma luta inglória com o carro durante todo o final de semana, e nada além de um 16º lugar no grid. O inferno de Massa só não foi maior porque Alonso, que também lutou muito com o carro indócil, escapou da pista praticamente da mesma forma, só que no Q2, o que o fez ficar apenas com a 12ª posição na largada. Nenhum carro vermelho no Q3 e o discurso de que “ainda temos que trabalhar duro este ano” mostra a equipe de Maranello realmente em uma situação difícil.</p>
<p>Mas nem tudo foi surpreendente ruim, afinal, se alguns perdem é porque outros ganham, não é mesmo? E quem tratou de surpreender, e muito, foi o venezuelano Pastor Maldonado. Com sua desconfiada Williams, mesmo equipada agora com motor Renault, Maldonado conseguiu um honroso oitavo lugar no grid, a frente de equipes em melhor fase com a Sauber, Force India e Toro Rosso, por exemplo. O feito de Maldonado pode ser considerado maior até do que a conquista da primeira fila pela McLaren e seu bico tradicional, sem degrau.</p>
<div id="attachment_10279" class="wp-caption aligncenter" style="width: 659px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpaustralia201206.jpg" alt="" title="gpaustralia201206" width="649" height="413" class="size-full wp-image-10279" /><p class="wp-caption-text">Schumacher esteve muito próximo de voltar ao podium desde seu retorno, mas ficou no quase, de novo.</p></div>
<p>Mostrando-se muito forte para o início de temporada, a McLaren viu Lewis Hamilton cravar a primeira pole do ano e Button conseguir um lugar ao seu lado na primeira fila com muita facilidade. Claro que era esperada a força do time inglês, só que Button era bem mais cotado para liderar os trabalhos do que Hamilton, ao menos na visão dos que acompanham a categoria. Hamilton tinha então a faca e o queijo na mão para começar a temporada por cima e reconquistar privilégios na equipe que o projetou. Esqueceu apenas de cominar com Jenson Button.</p>
<p><strong>Hora do show pra valer.</strong></p>
<p>Logo na largada, Button pulou na frente de Hamilton e Schumacher se posicionou em terceiro. Rosberg veio cortando todo mundo pelo meio e se posicionou em quarto na primeira curva. Muito bem também largaram Alonso e Massa, tentando ao menos alguns pontos ao final da prova. Bruno Senna se enroscou com Ricciardo e caiu para último. Quem também ficou para trás foi Grosjean, e acabou pagando caro por isso, porque atrás dele vinha um combativo Maldonado. Tão combativo e decidido que tocou no carro do francês quando tentava a ultrapassagem e acabou quebrando a suspensão dianteira da Lotus. Pouco depois, Maldonado erraria e perderia posições para Alonso, Weber e Massa, mas se recuperaria ainda.</p>
<div id="attachment_10271" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpaustralia201202.jpg" alt="" title="gpaustralia201202" width="650" height="433" class="size-full wp-image-10271" /><p class="wp-caption-text">Button toma a ponta e Rosberg (dir) faz ótima largada</p></div>
<p>Vettel mostrou-se Vettel ao recuperar a posição sobre Rosberg, por fora, com o arrojo que ainda está longe de perder. Perez e Kobayashi também se aproximavam dos dez primeiros. A vida de quem vem atrás é facilitada depois que Schumacher, que já tinha Vettel em seu retrovisor, comete um erro por um problema de câmbio e é obrigado a abandonar a prova, sem se preocupar com os fotógrafos desta vez.</p>
<p>Depois de uma rodada de pit-stops, Alonso consegue se posicionar a frente de Rosberg mas fica preso atrás da Toro Rosso do estreante Jean Eric Vergné e perde contato com Vettel, seu próximo objetivo na prova. Kimi Raikkonen, que vinha se recuperando bem na prova, foi um dos últimos a fazer o primeiro pit-stop. A Sauber optou por apenas um pit-stop para seus pilotos, e o resultado se confirmaria bom.</p>
<div id="attachment_10275" class="wp-caption aligncenter" style="width: 659px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpaustralia201204.jpg" alt="" title="gpaustralia201204" width="649" height="410" class="size-full wp-image-10275" /><p class="wp-caption-text">O quinto lugar de Alonso pode até ser comemorado pelos prognósticos do sábado. Que fase...</p></div>
<p>Enquanto Button sobrava na ponta, algumas brigas interessantes aconteciam. Alonso e Perez quase se acharam, como se diz na gíria das corridas. Massa, Kobayashi e Raikkonen, em determinado momento da prova, estavam disputando milímetros entre seus carros. Vettel começava a caçada sobre Hamilton, mas chegar em Button seria mais difícil, mesmo o inglês reclamando de problemas de vibração no carro depois do pit-stop.</p>
<p><strong>Button e Vettel sorriram. Hamilton fechou a cara.</strong></p>
<p>Boas disputas, bons pegas, mas o que poderia definitivamente trazer alguma emoção para a prova seria um safety-car, tão comum nas etapas australianas. E ele veio por uma manobra de Petrov, que parou seu Caterham na reta dos boxes, meio na pista meio fora dela, faltando vinte voltas para o final. Chamaram o safety-car e o caminhão da seguradora para retirar o carro verde da pista. Pelo menos esta interferência serviu para testar a nova regra que prevê que os retardatários podem descontar a volta de desvantagem em relação aos líderes. Momento de glória para Marussia, e desperdiçado pela HRT, que sequer largou na etapa australiana.</p>
<div id="attachment_10277" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpaustralia201205.jpg" alt="" title="egeg3" width="650" height="433" class="size-full wp-image-10277" /><p class="wp-caption-text">Button correu sem forçar, sem errar e sem dar chances aos adversários</p></div>
<p>Faltando 17 voltas, a prova recomeçou e Button tratou de abrir para Vettel, que havia ganho a posição de Hamilton na segunda rodada de pit-stop. Webber já era quarto, com Alonso em quinto e Maldonado sufocando o ferrarista até a última volta, até que&#8230;</p>
<p>Com o fraco desempenho de Senna, que foi tocado na largada e empurrado para fora da pista por Massa na fase final da prova, a Williams se preparava para começar o campeonato com mais pontos que obtidos que em toda temporada passada, mas Maldonado errou e bateu forte, literalmente despedaçando o carro e os pontos. Além de sair da prova, o carro e os destroços no meio da pista embolaram quem vinha atrás. Bom para Kobayashi, que conseguiu um excelente sexto lugar. Raikkonen, que largou nas últimas filas, chegou em uma ótima sétima colocação em seu retorno à Fórmula 1, seguido por Pérez, Ricciardo (que também fez uma ótima corrida) e Paul Di Resta, completando os dez primeiros.</p>
<div id="attachment_10273" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/gpaustralia201203.jpg" alt="" title="gpaustralia201203" width="650" height="487" class="size-full wp-image-10273" /><p class="wp-caption-text">Após a prova, Vettel foi cumprimentar Button, enquanto Hamilton não quis conversa com ninguém</p></div>
<p>O que mais chamou a atenção depois da bandeirada foi o semblante de Hamilton, fechado, casmurro, soturno. Se Hamilton era a felicidade no sábado, seu abatimento mostra que o amadurecimento tão necessário para os grandes campeões ainda não chegou para ele. Com o carro que tem, Hamilton tem tudo para fazer um grande campeonato ao lado de Button e aproveitar que a Ferrari, ao que parece, não vai incomodar neste início.</p>
<p>Minhas previsões são de que&#8230; ah, deixe prá lá. A certeza é de que o campeonato começou mostrando que as equipes prateadas, McLaren e Mercedes, podem sim ofuscar a hegemonia da Red Bull, e que devem ter a presença da Lotus intercalando posições lá na frente. A Williams parece melhor que as previsões, enquanto Sauber, Toro Rosso, e Force India vão brigar por pontos a foice.</p>
<p>Semana que vem, sem deixar o motor esfriar, já tem GP da Malásia, e nós estaremos acompanhando. Vai arriscar alguma previsão?</p>
<p>Um abraço e até lá.   </p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/chamadagpaustralia2012.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Os bons de bico</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 23:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
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		<category><![CDATA[temporada 2012 formula 1]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegando a hora do início de mais um mundial, é a vez de darmos uma passada pelos testes da pré-temporada, pelas equipes e pilotos, regulamento, etc, mas a grande atração e ao mesmo tempo incógnita deste início de temporada vai, literalmente, levar a gente no bico. Vamos conferir? Mas afinal, o que é aquele degrau? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegando a hora do início de mais um mundial, é a vez de darmos uma passada pelos testes da pré-temporada, pelas equipes e pilotos, regulamento, etc, mas a grande atração e ao mesmo tempo incógnita deste início de temporada vai, literalmente, levar a gente no bico. Vamos conferir?<span id="more-10189"></span></p>
<p><strong>Mas afinal, o que é aquele degrau?</strong></p>
<p>O regulamento de 2012, aprovado pela FIA, pouco mudou em relação ao do ano passado. Isso, pelo menos, no papel, já que nos carros a coisa foi bem perceptível. Com a alegação de que o bico dos carros estava ficando alto demais, o que poderia ocasionar conseqüências mais sérias em casos de acidentes onde o choque se dá em 90 graus entre os carros (batida em “T”), resolveram limitar a altura do bico em 55 cm do solo apenas. Nasceu então a “era dos ornitorrincos”, como a maioria da imprensa mundial tem chamado os carros deste ano. Quer dizer, a maioria deles, já que McLaren e Marussia, por exemplo, baixaram o bico sem aderir ao degrau para isso, deixando seus carros mais harmônicos em relação a concorrência.</p>
<div id="attachment_10192" class="wp-caption aligncenter" style="width: 509px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/abertura01.jpg" alt="" title="abertura01" width="499" height="333" class="size-full wp-image-10192" /><p class="wp-caption-text">A McLaren optou pelo bico clássico e, ao menos esteticamente, sai na frente</p></div>
<p>Solução encontrada por 10 entre 12 projetistas das equipes, o degrau não agrada esteticamente, mas carro bonito é carro vencedor, como disse o Diretor Chefe da McLaren Martin Whitmarsh, justamente ele que possui um dos carros sem o deselegante degrau.</p>
<p>Os difusores aquecidos, que melhoravam a performance dos carros através do direcionamento aerodinâmico dos gases do motor também foi banido pela FIA. As equipes, obviamente, já trabalharam nos carros com esta configuração de escapamento para se evitar este efeito, mas já tem equipe de olho no concorrente para ver se dá pra copiar alguma coisa.</p>
<div id="attachment_10198" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/abertura04.jpg" alt="" title="abertura04" width="620" height="230" class="size-full wp-image-10198" /><p class="wp-caption-text">A parceria com a McLaren fez com que a Marussia também apresentasse um carro sem degrau no bico</p></div><br />
As asas móveis continuam e ao que parece que vão ficar por muito tempo, assim como o KERS, embora este último não seja um recurso obrigatório para todas as equipes e, por isso, algumas delas vão sem o equipamento para a temporada, como aconteceu em 2011. Os pneus também devem se esfarelar menos, facilitando a vida do pessoal da limpeza depois da corrida, mas ainda assim não deve aliviar o ritmo de trabalho do pessoal dos pit-stops.</p>
<p><strong>Quem dançou na dança dos cockpits</strong></p>
<p>As chamadas equipes grandes mantiveram suas respectivas duplas de pilotos. Vettel e Webber na Red Bull, Button e Hamilton na McLaren, Rosberg e Schumacher na Mercedes e Alonso e Massa na Ferrari. Das outras oito equipes, apenas a Sauber também manteve a dupla do ano passado formada por Kamui Kobayashi e Sergio Perez. Daí para frente (ou para trás), o grid mudou muito.</p>
<p><div id="attachment_10194" class="wp-caption aligncenter" style="width: 587px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/abertura02.jpg" alt="" title="abertura02" width="577" height="384" class="size-full wp-image-10194" /><p class="wp-caption-text">Raikkonen vai tentar incomodar os times  grandes guiando muito e falando pouco, como sempre.</p></div>
<p>A Renault foi quem mais ousou. Trouxe de volta o campeão de 2007, Kimi Raikkonen e optou por resgatar para a Fórmula 1 o francês Romain Grosjean, que passou pela categoria em 2009 com atuações apagadas, mas redirecionou a carreira voltando para a GP2 e foi campeão ano passado. E a volta de ambos pode ser em grande estilo, como comentarei mais a frente.</p>
<p>Situação idêntica fez a Toro Rosso, que demitiu Jaime Alguerssuari e Sebastian Buemi para promover Daniel Ricciardo, australiano que correu pela HRT ano passado, e Jean Eric Vergné, outro francês, que vem da Fórmula Renault Series. Buemi ficou como piloto reserva da equipe.</p>
<div id="attachment_10197" class="wp-caption aligncenter" style="width: 587px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/abertura03.jpg" alt="" title="abertura03" width="577" height="353" class="size-full wp-image-10197" /><p class="wp-caption-text">Dois pilotos velozes e um carro em ascensão é a aposta da Force India</p></div>
<p>A Force India manteve Paul Di Resta e promoveu Nico Hulkenberg, que já teve passagem pela Williams em 2010 com direito a pole no GP do Brasil, lembram? Por falar em Williams, a equipe de Grove manteve Pastor Maldonado “a pedido de Hugo Chaves” (leia-se PDVSA) e trocou Barrichello por Bruno Senna, que também trouxe patrocínios fortes, dentre eles o da OGX, de Eike Batista.</p>
<p>Nas equipes do fundo do grid, a Marussia manteve Timo Glock e fechou com outro francês, Charles Pic, que veio da GP2. A Caterham, antiga Lotus Racing, dispensou o italiano Jarno Trulli já durante os testes da pré-temporada e trouxe Vitaly Petrov da Lotus Renault para o seu lugar, mantendo o finlandês Heikki Kovalainen. E, finalmente, na HRT, Narain Karthikeyan volta ao posto de titular e agora ao lado de Pedro De La Rosa, eterno piloto de testes da McLaren, e que disputou a temporada de 2010 pela Sauber.</p>
<div id="attachment_10200" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/abetura05.jpg" alt="" title="abetura05" width="620" height="390" class="size-full wp-image-10200" /><p class="wp-caption-text">O carro da HRT tem um design menos agrassivo para o degrau, uma pintura interessante e..... só por enquanto</p></div>
<p>Eu diria que é um grid interessante, mas me parece tecnicamente inferior ao do ano passado. Apesar de contar com 14 títulos (sete se Schumacher, dois de Vettel e Alonso e mais os de Button, Hamilton e Raikkonen), a Fórmula 1 não contará com a experiência de Rubens Barrichello e Jarno Trulli, além dos bons desempenhos de Adrian Sutil, por exemplo. Sutil foi condenado pela justiça por agredir um dos sócios da Lotus ano passado. Trulli foi dispensado aos 48 do segundo tempo em nome da “visão mercadológica mundial” e Rubens Barrichello foi preterido pelo pouco patrocínio que conseguiu comparado ao de Bruno Senna, mas o suficiente para o fizer migrar para a Fórmula Indy. Vou sentir saudades do Rubinho, pra mim, melhor que mais da metade do grid, sem dúvida.</p>
<p>Outros como Vittantonio Liuzzi, Karun Chandhok e Jerome D’Ambrosio não farão tanta falta assim, para ser polido. Nick Heidfeld, talvez. E ainda falta Robert Kubica, que segue em recuperação do grave acidente no Rali da Itália do ano passado. Durante este período, já foi cogitado para a própria Lotus e agora aparece como nome forte para substituir Massa na Ferrari ano que vem. Só que sua recuperação é delicada, teve inclusive nova fratura na mesma perna há poucos meses e, se voltar, não se sabe ao certo em que condições será. Ou seja, quase tudo igual há um ano atrás para o polonês.</p>
<p><strong>O que disseram os testes da pré-temporada</strong></p>
<p>Se eu tivesse que apostar meu salário, hoje, no campeão do mundo para 2012, eu apostaria de novo em Sebastian Vettel. Apesar de não ter demonstrado nos testes a mesma superioridade dos treinos nas etapas de 2011. O clima da equipe e as declarações de que <em>“não vai ser tão fácil”</em>, ou <em>“não tem mais bobo na Fórmula 1”</em>, já dão pinta de que o carro é, mais uma vez, extremamente competitivo. Webber, a outra parte interessada, diz que sua motivação está maior que nunca. Em resumo: a Red Bull vem com força de novo.</p>
<div id="attachment_10201" class="wp-caption aligncenter" style="width: 509px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/abertura06.jpg" alt="" title="abertura06" width="499" height="312" class="size-full wp-image-10201" /><p class="wp-caption-text">Vettel, que a cada corrida vencida troca de capacete, provavelmente vai exercitar a criativiade ainda mais este ano</p></div>
<p>A McLaren e seu bico clássico parece estar bem preparada também. Button e Hamilton fizeram tempos razoáveis, o carro é confiável, o time tem dinheiro. Resta saber como será que Hamilton vai andar este ano, porque Button se sente cada vez mais em casa e a imprensa alemã já insinua Hamilton na Mercedes ano que vem. Mercedes, aliás, que também fez uma boa pré-temporada, usando o carro do ano passado e deste ano. Nico Rosberg parece querer incomodar mesmo Schumacher, mas talvez isto ainda não se traduza em vitória propriamente,  pois o próprio chefe de equipe, Ross Brawn, disse que o carro ainda não é vencedor, mas o sinal é verde na equipe prateada.</p>
<div id="attachment_10204" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/abetura08.jpg" alt="" title="abetura08" width="500" height="323" class="size-full wp-image-10204" /><p class="wp-caption-text">Schumacher e Rosberg formam uma das duplas mais fortes da F1 atual mas a Mercedes ainda não fez um carro vencedor</p></div>
<p>Enquanto isso, na equipe vermelha, o alerta tem a mesma cor. A Ferrari parece não ter feito um carro para brigar por vitórias. Ao menos é isso que mostrou o cronômetro da pré-temporada. E, comparando o clima interno das escuderias, enquanto a equipe dos energéticos parece nas nuvens, a Ferrari trabalha bastante e de cara fechada. Mas o sinal de que as coisas estão ruins para o lado de Maranello é a Lei da Mordaça, proibindo seus pilotos de falarem sobre o carro ou sobre os testes nas entrevistas. Blefe? Há quem acredite que sim, como Jenson Button, mas o inglês parece meio sozinho nesta idéia. E é bom a Ferrari se cuidar.</p>
<p>Quem parece que vai aquecer o mundial é mesmo o “Homem de Gelo”. Econômico nas palavras mas esbanjando talento como se não tivesse se afastado da categoria, Kimi Raikkonen parece ser a (ótima) surpresa da temporada. O carro deve ajudar, pois seu companheiro Grosjean também fez bonito nos testes. A Renault nem chegou a fazer toda a pré-temporada por causa de um problema na suspensão do E20, como é chamado o carro deste ano, mas voltou afirmando ter resolvido o imprevisto e, como bônus, ainda fechou os testes com a melhor marca entre todas as equipes.</p>
<div id="attachment_10202" class="wp-caption aligncenter" style="width: 692px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/abertura07-682x1024.jpg" alt="" title="Scuderia Toro Rosso F1 Launch" width="682" height="1024" class="size-large wp-image-10202" /><p class="wp-caption-text">Por enquanto tudo é sorriso na Toro Rosso</p></div>
<p>No pelotão do meio devem permanecer a Force India, Toro Rosso e Sauber brigando por pontos preciosos. A experiência da temporada passada e da permanência de Perez e Kobayashi podem sim pesar a favor da Sauber, mas a Force India manteve o melhor estreante do ano passado, Di Resta, e confia muito na velocidade de Hülkenberg ao seu lado. Para a Toro Rosso, resta saber se a dupla está a altura do que a cúpula do time espera, já que a alegação para a demissão de Alguerssuari e Buemi foi o baixo nível de ambos comparado ao do carro. Não acho que os pilotos eram tão ruins assim, mas posso queimar a língua se a nova dupla mostrar melhores resultados.</p>
<p>E lá no fundo da classe, quer dizer, do grid, poderemos ter uma inversão de forças. Não estou falando de Marussia e HRT, que farão figuração novamente ao que tudo indica. Acredito sim que a Caterham possa tomar a frente da Williams. Ambas terão motor Renault, novo para a Williams e continuidade para a antiga Lotus Racing, só que os testes já mostraram que, do trio formado por Caterham (quando era Lotus), HRT e Marussia (que era Virgin), a primeira começa a se afastar das demais, deixando as duas últimas, literlamente, nas últimas posições. Resta saber como a Williams se sairá. Se irá juntar-se ao final do grid em definitivo, lembrando muito o que aconteceu com a Tyrrell no passado, ou se vai ressurgir e brigar, ao menos, no meio do pelotão. Isso acontece praticamente 20 anos depois do FW14B e sua suspensão ativa, para muitos, o Fórmula 1 mais perfeito de todos os tempos e que deu o único título de Nigel Mansell na categoria. Realmente o time de Grove, agora também sem um de seus fundadores, Patrick Head, vai precisar de muito mais que o dinheiro dos patrocinadores de seus dois pilotos.</p>
<p>Enfim, a temporada mais longa e com mais campeões de toda a história vai começar! Nós vamos acompanhar cada acelerada, cada curva, cada mudança de marcha ou de posição para ver, no final do campeonato, quem conseguiu fazer do degrau no bico do carro um trampolim para o degrau mais alto do pódium.</p>
<p>Fique conosco, e a gente se vê em Melbourne, Austrália, dia 17.<br />
Até lá! </p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2012/03/bonsdebico.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>O móbile que eu queria ter</title>
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		<comments>http://notransito.com/2012/02/o-mobile-que-eu-queria-ter/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 13:43:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe aqueles penduricalhos que ficam sobre o berço dos bebês para distraí-los com movimentos circulares e músicas cansativas? Então, o que vou mostrar não tem som nem movimento, mas tem mais peças. Eu não tenho certeza de quem teve a idéia, mas já tinha visto trabalho tão bom quanto feito pela antiga equipe Honda anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aqueles penduricalhos que ficam sobre o berço dos bebês para distraí-los com movimentos circulares e músicas cansativas? Então, o que vou mostrar não tem som nem movimento, mas tem mais peças.<span id="more-10113"></span></p>
<p>Eu não tenho certeza de quem teve a idéia, mas já tinha visto trabalho tão bom quanto feito pela antiga equipe Honda anos atrás, como mostra a foto abaixo.</p>
<p>E aproveitando o lançamento do novo carro da Mercedes para 2012, resolvi postar este artigo.</p>
<p>A penúltima equipe a apresentar seu carro para a temporada deste ano (a última será a HRT, para manter a tradição apenas), fez um trabalho tão minucioso com o carro de 2010 que mereceria aplausos só pela iniciativa. A seqüência de fotos abaixo mostra detalhes de um Fórmula 1 que poucos conhecem e menos pessoas ainda entendem o que cada um destes componentes é capaz de fazer no carro. Eu não tenho pretensão alguma de conhecer cada peça, mas é interessante ver como existem componentes comuns como parafusos e porcas, até os mais complexos e exclusivos, como o assento do cockpit, moldado para cada piloto.</p>
<p>Uma das coisas que me chama a atenção é a largura das rodas. Os sensores, as peças fundidas, as moldadas, as usinadas. Tudo é milimetricamente construído. Rolamentos, anéis, pinças e discos de freios, estes últimos responsáveis por parar o carro em poucos metros após atingirem velocidades acima dos 300 km/h.</p>
<p>Dá pra ver com nitidez a coluna de direção, o volante, os coletores das duas saídas de escapamento, a asa dianteira, o assoalho, a carenagem&#8230;</p>
<p>É de encher os olhos de qualquer um que admira, além da velocidade da máquina e da técnica do piloto, um projeto bem construído, uma mistura de precisão mecânica com arte em design. Assim que o queixo voltar ao lugar, façam seus comentários.</p>
<p>Um abraço.</p>

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		<title>2011 abriu asas e voou</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 04:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
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		<description><![CDATA[A volta do KERS, a inovadora asa traseira móvel e os pneus menos resistentes trouxeram para a Fórmula 1 a volta das ultrapassagens. É hora de olhar no retrovisor, analisar os fatos, os pilotos, as equipes e tentar imaginar o que vem em 2012. Ah, e tem imagens inéditas. A FIA deu asas pra quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A volta do KERS, a inovadora asa traseira móvel e os pneus menos resistentes trouxeram para a Fórmula 1 a volta das ultrapassagens. É hora de olhar no retrovisor, analisar os fatos, os pilotos, as equipes e tentar imaginar o que vem em 2012. Ah, e tem imagens inéditas.<span id="more-9596"></span></p>
<p><strong>A FIA deu asas pra quem sabe voar</strong></p>
<p>Quando as equipes apoiaram a volta do KERS para 2011, sabiam que isto apenas não seria possível para proporcionar o que a Fórmula 1 mais sentia falta nos últimos anos: as ultrapassagens. E o caminho encontrado pela FIA foi proporcionar aos carros ajustes aerodinâmicos dinâmicos, uma verdadeira ferramenta de ataque, auxiliada pela impossibilidade de defesa na mesma moeda por parte do atacado. Nasceu então a asa traseira móvel, com suas regras de abertura e fechamento em locais pré-determinados de cada circuito.</p>
<div id="attachment_9608" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano07.jpg" alt="" title="aultimadoano07" width="650" height="442" class="size-full wp-image-9608" /><p class="wp-caption-text">Nem sempre o segundo piloto é quem mais sofre</p></div>
<p>Confesso que, no começo, achei um tanto artificial, mas depois gostei e acho que esta mudança nas regras vem para ficar, assim como também acredito que a regra será aprimorada. O KERS, o outro recurso, não se mostrou tão eficiente assim com a adoção da asa móvel. É um componente caro e que deixou muitos pilotos insatisfeitos durante as provas, com seu funcionamento irregular. No entanto, acredito que este sistema fique até 2013, pelo menos, já que em 2014 os atuais 2.4 V8 serão substituídos pelos 1.6 V6 turbo.</p>
<p>Os pneus merecem um capítulo à parte. Eu que brinquei tanto que o sindicato dos “borracheiros” uma hora entraria com representação por melhores condições de salário e segurança, até tinha minhas razões. Os pneus Pirelli, que começaram esfarelando-se em poucas voltas nos primeiros GPs, realmente, influenciaram no resultado de algumas provas. Ao longo do ano, foram melhorando um pouco, tirando a imagem de “produto de baixa qualidade” como chegaram alguns a comentar. Ainda assim, foram nada mais que 1.111 pit-stops realizados durante a temporada, quase 60 por corrida. Cláusulas sindicais ainda devem ser reivindicadas (esta última palavra me tiraria do “Soletrando”)&#8230;</p>
<div id="attachment_9601" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano02.jpg" alt="" title="aultimadoano02" width="650" height="411" class="size-full wp-image-9601" /><p class="wp-caption-text">Esse menino vai longe...</p></div>
<p>O único piloto que nem se preocupou muito com asa móvel, KERS ou pneus foi Sebastian Vettel. Mais maduro que em 2010, Vettel aprimorou a técnica matadora de humilhar os adversários no Q3 e foi, de novo, recordista em vários quesitos. A juventude lhe consagrou o mais jovem bi-campeão, enquanto as 15 poles em uma só temporada lhe fizeram o maior de todos os tempos, só pra citar alguns dos recordes quebrados. Merecidamente, bicampeão mundial, e ponto final.</p>
<p>Já o vice, Jenson Button, também fez uma linda temporada. Com atuações de gala como no Canadá, Button foi muito superior a ele próprio em 2009, quando foi campeão. Deixou Hamilton para trás dentro da própria McLaren e seu estilo suave de pilotar, com certeza, angariou mais alguns milhares de fãs pelo mundo.</p>
<p>Fernando Alonso foi ao limite em 2011. Focado o tempo todo, Alonso logo percebeu que o pódium era o máximo, e por lá esteve 9 vezes, uma delas com vitória, e mais quatro vezes bateu na trave, chegando na quarta posição. Foi, de longe, muito superior ao companheiro Felipe Massa, o que deixa claro que Alonso fez a diferença na Ferrari, tirando leite de pedra por algumas vezes. E por falar em segundo piloto&#8230;</p>
<div id="attachment_9599" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano01.jpg" alt="" title="aultimadoano01" width="650" height="441" class="size-full wp-image-9599" /><p class="wp-caption-text">O engenheiro de Felipe Massa, Bob Smedley, dando dicas ao brasileiro</p></div>
<p>A imprensa italiana massacrou Felipe Massa, dizendo que o brasileiro foi decepcionante na temporada, que isso, que aquilo, e tem, em parte, razão. Massa não deu, em nenhum momento, indício de força para combater Alonso. Nos treinos, quase nunca largou na frente do espanhol, mas nas corridas&#8230; Sua melhor colocação foi o quinto lugar, por seis vezes. Não subiu ao pódium nenhuma vez, não venceu, e ainda esteve envolvido por várias vezes em acidentes e polêmicas com Lewis Hamilton, outro que deixou a desejar. O inglês, que ficou sem o pai como empresário e sem a namorada como consolo, perdeu o foco e vários pedaços do McLaren ao longo do ano, mas se re-encontrou, ao que parece, no final da temporada.</p>
<p><strong>A decepção, a revelação e um possível adeus</strong></p>
<p>Mas na opinião deste blogueiro colunista, no entanto, acredito que ninguém decepcionou mais que Mark Webber. Com um foguete nas mãos, o mesmo de Vettel, o australiano não pôde ser considerado nem um coadjuvante em 2011. Fez apenas três dobradinhas com o companheiro durante todo o ano, e só venceu na última etapa porque a equipe contou uma “historinha pra Bull dormir” e Vettel deixou Webber vencer. Parece em real fim de carreira, que pode ser em 2012, embora já esboce o discurso de que nunca esteve tão maduro.</p>
<div id="attachment_9603" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano03.jpg" alt="" title="aultimadoano03" width="650" height="435" class="size-full wp-image-9603" /><p class="wp-caption-text">A difícil vida de Rubens Barrichello</p></div>
<p>E fim de carreira é o que parece ser o destino de Rubens Barrichello, exceto pela vontade dele mesmo. Com sua temporada comprometida pela péssima construção do carro da Williams, Barrichello teve como momentos mais brilhantes as idas ao Q2 e os míseros quatro pontos conquistados na marra, ou seja, quase nada comparado ao que já fez e pode fazer. Sua pior temporada na carreira, porém, pode ter sido também a última, já que sua permanência na equipe Williams não está confirmada e há alguns pretendentes endinheirados para a mesma. Barrichello até tem procurado patrocínio em algumas empresas no Brasil, o que para muitos é humilhante e desnecessário, mas este gesto pode ser visto também como uma atitude de quem sabe que é capaz de continuar e é, sem sombra de dúvida, melhor que muitos que lá estão.</p>
<p>Bom, e de vez em quando aparece um cara que chama atenção, não é? No final de 2009 foi Kamui Kobayashi, com suas atuações em Interlagos e Abu Dhabi, e este ano a revelação veio do México. Sergio “Ligeirinho” Pérez, estreante, mostrou que é rápido, muito rápido, mas como todo jovem, precisa de tempo. Sofreu um grave acidente nos treinos de Mônaco e isso deve ter freado um pouco seu ímpeto. Apesar disto, seu nome foi ventilado nos lados de Maranello, para 2013 é verdade, já que tanto ele como Kobayashi serão mantidos na Sauber para o ano que vem. Vamos conferir o que o latino consegue, já que este ano o companheiro japonês foi muito superior na classificação geral. Dos demais estreantes (Paul Di Resta, Pastor Maldonado, Daniel Ricciardo e Jerome D’Ambrosio), somente o escocês da Force India conseguiu bons resultados, muito pelo seu talento e outro tanto pelo crescimento inegável da equipe indiana, a sexta força do ano.</p>
<div id="attachment_9606" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano05.jpg" alt="" title="aultimadoano05" width="650" height="421" class="size-full wp-image-9606" /><p class="wp-caption-text">Hamilton fez questão de não se mostrar abalado em nenhum momento</p></div>
<p>Quero discorrer (nossa!) também comentários sobre as equipes Mercedes e Lotus-Renault. A primeira ainda não tem um carro vencedor, fato, o que não preocupa Michael Schumacher, mas já começa a colocar em dúvida a carreira de Rosberguinho, que segue atrás de seu primeiro triunfo. Eu mesmo não acreditava que isso demoraria mais de duas temporadas completas desde sua chegada ao time prateado. Além disso, as comparações com Nick Heidfeld, o alemão que foi chamado às pressas para substituir Robert Kubica no começo do ano, e que também nunca venceu na Fórmula 1, são inevitáveis, mas o filho de Keke quer mostrar que pode vencer mais que as cinco vitórias do pai obteve. Agora, falar em título é mais complicado, embora o pai tenha ganho o seu no ano em que venceu apenas uma corrida (como isso mudou!). E quanto à Lotus-Renault, que convidou Heidfeld a se retirar depois de onze corridas e abriu chance para Bruno Senna, simplesmente, se perdeu na temporada e muito antes disto. Começou com dois pódiuns, um de Petrov e outro do próprio Heidfeld, nas duas primeiras etapas, mas não evoluiu nada durante o ano. Ao contrário, retrocedeu, quase sendo ultrapassada pela Force India na classificação geral.</p>
<p><strong>2012 e seus catorze títulos</strong></p>
<p>E continuando a falar da Lotus-Renault, que ano que vem será apenas Lotus, veio a maior surpresa até agora para a temporada 2012; a volta de Kimi Raikkonen, campeão de 2007 pela Ferrari. Depois de se aventurar pela sua paixão, as provas de rali, Raikkonen volta ao volante de um Fórmula 1 despertando incertezas de fãs e adversários. Claro que isto dependerá muito do carro a ser desenvolvido, mas ninguém coloca um campeão do mundo em uma “cadeira elétrica” por puro marketing. A dúvida é de como será o recomeço do finlandês, se mais fácil ou tão difícil quanto de outros que tentaram o retorno, não é Schumacher? Para companheiro de Kimi, a Lotus contratou Romain Grosjean, que já esteve por lá em 2009, substituindo Nelsinho Piquet. Saiu, foi campeão por onde passou, inclusive a GP2 deste ano, e retorna para a alegria dos franceses, que agora têm de volta um piloto para torcer. Quem nos lê sempre deve lembrar que citei a &#8220;entressafra francesa&#8221; na coluna “Le fonds de la fosse” há um ano. Mais recentemente, na coluna “Missão Impossível”, sobre o GP da Bélgica, disse que Grosjean era favorito à vaga na Lotus para 2012. Pena que aqui não valia pro bolão, mas tudo bem.</p>
<div id="attachment_9604" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano04.jpg" alt="" title="aultimadoano04" width="650" height="435" class="size-full wp-image-9604" /><p class="wp-caption-text">Olha ele aí, o cachorro que chamou a Hispânia para um racha no GP da India</p></div>
<p>Pois é, e já que Schumacher não resolve parar, por que não chamar então outro cara, digamos, mais experiente? Foi o que fez a Hispania, fechando com o eterno piloto de testes da McLaren, Pedro de La Rosa, para ocupar um de seus cockpits. Pode ser uma boa alternativa para as equipes menores, principalmente se o time técnico também puder contar com profissionais vindos de times mais experientes.</p>
<p>Com poucas vagas em aberto, alemães e britânicos devem continuar dominando a competição. Espanhóis e finlandeses devem ter mais de um piloto para torcer, enquanto a turma do “filho único”, que já inclui japoneses, suíços, mexicanos e venezuelanos, agora também deve contar com os brasileiros. Felipe Massa deve ser o único representante do Brasil na Fórmula 1, o que é uma péssima notícia para os fãs, em geral, da categoria. Sem alguém que lute por vitórias, como aconteceu este ano, os patrocinadores somem, a televisão diminui o investimento, e pode até ser que vamos ficar órfãos de algumas transmissões. Não imediatamente, já ano que vem, mas talvez em 2013.</p>
<div id="attachment_9607" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano06.jpg" alt="" title="aultimadoano06" width="650" height="411" class="size-full wp-image-9607" /><p class="wp-caption-text">Glock, tenha certeza, o Brasil te ama</p></div>
<p>Eu já disse que minha torcida não é única por brasileiros na pista. Apesar de ter Piquet como meu maior ídolo, Senna (o Ayrton, claro) como sinônimo de vitórias e Barrichello ter me levado às lágrimas tanto de alegria quanto de frustração, não acho que Felipe Massa tenha calibre, hoje,  para brigar lá na frente. No começo deste ano até disse que 2011 seria seu último ano na Ferrari, exceto se fosse campeão e Luca di Montezemolo se naturalizasse brasileiro. Errei. Errei como espero estar errando nesta previsão também, embora eu continue achando muito difícil para um verdadeiro fã da Fórmula 1 ficar impassível diante de tantos talentos juntos como tivemos este ano e teremos para o ano que vem. Serão nada menos que 14 títulos na pista, seis campeões do mundo, e todos eles conquistados, coincidentemente, desde o ano da morte de Ayrton Senna. Os outros títulos foram de Damon Hill (96), Jacques Villeneuve (97) e Mika Hakkinen (98/99). Faz tempo&#8230;</p>
<p>Apesar disto, conto com vocês para me ajudarem a testemunhar e escrever mais este capítulo ano que vem.</p>
<p>Um forte abraço à todos, boas festas à vocês e seus familiares, e um ano repleto de realizações.</p>
<p>Até 2012!<br />
<img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/12/aultimadoano2011.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Saída à australiana</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 09:16:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Autodromo de Interlagos]]></category>
		<category><![CDATA[Button vice-campeão]]></category>
		<category><![CDATA[Formula 1 2011]]></category>
		<category><![CDATA[GP do Brasil 2011]]></category>
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		<description><![CDATA[Webber, enfim, venceu a sua na temporada, contando com um “pequeno problema” de Vettel, mas foi Button quem se sagrou vice-campeão, como era esperado. E a lona se fechou pela última vez neste ano. Homenagens e mais homenagens A chegada da Fórmula 1 à São Paulo foi um verdadeiro festival de homenagens aos pilotos brasileiros. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Webber, enfim, venceu a sua na temporada, contando com um “pequeno problema” de Vettel, mas foi Button quem se sagrou vice-campeão, como era esperado. E a lona se fechou pela última vez neste ano.<span id="more-9497"></span></p>
<p><strong>Homenagens e mais homenagens</strong></p>
<p>A chegada da Fórmula 1 à São Paulo foi um verdadeiro festival de homenagens aos pilotos brasileiros. Ayrton Senna foi homenageado pelos vinte anos do tricampeonato por Barrichello e por Hamilton, que mudaram a pintura de seus capacetes por este motivo. No caso de Barrichello, a homenagem também foi ao designer Sid Mosca, falecido neste ano, e que foi o responsável pela pintura do casco de grandes campeões. Bruno Senna também fez questão de lembrar o tio e suas conquistas. Massa também foi homenageado pelos 10 anos de carreira e pela 100ª corrida pela Ferrari.</p>
<div id="attachment_9508" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil04.jpg" alt="" title="gpbrasil04" width="650" height="487" class="size-full wp-image-9508" /><p class="wp-caption-text">Clima de festa serve pra isso. Massa e Hamilton zeram as disputas, pelo menos até março</p></div>
<p>Mas a maior homenagem do dia foi para os trinta anos do primeiro título mundial de Nelson Piquet, com direito a toda irreverência do tricampeão dos anos 80. A bordo do mesmo Brabham BT49 de 1981, o macacão com patrocínios da época, o mesmo capacete, alguns dos mesmos mecânicos daqueles tempos, tudo isto remeteu os fãs a uma época que muitos dos presentes não viveram e só conheciam por filmes e fotos antigas. E o toque irreverente do grande Nelson foi, durante as voltas que deram, sacar uma bandeira de seu clube do coração, o Vasco da Gama, em pleno autódromo paulista e em clima de decisão no futebol brasileiro com o Corinthians. No carro, com as trocas de marcha ainda na alavanca, o capacete ficava para fora do cockpit e os pés do piloto quase na mesma direção do aerofólio dianteiro. Dentro dele, o maior ídolo deste que vos escreve, a quem o esporte a motor do Brasil deve muito.</p>
<div id="attachment_9500" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil01.jpg" alt="" title="gpbrasil01" width="650" height="433" class="size-full wp-image-9500" /><p class="wp-caption-text">Piquet foi homenageado e andou em seu Brabham de 1981</p></div>
<p>Mas o treino oficial foi o habitual, com pequenas exceções. A primeira delas foi a Hispania, aquela equipe que mostrou um projeto de carro feito para andar na ponta, no caso, a ponta dos fundos do grid. Conseguiu a proeza de colocar seus dois carros, de Liuzzi e Ricciardo, à frente dos carros da Marussia Virgin, pela primeira vez no ano. Barrichello foi outra exceção, conseguindo colocar a fraca Williams de 2011 em um ótimo 12º lugar no grid, dadas as limitações do carro. Quem também teve um ótimo desempenho foi Bruno Senna, colocando a Lotus Renault em nono, logo atrás de Sutil e sua Force India. Schumacher conseguiu entrar para o Q3 mas preferiu não fazer volta e se contentar com a décima posição.</p>
<p>Vettel, que já havia igualado o recorde de 14 poles na mesma temporada do inglês Nigel Mansell, deixou Button, Hamilton, e até seu companheiro Webber sentirem a possibilidade da pole nos treinos livres, e até no Q1 e Q2, mas que quando foi pra valer, Vettel se isolou em mais um recorde na carreira, obtendo a 15ª pole no ano, a 30ª na carreira. Seu companheiro Webber dividiu com ele a primeira fila, deixando os dois McLaren de Button e Hamilton logo atrás. Alonso fez o que pode e abriu a terceira fila, só que ao invés de Massa, era Rosberg quem estava ao seu lado, pois o brasileiro não passou da sétima posição. </p>
<p>Surpresas seriam possíveis se viesse a chuva prometida para o treino oficial. Ela não chegou, então todos esperaram que ela viesse no domingo, sem falta.</p>
<p><strong>Na seca</strong></p>
<p>Da chuva mesmo, só vieram as nuvens. Com isso, Vettel largou bem e deixou Webber e Button brigarem mais atrás. Alonso ganhou a posição de Hamilton logo na descida do “S” do Senna, enquanto Schumacher abria caminho no meio do grid. Quem largou muito mal foi Barrichello, que foi parar na vigésima posição depois de uma escolha errada da relação de marchas visando a chuva que não veio, e o brasileiro acabou perdendo todo o trabalho do sábado em alguns metros. </p>
<div id="attachment_9503" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil02.jpg" alt="" title="gpbrasil02" width="650" height="487" class="size-full wp-image-9503" /><p class="wp-caption-text">A largada, desta vez, não teve toques</p></div>
<p>Aos poucos os carros iam se assentando na pista e Alonso já apertava Button, enquanto Schumacher chegou em Senna e tentou ganhar a posição do brasileiro ao final da reta dos boxes. Os carros se tocaram duas vezes. A primeira quando Schumacher deu uma pequena guinada para tentar forçar a freada de Senna, o que não aconteceu, e a segunda quando Senna tocou, de leve, na roda traseira esquerda da Mercedes do heptacampeão do mundo. Senna ficou com o bico avariado enquanto Schumacher teve um pneu furado, ambos tendo suas corridas comprometidas. Senna ainda levou, injustamente em minha opinião, um drive-thru, por ter sido considerado responsável pela manobra que praticamente tirou Schumacher da prova.</p>
<p>O momento mais empolgante da prova aconteceu quando Alonso pressionava Button e fez uma ultrapassagem por fora, na subida do Laranjinha, um lugar praticamente impossível de alguém ultrapassar. Ao que parece, Button não quis brigar com Alonso naquele momento da prova e foi o primeiro a ir aos boxes, enquanto Vettel começava a polêmica da prova. Pelo rádio, o bicampeão era advertido pela equipe para poupar a 1ª e 2ª marchas para não ficar sem carro no final da prova. A polêmica veio quando Vettel, depois de ser ultrapassado por Webber, começou a virar no mesmo ritmo do australiano, o que levantou a suspeita de que o problema no câmbio não era tão grave assim.</p>
<p>Quem não conseguiu disfarçar os problemas foi a Marussia Virgin de Glock, que na saída do pit-stop teve uma roda solta, numa clara demonstração que a Hispania realmente pode surpreender ano que vem e perder a ponta dos fundos do grid.</p>
<div id="attachment_9505" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil03.jpg" alt="" title="gpbrasil03" width="650" height="433" class="size-full wp-image-9505" /><p class="wp-caption-text">Pelo menos aqui, cadeiras para todos, o que não deve acontecer com cockpits para o ano que vem</p></div>
<p>Mais uma rodada de pit-stops e é a vez de Button atacar Massa, o único que se mantinha por mais tempo na pista tentando fazer uma parada a menos que os demais e até se aproveitar da chuva, que ameaçou, ameaçou, mas não caiu. Button deixou Massa para trás, ou melhor, para Hamilton, e o torcedor já esperava mais uma briga cheia de lances entre os protagonistas da maior rivalidade do ano. Até voltaram de suas paradas para troca de pneus juntos, mas Hamilton foi obrigado a abandonar a prova com problemas no câmbio, de verdade. Assim, Sutil e Rosberg, que fizeram ótimas corridas com direito a troca de posições entre ambos. Empurrados pelo motor Mercedes presente nos dois carros, ambos herdaram a posição de Hamilton, com vantagem para Sutil ao final da prova. Duas posições atrás, chegou seu companheiro Paul Di Resta, em oitavo, deixando claro que a Force India pode sim brigar mais na frente em 2012.</p>
<div id="attachment_9510" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil05.jpg" alt="" title="gpbrasil05" width="650" height="487" class="size-full wp-image-9510" /><p class="wp-caption-text">Webber e Vettel fizeram apenas a terceira dobradinha na temporada</p></div>
<p>Webber e Vettel na frente, Alonso em terceiro. Foi então que Button voltou de sua última parada e recebeu pelo rádio a informação que Alonso estava na alça de mira e que deveria fazer voltas de treino. Missão dada é missão cumprida, e Button ganhou a posição de Alonso para consolidar com toda justiça o vice-campeonato de 2011.</p>
<p><strong>Parece que faltou algo</strong></p>
<p>Sem mais surpresas e com poucas ultrapassagens, o GP do Brasil deste ano viu a vitória de Webber, sua primeira na temporada, mas que não foi suficiente nem para chegar ao terceiro lugar no mundial de pilotos. Nem mesmo a “miguelada” de Vettel ajudou. Webber fez também a melhor volta da prova. Massa foi apenas o quinto pela sexta vez na temporada em que fechou sem subir ao pódium.</p>
<div id="attachment_9512" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil06.jpg" alt="" title="gpbrasil06" width="650" height="493" class="size-full wp-image-9512" /><p class="wp-caption-text">Button não achou tão importante, mas foi vice merecidamente</p></div>
<p>Eu esperava mais da corrida em si, mas foi natural ver a dobradinha da Red Bull com a McLaren de Button (já que Hamilton abandonou) e os Ferrari de Alonso e Massa nas primeiras posições. A decisão equivocada da direção de prova, de liberar a asa móvel apenas na reta oposta, diminuiu muito as disputas e deixou uma sensação de que o campeonato não foi tão emocionante, o que não é verdade. </p>
<p>As colunas das corridas de 2011 ficam por aqui. Foram ao todo 19, acompanhando a temporada mais longa de todos os tempos. Usei quase todo meu caderninho azul, onde fiz as anotações mais importantes, às vezes, totalmente ilegíveis depois de alguns minutos. Eu prometo voltar ainda com um balanço do ano, as perspectivas para 2012, a dança dos cockpits, os números finais de uma temporada que teve inúmeras ultrapassagens, milhares de pit-stops, recordes quebrados e mais alguns leitores conquistados com este espaço da velocidade dentro deste blog que cresce sem parar.</p>
<p>A gente se vê ainda este ano.<br />
Um grande abraço!</p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpbrasil2011.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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		<title>Voltando a sorrir</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 16:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lauro Vizentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula 1]]></category>
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		<category><![CDATA[GP Abu Dhabi 2011]]></category>
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		<description><![CDATA[Recordista de poles na mesma temporada, Vettel abandonou logo na largada, deixando o caminho livre para Hamilton vencer mais uma e, ao que parece, espantar a má fase. A pole e o recorde Depois de um ambiente mais modesto na Índia, a Fórmula 1 se reencontrou com a ostentação que lhe é mais comum em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recordista de poles na mesma temporada, Vettel abandonou logo na largada, deixando o caminho livre para Hamilton vencer mais uma e, ao que parece, espantar a má fase.<span id="more-9430"></span></p>
<p><strong>A pole e o recorde</strong></p>
<p>Depois de um ambiente mais modesto na Índia, a Fórmula 1 se reencontrou com a ostentação que lhe é mais comum em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos com uma sexta-feira praticamente idêntica à indiana, ou seja, com os carros da McLaren na frente e os da Ferrari logo atrás. A sexta-feira foi diferente, porém, para Vettel, que bateu no treino livre. Alonso fez o mesmo, mas nada que danificasse tanto assim seus carros. </p>
<p>Para Vettel, a pole significaria igualar o recorde de largar mais vezes na frente na mesma temporada, obtido por Nigel Mansell na temporada de 1992 com sua Williams mágica. Mas, falando em Willimas, quanta diferença daquela máquina campeã de quase vinte anos atrás e da Williams de hoje. Primeiro foi Pastor Maldonado, que, por estourar o limite de motores para a mesma temporada, estava punido com dez posições no grid e qualquer posição pior que um décimo segundo lugar no Q2 significaria a última fila para o carro do venezuelano, ele foi apenas o décimo sétimo. Mas, como desgraça pouca é bobagem, coube ao brasileiro Rubens Barrichello, que teve problemas no motor da outra Williams, amargar a última posição no grid, a pior de toda sua longa carreira e a pior da equipe em trinta e seis anos. Nem a Hispania foi tão ruim.</p>
<p>No Q2, ficaram Renault, Toro Rosso, Sauber e a Lotus de Kovalainen, sem novidades. E da mesma forma que no GP da India, a Force India ficou com a quinta fila, com Sutil e Di Resta. Os dois Mercedes na quarta fila, com Rosberg superando Schumacher de novo. Também em dupla, a terceira fila ficou com a Ferrari, Alonso e Massa nesta ordem. Só que Webber não conseguiu colocar a Red Bull na primeira fila e ficava com a quarta posição. Para continuar o emparceiramento, Vettel teria de ser terceiro. Button fez o seu papel e tomou a ponta no final. Hamilton, muito bem todo o final de semana, superou o companheiro por míseros nove décimos. Cronometro zerado e lá veio Vettel estragar a brincadeira de novo, deixando todos para trás, igualando o recorde de Mansell que citamos no início e, de quebra, igualando o número de poles de Juan Manoel Fangio, vinte e nove na sua ainda curta carreira.</p>
<p>Expectativa de várias ultrapassagens pela liberação da asa móvel em dois pontos da pista e de uma corrida mais movimentada do que no ano passado, a que decidiu o título.</p>
<p><strong>Com a faca nos dentes</strong></p>
<p>Se a pole de Vettel é previsível, sua excelente largada também é, e o bicampeão nem olhou pelo retrovisor para saber se vinha alguém. Na verdade, nem deu tempo. Na segunda curva, um pneu traseiro furado jogou Vettel para fora da pista, como se abrisse caminho para uma primeira volta realmente infernal. Todo mundo próximo e Alonso parte para cima de Button para assumir a terceira posição, que logo seria a segunda. Rosberg comete um pequeno erro e seu companheiro Schumacher desce metade da reta oposta lado a lado para decidirem na curva quem seguia na frente, com vantagem para o mais experiente. </p>
<div id="attachment_9437" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu02.jpg" alt="" title="gpabu02" width="600" height="388" class="size-full wp-image-9437" /><p class="wp-caption-text">Largada disputada, menos para Vettel, que abandonaria duas curvas à frente</p></div>
<p>Vettel se arrastava para trazer o carro aos boxes, o que acabou conseguindo, mas todo o esforço foi em vão porque a suspensão não agüentou tanto esforço e sucumbiu. Quem nos lê aqui sabe que eu sempre falei que Vettel não era a mesma coisa se tivesse três rodas apenas. Pois é. Brincadeiras à parte, fazia tempo que Vettel ficava de fora de uma prova.</p>
<div id="attachment_9435" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu01.jpg" alt="" title="gpabu01" width="600" height="356" class="size-full wp-image-9435" /><p class="wp-caption-text">Vettel se arrasta para os boxes, mas o esforço foi em vão</p></div>
<p>Hamilton, que não tinha nada a ver com isso, começou a abrir, seguido por Alonso, Button, Webber e Massa. Só que Alonso queria apagar a sensação ruim com a qual saiu de Abu Dhabi ano passado e começou a fazer as melhores voltas da prova no início, deixando Button bem para trás. Tão para trás que Button, já com o rendimento abaixo do esperado, encontrou Webber no retrovisor e travaram uma disputa de gente grande. Primeiro Webber consegue a ultrapassagem, mas Button recupera-se logo em seguida. Começava a ficar claro, neste momento, que o festival de ultrapassagens esperado não seria tão grandioso, mas ainda assim mais divertido que no ano anterior.</p>
<p>Massa vinha tirando diferença para Button, só que foi o primeiro dos ponteiros a fazer o pit stop. Na volta seguinte, Hamilton e Alonso pararam juntos, sem trocarem de posição. Depois veio Button e, de repente, Red Bull na ponta com Webber. Ainda que não tão ruim quanto a classificação da Williams, a Red Bull teve um final de semana também atípico. Além do problema de Vettel, na primeira parada do australiano, a equipe teve problemas e a troca durou quase seis segundos a mais que o normal. Isso deve ter deixado Webber mais ligado, pois ele voltou andando rápido.</p>
<div id="attachment_9439" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu03.jpg" alt="" title="gpabu03" width="600" height="340" class="size-full wp-image-9439" /><p class="wp-caption-text">Webber voou, e a melhor volta da prova foi seu prêmio de consolação</p></div>
<p>Alonso ameaçava Hamilton, mas só no cronômetro, diferente de Massa, por exemplo, que colou em Button. Com a demora em ultrapassar o inglês, Webber chegou nessa briga e Massa deu uma mãozinha para ele, errando na entrada da reta oposta e perdendo a posição para o piloto da Red Bull. Só que Massa conseguiu se recuperar na curva seguinte. Mais um pouco e ambos chegaram em Maldonado, e o venezuelano conseguiu atrapalhar ambos, saiu da pista, voltou em cima de Webber e conseguiu tomar um drive-thru por barbeiragem, quer dizer, por ignorar bandeira azul. Barrichello, por sua vez, estava se recuperando bem na prova, chegou a andar em nono. </p>
<div id="attachment_9441" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu04.jpg" alt="" title="gpabu04" width="600" height="333" class="size-full wp-image-9441" /><p class="wp-caption-text">Barrichello fez uma boa prova, mas deve ficar a pé ano que vem</p></div>
<p>Hora de Webber mostrar que tem o melhor carro e as melhores voltas da prova começa a ser dele, que consegue enfim ultrapassar Button quando Massa já tinha feito sua segunda parada. Rosberg também vinha bem na prova, chegou a estar em terceiro e deu muito trabalho para Webber por causa do potente motor Mercedes que não dava a vantagem necessária para quem vinha atrás mesmo com a asa traseira aberta. </p>
<p><strong>Hamilton parece que se reencontrou</strong></p>
<p>Na fase final da prova, Webber continuava fazendo as melhores voltas, e ganhou a quarta posição de Rosberg quando este foi para os boxes. Só que Webber precisava de mais uma parada para troca de pneus porque não havia usado dois tipos diferentes dos mesmos, e o fez na penúltima volta. Foi superado por Button, que teve problemas no KERS durante a prova, mas ajudado em se manter na quarta posição porque Massa errou sozinho e rodou, perdendo precioso tempo para poder chegar ao menos no quarto lugar. Webber ainda conseguiu fazer a melhor volta do domingo.</p>
<div id="attachment_9442" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu05.jpg" alt="" title="gpabu05" width="600" height="400" class="size-full wp-image-9442" /><p class="wp-caption-text">Alonso fez o que podia e levou a Ferrari ao segundo lugar</p></div>
<p>Alonso terminou o domingo dizendo que fez o melhor que pode e garantiu um excelente segundo lugar, muito pela manobra forte sobre Button logo no começo da corrida. Hamilton, enfim, chegou a sua terceira vitória na temporada e, com isso, empatou neste quesito com seu companheiro de equipe. Curiosamente, mesmo com o triunfo, Hamilton está fora da briga pelo vice-campeonato, que agora se concentra entre Button, Alonso e Webber apenas, com chances maiores para estes de maneira respectiva.</p>
<div id="attachment_9443" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/gpabu06.jpg" alt="" title="gpabu06" width="600" height="370" class="size-full wp-image-9443" /><p class="wp-caption-text">Hamilton venceu praticamente de ponta a ponta, o que o deixou, digamos, mais leve</p></div>
<p>Uma corrida com emoções pontuais, apesar de belas disputas, mas infelizmente aquém da primeira volta alucinante. Agora só restam 71 voltas para o final do campeonato, e serão percorridas em São Paulo no final de novembro. A expectativa é sempre de festa, já que pouca coisa está em disputa, e essa mistura de descontração de uns e necessidade de mostrar resultado de outros visando 2012, além do traçado seletivo de Interlagos, podem ser os ingredientes certos para um encerramento de temporada em grande estilo. Estaremos lá.</p>
<p>Um abraço! </p>
<p><img src="http://notransito.com/wp-content/uploads/2011/11/chamadaabudhabi.jpg" alt=""class="noshow" /></p>
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